Felicidades meu rei

2019 Words
" O meu maior presente é ter você ao meu lado, você não sabe o quanto seu amor é importante pra mim, ele me mantém viva, esse amor que alimenta minha alma". Alguns dias depois… Catarina  O salão de festas estava todo decorado e todos usavam seus melhores trajes para prestigiar Henrique em seu aniversário. O mesmo carregava um sorriso e estava animado para poder comemorar, nem parecia o homem que odiava festas. Num gesto de carinho levanto minha taça para dedicar um brinde ao meu marido. — Então um brinde ao marido excepcional que Henrique é, e a um rei melhor ainda, meu amor que este dia se repita ainda por muitos anos, felicidades meu rei. Todos levantam suas taças conduzindo um brinde em homenagem a ele, um dos homens mais temidos, se tornou um dos homens mais respeitados. Ele queria poder, queria posses e pelo respeito de todos que conseguiu conquistar isso cada vez mais. — Obrigado Catarina, será que me daria a honra desta dança? — Seria uma honra. Henrique pega minha mão me levando ao meio do salão, hoje ele completa seus 42 anos e resolvemos dar uma festa enorme, para comemorar esse dia especial. Começamos a dançar com nossos corpos colados e sinto a respiração quente de Henrique na minha orelha, me fazendo arrepiar, me aproximo mais e sussurro em seu ouvido: — Mas tarde tenho um presente especial para você  — Estou muito curioso, que tal me dar esse presente agora? — Ainda não cortou o bolo amor. — O que tem? Já tive muitos aniversários, darei a ordem para servirem o bolo e vamos nos retirar, que tal? — Por mim não tem problema o Tristan já está dormindo mesmo, mas tem pessoas que vieram de muito longe por você. E se realmente gostarem de mim, vão continuar vindo. Quero que essa noite seja toda nossa e quero você todinha para mim. Solto um sorriso  meio indiscreto.  — Te espero no quarto. — Vou o mais rápido possível — ele sorri malicioso. Vou direto para o quarto e retiro meu vestido colocando a camisola  feita sobre encomenda especialmente para essa data, solto meus cabelos e o arrumo, me sento na cama a espera do meu marido. Logo ele adentra o quarto e me encara, me levanto indo em sua direção. — Vermelho, minha cor favorita — ele sussurra com sua voz grossa no meu ouvido, deslizando suas mãos sobre meu corpo. Quebro o resto da distância que a entre nós o beijando, completamente sedenta por ele, o jogo na cama e me sento em cima dele, logo o ajudo retirar sua roupa.  — Você nem parece mais a garota tímida com quem me casei — ele sorri. — É que agora sou uma mulher e sei muito bem o que quero e quando eu quero. — E que mulher incrível se tornou. Sorrio e começo a distribuir beijos pelo seu corpo, somente para o provocar. Ele puxa meu cabelo levemente e me beija com paixão, apertando cada parte do meu corpo, como se não pudesse acreditar que ele aquele momento fosse real. — Feliz aniversário querido. — Isso está sendo um presente ótimo, mas quero que saiba que o verdadeiro presente é você e o Tristan. — A Henrique você sabe falar coisas que me agradam ao extremo.  Ele toca meu corpo fazendo o mesmo se arrepiar, quando ele toca minha i********e solto um gemido. — Amei a camisola, mas está na hora de tirar. — Concordo — digo sorrindo  A tiro e ele aperta meus s***s com força, logo ele me preenche e solta um gemido rouco, me deixando ainda mais fogosa. Ele começa se movimentar e o meu corpo parece que está pegando fogo, não importa quanto tempo passe esse homem ainda terá o mesmo efeito sobre mim. O olho e seus olhos estão num azul-escuro, a boca entre aberta, a língua umedecendo os lábios, mesmo se passasse anos eu ainda me lembraria dessa cena. Troco nossas posições ficando por cima. — Isso minha Rainha, eu deveria saber que você diferiria desde a primeira vez que deixei você ficar por cima — não aguento e caio na gargalhada. Pela amor de Deus Henrique, olha o tipo de coisa que fala homem. Aproximo ainda mais nossos corpos e falo em seu ouvido. — Eu te amo Henrique Turner. — Eu te amo Catarina Turner.  