*** Gerard Moore *** Sem abrir os olhos, tudo o que ouvia era chuva. Daquelas com ventos e trovões em plena segunda-feira. É normal, visto que o inverno está acabando e eu já não via a hora do tempo esquentar e eu poder andar por aí mostrando um pouco mais do que luto muito para manter: o meu corpo de homem maduro que enche os olhos de tantas mulheres. É bom. Gostoso de ver, sabe. Dá aquela inflada no ego, uma manutenção na autoestima que é viciante. O meu cobertor era quente, mas não tão quente como agora. Algo se mexeu ao meu lado. Era Elora, que dormiu aqui na noite passada, mesmo que eu tenha dito semana retrasada, que seria a última vez. — Posso voltar mais tarde para uma despedida? — Seus braços finos e quentes rodearam o meu pescoço e eu quis jogá-la do out

