Capítulo 7

1078 Words
Gabriela narrando: Depois de alguns minutos no trânsito ele estacionou o carro em frente a um restaurante, era lindo e bem iluminado  -espero que você goste, foi o restaurante mais chique que consegui achar- ele riu  gargalhei concordando  saímos juntos do carro e ele delicadamente passou suas mãos em volta da minha cintura, se fosse com outro cara com certeza já teria o repreendido, mas com ele era bom, me causava arrepios que nunca tinha sentido -Boa noite senhor e senhora, bem-vindos ao Satyricon- o recepcionista falou nos guiando até uma mesa  -obrigada- sorri educadamente  nossa mesa tinha uma vista linda para o mar, agradeci mentalmente por aquilo, era lindo todo o rio de janeiro a noite  logo o garçom se aproximou nos trazendo o cardápio  - pode escolher, tu tem bom gosto- ele falou me olhando e eu ri  - tudo bem, vou querer um canapé de tártaro com salmão e pra ele um grande carpaccio, não esquece de uma garrafa de vinho tinto francês - o mesmo anotou nosso pedido e saiu  -espero que isso que tu pediu seja bom, se não eu falo na cara mesmo  -é ótimo, vai gostar- sorri felipe me encarava de um jeito diferente, me causava arrepios estranhos, parecia que ele nunca tinha visto alguém como eu na face da terra, sei que sou bonita e tudo mas não é pra tanto -vai, me fala de tu- ele pediu  -eu ? não é a melhor história mas tudo bem  -sim você, pode começar  - eu nasci no canadá, e com 14 anos como qualquer menina que quer chamar atenção dos pais me meti em grandes problemas-suspirei ao lembrar- meus pais sempre foram da igreja e não gostaram muito do que estava acontecendo, então um belo dia fui expulsa de casa sem mais nem menos- comecei a rir a cara dele era a melhor escutando minha história - p***a, expulsa tão novinha - me olhou assustado- seus pais são doidos gatinha  - pior, por sorte tinha uma melhor amiga que já se virava desde cedo e me acolheu, desde então nunca nos separamos e sempre moramos juntas, as coisas começaram a apertar aos 17 então começamos a vender algumas peças que eu desenhava e dani costurava  -já sei essa sua história, estilo self made- ele riu e eu concordei  - para de spoiler ,deixa eu terminar, então nossa demanda foi aumentando mês após mês e quando fizemos 18 anos investimos todo o nosso dinheiro na primeira loja e em uma fábrica, o final você já sabe  - c*****o, isso dá até filme mina- me olhou abismado, achei que só o tráfico dava dinheiro, mas vi que esforço também  gargalhei - que i****a esse seu pensamento -mas e teus pais ? - ele perguntou e aquilo fez meu coração doer por um instante   - Continuam morando em vancouver, nunca mais nos falamos, sinto falta mas já cansei de correr atrás de quem quer me ver bem longe - sorri fraco  - ei calma, não precisa se sentir m*l, família infelizmente não escolhemos,você se tornou ima pessoa maravilhosa, eles que sairam te perdendo  - obrigada fê, tudo que consegui até hoje foi com muito esforço- sorri gentil  -mas conseguiu- ele sorriu e acariciou minha mão  -agora sua vez - falei tomando uma taça do vinho que o garçom tinha deixado  -confesso que a minha história tem mais emoção que a sua- ele riu- meus pais eram usuários, deviam muito dinheiro na boca, até que um dia o antigo dono matou os dois porque sabia que ele não iam pagar tão cedo, era muito dinheiro- ele suspirou- fiquei sozinho nesse mundão de meu Deus, até que comecei a trabalhar pro tráfico para não passar fome  -deve ter sido difícil- falei triste  - foi, muito até, mas compensou todo o esforço, conquistei a confiança do antigo dono, quando ele morreu em um confronto com a polícia deixou tudo pra mim - sorriu de lado- não trilhei meu caminho certo como você mas chegamos ao mesmo lugar, o topo  eu ri - verdade, você conquistou tudo aquilo sozinho projeto de mafioso- falei e ele riu  - tu me mata de rir loira, mafioso é?  -é - mordi os lábios  - e a tua loja aqui no rio ?  -só vai estar pronta daqui uns dois meses, ainda falta muita coisa, enquanto isso tô de férias- falei balançando os braços em forma de alegria  Logo o garçom se aproximou com nosso jantar, estava tudo uma delícia,passamos o jantar inteiro rindo de varias histórias que felipe contava, ele era um cara legal passava um pouco de medo com sua pinta de bandido mas por dentro era uma pessoa maravilhosa que precisava ser descoberta  - vai querer sobremesa- ele me perguntou gentil -não, dieta gatinho - p***a, esqueci sua pose de modelete- eu ri  -vamos dar uma volta na praia ?- falou apontando pra mesma através da janela  -vamos sim- falei me levantando e pegando minha bolsa  Ele pagou a conta e fomos andando em direção a praia, tiramos os sapatos antes de entrarmos na areia, ficamos bem próximo da água abraçados, estava uma vibe boa no ar, sem malícia nem nada só nos dois em silêncio  - dorme comigo hoje ?- ele falou me encarando  - dormir com você ?- fiquei sem reação - é, sem s**o nem nada, só dormir  - vamos - sorri  sem cerimônia ele me puxou para um beijo, sua língua invadia minha boca sem pedir licença, era uma sensação que eu não sentia a tempos  suas mãos deslizavam por todo o meu corpo me fazendo sentir mais calafrios, ele finalizou o beijo com alguns selinhos enquanto eu estava completamente sem ar  -vamos gatinha ? ta ficando frio já- ele falou entrelaçando nossas mãos  -vamos gatinho voltamos para o carro, entramos no mesmo e logo já estavamos na pista, já era tarde, não tinha muito trânsito então em menos de meia hora ele já tinha tomado as ruas do morro  - sua irmã não vai achar r**m ?  - claro que não, ela vai gostar- me olhou - ela precisa de amigas de verdade  de repente ele parou o carro na mesma casa que vim a uns dias atrás, era incrível como aquela casa luxuosa se destacava no meio das outras - vamos ?- falou abrindo minha porta  - que cavalheiro você- gargalhei  ele passou sua mão na minha cintura e entramos, a casa estava num silêncio absoluto, tudo escuro, certamente isa já estaria dormindo  ele abriu a porta de um quarto no final do corredor revelando um lindo quarto em tons cinza e preto fazendo bem o seu estilo  ele trancou a porta e começou a me encarar de um jeito profundo  -acho que não vamos dormir né? - perguntei tirando sua camisa  estava me estranhando, tomando as rédeas condição situação - vamos não- ele falou colando seus lábios nos meus 
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