Natan No dia seguinte, o Pitbull me chamou cedo pra ir atrás da filha dele. Rodamos cada canto do Rio. De Ipanema à Tijuca. De Botafogo à Barra. Entramos em loja, ponto de ônibus, praça, farmácia, padaria. E foi ali, num quarteirão movimentado de Laranjeiras. Natan: – Olha aquilo ali, mano... – Me virei devagar. A uns cinquenta metros da gente, uma mulher caminhava com Melinda no colo. Morena. Cabelos cacheados até a cintura. Short jeans, camiseta branca. Pitbull: – Te achei, sua desgraçada! – Ele fez menção de ir até a mulher, mas eu o parei. Natan: – Calma, p***a! Vamo ver qual é a dela primeiro... Antes de tu fazer merda! – A gente ficou observando. Ela caminhou tranquila até um mercado. Entrou, pegou umas coisas e saiu com sacolas no braço e a Melinda no colo, que continuava rindo

