A cama é grande e macia, quase uma réplica da que eu tinha no meu antigo quarto. Os lençóis de algodão estão impecáveis e perfumados, mas, por mais que eu tente, o sono não vem. É como se meu corpo recusasse o descanso, mesmo estando exausto. Meu coração bate mais rápido do que deveria, e minha mente é um turbilhão. A imagem de Ozan, sem camisa, vindo na minha direção se repete na minha cabeça como um caleidoscópio que não para de girar. Cada detalhe da cena parece ampliado: o brilho da pele dele sob a luz, a segurança no caminhar, a intensidade de seu olhar. Não é apenas um pensamento; é uma presença, como se ele estivesse aqui, invadindo o quarto e a minha tranquilidade. Desde que comecei a trabalhar para ele, me sinto assim: tensa, inquieta, como se estivesse sempre em um estado de al

