Julian Sentia o seu corpo tremer contra o meu enquanto nos afastávamos daquele caos. Maria José se agarrava à minha camisa como se fosse seu salva-vidas, a sua respiração ainda agitada pelo pânico que acabara de experimentar. Cada um dos seus tremores era uma facada para mim, um lembrete de que a culpa era minha. Eu a havia exposto a este mundo implacável que ela sempre mantivera à distância. — Respire, meu amor. Sussurrei contra o cabelo dela, acariciando as suas costas em círculos lentos. — Você já está a salvo. Abraçei-a mais forte, como se pudesse absorver o medo dela, a ansiedade dela. Nunca tinha sentido tanta raiva e impotência. Eu, que estou acostumado a ter o controle absoluto de cada situação, não tinha conseguido prever isso. Não tinha conseguido protegê-la. Através da janel

