Era um canto projetado especificamente para alguém como eu, um santuário para estudar, para mergulhar em números e livros, para crescer profissionalmente enquanto me sentia absolutamente em casa. — Então, você gostou? A voz de Martina me tirou do meu devaneio. Virei-me para ela e Julian, que me observavam da entrada da sala. Percebi que estava tão absorta na minha exploração que havia esquecido que não estava sozinha. Um sorriso espalhou-se pelo meu rosto enquanto eu acenava com a cabeça, incapaz de encontrar palavras que fizessem justiça ao que sentia. Martina soltou o ar que aparentemente estava retendo, o seu rosto relaxou numa expressão de alívio. — Que sorte. Comentou ela com uma risada leve. — Não conseguíamos nos decidir entre este apartamento e outro num prédio diferente. Juli