Intensifico os movimentos e volto a beija-lo, num momento de puro prazer. — Tenho que te contar uma coisa — falo  — Pode dizer. — Estou grávida. — Não acredito — ele abre um enorme sorriso e começa a beijar meu rosto sem parar — Estou tão feliz, esse é o meu melhor aniversário, tenho certeza que será uma menina dessa vez. — Bom eu nem discutirei, você acertou sobre o Tristan, então se esta dizendo eu acredito. Sorrimos e continuamos nos amando até amanhecer, é incrível como ele me completa, um amor que nunca imaginei que pudesse acontecer, é a melhor coisa que tenho, Henrique é o homem da minha vida e esse amor eternizará, isso tenho certeza. Fiquei deitada ao seu lado completamente exausta, acariciando seus cabelos enquanto o mesmo dormia e lembranças de como nos conhecemos me atingiram. Flashback on  Finalmente o festival do vinho chegou, é um dos meus festivais favoritos. Há tanta coisa, comida, bebida e apresentações incríveis. Durante um certo tempo esse festival era proibido, já que, antes de ser Ébano, éramos do Império Irvacrek e, segundo Ana, eles cultuavam deuses e esse festival era em homenagem a Baco. Depois da separação dos territórios e da conversão ao cristianismo, a igreja proibiu e, depois de um tempo, mudou o nome do festival e o colocou como um costume cristão. Não sei muito sobre isso, já que mamãe proíbe qualquer envolvimento muito aprofundado. Ela diz que nossa obrigação, como mulheres, é zelar por nossos maridos e filhos e entender dos afazeres domésticos e sempre obedecer ao marido. O que me deixa aliviada é que não casarei com nenhum nobre, então não preciso ficar me preocupando com o tipo de mulher que minha mãe quer que eu seja. — Está pronta? — Ana pergunta, entrando no meu quarto. — Sim, como estou? — Maravilhosa, você fica linda de vermelho. — Ótimo, agora preciso que dê um jeito de esconder esse outro vestido. — Para que isso? — Depois do discurso de papai, vou me misturar com meu povo e aproveitar o festival com eles. Ninguém vai sentir a minha falta, para minha família sou praticamente invisível. — Catarina… — Por favor Ana — ela respira fundo e estende a mão pegando o vestido azul bem simples que troquei com uma criada por um meu. — Obrigada. Beijo sua bochecha. — Agora vamos, só falta você. — Certo. Assim que desço as escadas já vejo minha mãe, papai e Joaquina a minha espera. — Finalmente — minha mãe me analisa dos pés a cabeça. — Até que está apresentável. — Obrigada — dou um meio sorriso. — Vamos — meu pai sai impaciente. Eles vão em uma carruagem e eu vou em outra, com a Ana. — Percebeu que mamãe me elogiou? — Ela disse que você estava apresentável menina, que tipo de elogio é esse? — Para você pode parecer pouco, mas para mim vale muito. — Você costuma ser forte e sempre impor sua opinião quando se trata de outras pessoas, mas essa sede de aprovação que tem quando se trata de sua família, uma hora pode ser sua ruína. — Não fale besteiras, Ana — digo irritada. O resto do trajeto é em silêncio até o local onde ocorrerá o festival. *** Assim que chegamos, somos muito bem recepcionados pelas pessoas. A música e as risadas altas ecoam, barracas coloridas e com vários tipos de comidas estão montadas, desafios esportivos estão acontecendo e as crianças correm de um lado para o outro. Fico perto da minha família até o discurso de meu pai. No momento que minha mãe começa a falar de