Impotência

475 Words
Allan passava a maior parte do tempo deitado no quarto. De lá, nada sabia sobre o andamento da guerra. Ele temia que o exérvito japonês atacasse novamente. Saainwa estava o tempo todo o auxiliando. Levava as refeições para ele na cama. Três vezes ao dia removia o curativo e aplicava ervas medicinais. O médico da base da Nova Zelândia ainda não havia chegado. Isso deixava Allan mais ansioso. "Onde fui me meter? Preciso voltar a tempo para o campo de batalha", Allan se lamentava. — Como andam as coisas, almirante Spruance? — Tudo indo bem. Vamos. Precisamos agilizar os ataques. — Spruance estava comandando um pequeno ataque ensaio com homens armados próximos à base japonesa de Betio e tanques de guerra — Quero agilidade nos dois tanques. Vamos! Os homens embarcaram em três jipes de guerra rumo a um caminho arbustivo. O ponto era estratégico para pegar j*******s de surpresa. Enquanto isso, dois tanques preparavam seus ataques. O primeiro lançamento passou um pouco longe, por cima da base militar japonesa, caindo no mar. Não houve acerto. O segundo acerrou de raspão a base, também tocando o mar. Este, porém, causou um certo impacto, abalando embarcações. Apesar do susto que os j*******s levaram, nenhum se feriu nos dois lançamentos americanos. Cerca de trinta homens norte-americanos chegaram fortemente armados na fronteira. Nessa hora, os j*******s já estavam bem alertas. Contudo, nenhum deles esperava por um ataque armado. Soldados atiraram. Usavam rifles e metralhadoras americanas e alemãs. Apesar do arsenal, apenas uns cinco j*******s foram derrubados. Logo, os fuzileiros entraram nos carros e regressaram à base. Por segurança, Spruance ordenou que os tanques ficassem cobrindo a área de frente da base e da fronteira com Betio. "Amor, calma", Allan pedia para Saainwa ter cuidado ao tirar sua roupa para o banho. O seu pé ainda estava bastante dolorido. Até nisso estava dependente. Allan sentia-se tão impotente. Queria estar com os demais combatentes, mas não podia. Saainwa era cuidadosa. Deu um bom banho no seu amado, o secou e vestiu. — Thank you, minha princesa. Custou muito para ela entender o significado de princesa. Quando descobriu, ficou muito contente, pois era assim que Allan a chamava. "Já estamos na metade de outubro...", Allan sabia que a batalha eclodiria em breve. Era inevitável. Segundo as previsões do almirante Spruance, a batalha não demoraria muito para acontecer, podendo vir no máximo no mês de novembro. Saainwa olhava atenciosamente para o seu amado e via nele um olhar impaciente. Se fosse possível, tentaria consolá-lo de alguma forma. Mas, como? Palavras na língua dele lhe faltavam. Depois dos ataques aos j*******s de Betio, não houve resposta. O silêncio deixou Spruance um tanto pensativo. Os j*******s poderiam estar tramando algo mais forte. Era preciso esperar. Allan também deveria esperar um pouco mais. O médico ainda não havia chegado. O sentimento de impotência era grande.
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