A minha garganta seca me fez levantar de madrugada e ir procurar a cozinha. Dei passo leves pelo caminho, evitando provocar rangidos altos demais para não acordar os demais. Desci o lance de escadas e ao chegar a base, percebi que a luz da cozinha esta acesa e a possibilidade de me encontrar com Enzo é gigantesca. Borboletas voam em minha barriga, ansiando o encontro. Vou até ele, quer dizer, sigo até a cozinha. O encontro sentado a ilha de mármore, devorando algo dentro do pote que parece ser sorvete e creme de avelã. — Oi. — Digo brevemente. Não estamos conversando, ele está... distante. Não parece o homem que me chamou para morar com ele na Itália. Eu iria? Me pergunto enquanto pego a jarra de água na geladeira. Agora que eu sei quem ele é e o que faz? Eu iria? Meu filho já es