Joaquina sem parar, peço a ajuda de Ana para trocar de roupa e me misturo com o povo. Aproximo-me de um grupo de crianças que dançam e fico os observando com um sorriso bobo no rosto, um dia espero ter muitos filhos. — Quer dançar? — uma meninha loira puxa a minha mão, me levando para perto da roda e,não me deixando responder, já que me empurram para o centro dela. Começo a dançar em meio às palmas das crianças. Fecho os olhos, sentindo a música e acompanhando suas batidas, até que as risadas são substituídas por gritarias. Assim que abro os olhos, vejo boa parte das barracas pegando fogo. Há muitos homens de outro reino aqui. Olho para os lados e a maioria de nossos soldados nem se aguenta em pé, por conta da bebida, e eles não são muitos. Fico em choque, parada, vendo tudo ser destruído e pessoas sendo mortas. Sou tirada dos meus devaneios quando sinto meu cabelo ser puxado com força e meu corpo se desequilibrar. Só não caio porque a pessoa ainda segura meu cabelo. Levanto meus olhos e então eu o vejo, montado em seu cavalo, com uma armadura no corpo, seus cabelos claros reluzem ao sol, sua pele branca adquire um tom avermelhado e seus olhos são os mais azuis que já vi, há tanta frieza neles que a única coisa que consigo fazer é olhar com ódio, por tudo que está acontecendo. Ele puxa meus cabelos com mais força ainda, olhando bem fundo nos meus olhos e é como se uma conexão estivesse sendo mantida entre nós, até que ouço um grito. Tento me soltar de suas mãos, mas ele aperta com mais força, me fazendo soltar um grito. Uma raiva se apodera de mim, grudo em seu abraço e começo a puxá-lo com força, não me importando com a dor que está me causando. Ele se desequilibra de cima do cavalo e quase cai, por isso acaba saindo de cima do mesmo e soltando meus cabelos. Aproveito a deixa para tentar fugir, mas ele é mais rápido, agarrando meus cabelos novamente. Sem nem pensar duas vezes, cravo minhas unhas com força na mão do mesmo, que me solta no mesmo instante. Corro sem conseguir pensar em nada. Mas a frente, escuto chamar meu nome e vejo que é Alfred. Vou em sua direção, mas antes de adentrar a mata que estava a minha frente, olho para trás e percebo que ele ainda me observa. Um frio percorre minha espinha e uma única certeza eu tenho, essa não seria a última vez que nos veríamos. Flashback off Solto uma gargalhada alta e tento abafar para não acordar Henrique mais as ironias da vida foram muitas com nós dois. E quem diria que essas ironias iriam fazer que os dois encontrassem o melhor da vida. Sinto meu marido se mexer na cama e abraçar minha barriga, fico muito feliz, que ele tenha gostado na noticia. Afinal depois de todos esses anos esperando por essa gravidez, que na verdade fiquei com medo de não ter por ter brigado com aquela que infelizmente ainda tenho mania de chamar de mãe, as vezes na vida da gente adquirimos costumes que mesmo nos fazendo m*l, parece que está enraizado dentro de nós e é preciso que lutemos todos os dias para sem livrar deles, ou mesmo que o tempo passe ainda vamos acabar presos em velhos caminhos. Na verdade o que mais posso fazer nesse momento é fechar meus olhos e ser grata a Deus por ter me dado a chance construir um lar, na verdade nem eu e Henrique sabíamos muito bem o que era isso e mesmo assim continuamos tentando todos os dias. Mesmo quando eu errei ele não desistiu de mim e mesmo ele também tendo errado eu não desisti. Se as pessoas só conhecem a dor, dentro delas terão apenas espinhos e como esperar que uma pessoa que só tem espinho de rosas? Pessoas que só tem espinhos darão apenas isso e se elas não escolherem melhorar, nada pode ser feito.
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