Natan Depois de deixar a Eduarda na clínica, voltei pro morro. Fui direto pra boca, porque sabia que o trampo não podia parar. Trabalhei a beça, já que o Pitbull ia ficar com a filha dele na parte da manhã e me deixou na linha de frente. Quando deu na parte da tarde, recebi o recado: tinha que atravessar e deixar uma carga em outro morro, ordem do Pitbull. Peguei a mochila, conferi tudo direitinho e subi na moto. O caminho era conhecido, mas nunca deixava de dar aquele frio na barriga. Cada rua podia ser armadilha, cada esquina um risco. Chegando perto da entrada do outro morro, reduzi a velocidade. O movimento era outro, caras diferentes, olhares desconfiados. Um dos moleques já levantou a mão, mandando eu parar. Moleque: – Quem é tu? – Perguntou, encarando a mochila. Eu respirei fundo

