Tínhamos feito amor. Ela tinha feito isso, finalmente, minha mulher. Permanecemos em silêncio enquanto as nossas respirações voltavam lentamente ao normal. Maria José estava recostada sobre o meu peito, seu cabelo espalhado, seus dedos traçando padrões distraídos sobre a minha pele. Eu deveria me sentir completamente satisfeito, em paz, mas percebia certa tensão nela que não combinava com o momento. — Você está bem, querida? Perguntei, acariciando suavemente as suas costas. — Estou bem, Julian. Respondeu, mas detectei aquele ligeiro tremor na sua voz que eu já havia aprendido a reconhecer. Incorporei-me ligeiramente para olhar nos olhos dela, porque intuía que algo não estava bem. O seu olhar tão transparente revelava uma sombra de inquietação que me preocupou imediatamente. — O que e

