PRÓLOGO - LADEIRA ABAIXO

384 Words
• um ano antes • — Você é completamente insana, Elizabeth! — grito virando a mesinha de centro e fazendo as revistas e porta-retratos se espatifarem no chão — Fala pra mim! — ela grita de volta — O que foi que você viu naquela v***a? — me joga um martelo de amaciar carne, mas eu consigo me esquivar a tempo — Eu vi nela a chance de salvar a minha vida, coisa que eu não vejo mais em você! — Eu te dei tudo, Bruce! — estreita os olhos na minha direção — Tempo, cuidado, carinho. Eu fiz de você um homem! — ela diz apontando seu dedo esguio para mim — Eu criei você e agora você nem me procura mais! — Porque você não é mais a mulher que eu me apaixonei! — Então a culpa é minha? — pergunta incrédula — Você arruma uma amante e a culpa é minha? — Eu cansei! — chuto a poltrona, fazendo a mesma tombar — Pára de me enlouquecer! Eu não aguento mais! — Escuta aqui! — ela puxa uma faca enorme do faqueiro e eu arregalo os olhos — Você não vai continuar me traindo com aquela vaca. — abaixa o tom de voz — É claro que não. — a encaro — Você cortou os freios do carro dela e agora ela está paraplégica. — ando em direção à ela — É melhor não repetir isso. — ela anda na minha direção e eu ergo os braços em rendição — Nunca mais repita isso! — Olha só pra você, Elizabeth. — faço uma careta — Eu nem te reconheço mais. Eu casei com uma psicótica. — A sua v***a psicótica. — ela sorri, se aproximando, encostando a ponta da faca no meu peito — Sei o que você quer. — digo — Não vai me transformar em algo que eu não sou, Lizzie. Não vai me transformar em um m***a, como o seu pai. — Transformar? — ela fraze o cenho — Tem certeza que você já não é? Com raiva, eu agarro o seu pulso e a empurro contra a parede, fazendo-a bater com as costas e soltar a faca. Ficamos nos encarando frente a frente, olho no olho. — Se ainda não é, falta pouco. — ela sorri vitoriosa
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