Eu estava péssimo, a minha cabeça estava doendo de um jeito que parecia que eu ia morrer de tanta ressaca. Tanto moral quanto física, eu nem queria sair do quarto. Mas foi necessário, eu precisava mesmo de um banho. Pensei que talvez eu pudesse deixar cair pelo ralo toda a minha frustração e vontade de sumir. Então foi o que eu fiz, enfiei a cabeça embaixo do chuveiro gelado e tentei fixar o meu pensamento na ressaca que estava doendo bem menos que a ausência da Laura. Eu me perguntava se ela estava pensando em mim também, se ainda estava arrasada com nosso afastamento. Mas era uma dualidade de sentimentos, eu não sabia se queria que ela seguisse em frente com a vida, ou se eu queria que ela pensasse em mim. Os dois pensamentos me assombravam. Quando finalmente saí do banho me arrumei

