Allan passava a maior parte do tempo deitado no quarto. De lá, nada sabia sobre o andamento da guerra. Ele temia que o exérvito japonês atacasse novamente.
Saainwa estava o tempo todo o auxiliando. Levava as refeições para ele na cama. Três vezes ao dia removia o curativo e aplicava ervas medicinais.
O médico da base da Nova Zelândia ainda não havia chegado. Isso deixava Allan mais ansioso.
"Onde fui me meter? Preciso voltar a tempo para o campo de batalha", Allan se lamentava.
— Como andam as coisas, almirante Spruance?
— Tudo indo bem. Vamos. Precisamos agilizar os ataques. — Spruance estava comandando um pequeno ataque ensaio com homens armados próximos à base japonesa de Betio e tanques de guerra — Quero agilidade nos dois tanques. Vamos!
Os homens embarcaram em três jipes de guerra rumo a um caminho arbustivo. O ponto era estratégico para pegar j*******s de surpresa.
Enquanto isso, dois tanques preparavam seus ataques.
O primeiro lançamento passou um pouco longe, por cima da base militar japonesa, caindo no mar. Não houve acerto.
O segundo acerrou de raspão a base, também tocando o mar. Este, porém, causou um certo impacto, abalando embarcações.
Apesar do susto que os j*******s levaram, nenhum se feriu nos dois lançamentos americanos.
Cerca de trinta homens norte-americanos chegaram fortemente armados na fronteira. Nessa hora, os j*******s já estavam bem alertas. Contudo, nenhum deles esperava por um ataque armado.
Soldados atiraram. Usavam rifles e metralhadoras americanas e alemãs. Apesar do arsenal, apenas uns cinco j*******s foram derrubados.
Logo, os fuzileiros entraram nos carros e regressaram à base.
Por segurança, Spruance ordenou que os tanques ficassem cobrindo a área de frente da base e da fronteira com Betio.
"Amor, calma", Allan pedia para Saainwa ter cuidado ao tirar sua roupa para o banho. O seu pé ainda estava bastante dolorido.
Até nisso estava dependente. Allan sentia-se tão impotente. Queria estar com os demais combatentes, mas não podia.
Saainwa era cuidadosa. Deu um bom banho no seu amado, o secou e vestiu.
— Thank you, minha princesa.
Custou muito para ela entender o significado de princesa. Quando descobriu, ficou muito contente, pois era assim que Allan a chamava.
"Já estamos na metade de outubro...", Allan sabia que a batalha eclodiria em breve. Era inevitável. Segundo as previsões do almirante Spruance, a batalha não demoraria muito para acontecer, podendo vir no máximo no mês de novembro.
Saainwa olhava atenciosamente para o seu amado e via nele um olhar impaciente. Se fosse possível, tentaria consolá-lo de alguma forma. Mas, como? Palavras na língua dele lhe faltavam.
Depois dos ataques aos j*******s de Betio, não houve resposta. O silêncio deixou Spruance um tanto pensativo. Os j*******s poderiam estar tramando algo mais forte.
Era preciso esperar. Allan também deveria esperar um pouco mais. O médico ainda não havia chegado. O sentimento de impotência era grande.