Capítulo 2

805 Words
Logo ouvi a aeromoça falar no alto falante "senhores passageiros em poucos instantes estaremos pousando na cidade do Rio de Janeiro, por favor apertem os seus cintos para a sua segurança" Apertei meu cinto e olhei pelo vidro, aquele mar azul, o dia estava ensolarado Tudo que eu precisava Não estava muito contente, mas algo me trazia paz Após 30 minutos o avião havia pousado, eu estava no portão de desembarque em busca de um táxi - Olá senhorita, gostaria de uma carona? - um taxista me abordou sorridente - Bom dia - sorri gentil - aceito sim, vou para o condomínio Alphaville em Copacabana - sim senhora - ele assentiu Não iria ficar em hotel de jeito nenhum, eu tinha um apartamento em Copacabana, ficaria nele até que encontrasse um apartamento melhor ou até a casa Não estava com pressa, ainda tinha outras prioridades  Peguei meu celular e resolvi ligar para Dani avisando minha chegada Ligação em : -Dani !!!!! - gritei - Amiga - ela gargalhou - Dani, aqui é lindo, confesso, mas muito quente, não deveria ter trago tantos casacos- falei frustrada - eu te avisei - ela gargalhou  - Amiga, eu amo você , tô chegando no flat, te ligo depois ok? - se cuida meu amor, quero saber de tudo depois, amo você - beijos - falei - beijos - ela falou desligando ligação off -Senhorita, chegamos- o taxista falou Paguei o mesmo, e como uma gentileza ele me fornece a descer todas as malas Acenei e entrei no saguão do prédio, era bem bonito, chique eu diria, era bem localizado e ficava em frente ao mar Adorava o mar - Bom dia moça, sou o síndico e porteiro, você é a Gabriela? - ele falou pegando algumas malas minhas - Bom dia, sou eu sim - sorri gentil - Sou o Sérgio, seja bem vinda, vou te ajudar a levar essas malas, 6 ° andar certo? - ele falou apertando o botão do botão Assenti sem falar nada e entre com o mesmo no elevador Ele era gentil, tinha aparência de um senhor de uns 60 anos Logo o elevador parou nos avisando ter chegado ao 6 ° andar - Sérgio, muito obrigada, de verdade, foi um prazer conhecê-lo - sorri apertando sua mão  - por nada Gabriela, foi bom te conhecer, precisando de mim estou lá em baixo - ele sorriu e saiu Peguei a chave que ele havia me entregado e abri a porta, me revelando um apartamento aconchegante Decorado nos núcleos cinza e branco, tinha um janela grande que mostrava todo o mar Adorava aquilo Coloquei todas as minhas malas na sala e fui para uma varanda Batia uma brisa leve, o dia estava lindo, era por volta das 10:00 da manhã Tinha muitas pessoas na praia, outras correndo no calçadão Olhei pro horizonte e refleti tudo o que eu havia passado Quando era mais nova, lá pros 16 anos meus pais me expulsaram de casa por orgulho, nunca fui rebelde, mas queria minha liberdade Meus pais eram muito rígidos, não aceitavam nada que vinha de mim, nunca me deram amor, carinho? Fui largada Conheci Dani na adolescência, ela sim era travessa, já não morava mais com seus pais, pelos mesmos motivos que eu, meus pais viam nossa amizade como algo tóxico me mandaram escolher eles ou ela Eu não quis escolher, o resultado foi a rua Fui morar com Dani num barraco na periféria de Montreal, era r**m, duas meninas, sozinhas, sem dinheiro algum na rua Muitas vezes passávamos fome, sede, não tínhamos água nem para o banho Foi quando Dani arrumou um emprego numa empresa de roupas, aprendeu a costurar, comprou um máquina e foi omde tudo começou Ela trazia os restos de tecido para casa, eu desenhava como ela costurava enquanto ela estava na fábrica eu saia de porta em porta vendendo tudo Vendia tudo, as meninas adoravam nosso estilo, nos mudamos para uma casa maior, Dani largou o emprego na fábrica e investimos na nossa própria "fábrica" em casa Com duas máquinas de costura e alguns tecidos  Em menos de 3 anos estávamos morando em uma cobertura no centro de Montreal, um carro de luxo na garagem, um motorista, 2 empregadas Tínhamos uma fábrica e uma loja Montamos nossa grife, foi incrível como tudo aconteceu, parece piada até Nunca foi sorte, foi o encontro do preparado com a oportunidade, tínhamos tudo Foi quando Dani veio conhecer o Brasil num carnaval qualquer Se apaixonou completamente, e viu aqui a oportunidade da nossa primeira filial E cá estou, independente, CEO da própria empresa, amava isso, amava minha vida Mas as vezes me sentia só, e acho que iria me sentir mais agora morando sozinha, em um país diferente Só conheço o síndico, da vontade de chorar (risos) Saí de meus pensamentos e fui arrumar minhas malas e fazer algumas ligações
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