Noite de Folga

1071 Words
KALEO FRATELLI — Onde você pensa que vai, chefinho? — Ruby pergunta manhosa assim que saio do banheiro. Pensei que vir até aqui f***r ela fosse amenizar meu estresse, mas, agora estou pior porque nada me faz parar de pensar na p***a dos meus problemas! — Para onde você acha? — rosno. — Pensei que, talvez você quisesse ficar. — Eu nunca fiz isso. Por quê, diabos achou que dessa vez fosse ser diferente? — Nos conhecemos há tanto tempo, chefinho. Respiro fundo pegando minhas armas e as ajeitando no colete. Agora estou começando a me lembrar porque eu não respondo mais às mensagens dela. — É por conhecer você há muito tempo que, nem chego perto da sua cama. Sei muito bem que, ela transa com a maioria dos homens que trabalham para mim, além dos caras ricos e poderosos que a encontram aqui na minha boate. — Só ofereço meus serviços a você chefinho. — Não é o que estou sabendo — sorrio irônico. — Ciúmes? — ela sorri aproximando seu corpo ainda nu do meu. Olho para ela por um longo tempo, um sorriso surge nos seus lábios vermelhos. — Ruby, não faça perguntas das quais você não vai gostar de saber a resposta. Seu sorriso se desfaz sendo substituído por uma cara fechada, ela se afasta a passos firmes. — Nunca mais vou atrás de você e não me procure! Olho para ela entediado com o seu drama. Nunca precisei ir atrás de mulher nenhuma isso não iria começar a acontecer agora. Nós dois sabemos que ela vem atrás de mim como nas outras vezes e não estou ligando caso ela desista de mim. — Adeus Ruby — solto uma risada baixa saindo da sala privativa. § Assim que passo pela porta grande da sala, sou bombardeado por uma Belinda extremamente furiosa. — Como tiveram a coragem de sair sem mim! Ainda por cima mandarem o i****a do seu cão de guarda ficar me vigiando! — ela grita enquanto sacode as mãos no ar. Ninguém gosta tanto de sair como minha irmã, quando Alan e eu saímos sem ela é a mesma coisa de sempre, ela fica irritada e por muito pouco não nos mata. — Me impressionou não ter conseguido ir atrás de nós já que, fui informado que você deixou um dos seus seguranças hospitalizado — solto uma risada. — Aquele i****a mereceu! — grita explodindo ainda mais com minha risada. — Nós vamos sair os três juntos hoje a noite irmãzinha querida, eu te prometo. Belinda mantém a postura defensiva e feroz. O rosto ainda vermelho de raiva. Ela se vira indo em direção a mesa, exageradamente posta com as coisas para o café da manhã. Me junto a ela ainda rindo de sua explosão. — Bom dia — Alan diz passando por nós. — Parece que, a noite de alguém foi boa — Belinda resmunga. — Com essa cara? Não mesmo — digo tomando um gole do meu café. — Muito engraçado! — ele rosna andando em direção as escadas. — Temos assuntos para resolver Alan! — aviso elevando meu tom de voz para que ele ouça. — Tudo bem, só vou tomar um banho e te encontro no escritório. Assim que ele se afasta minha irmã ergue o rosto franzindo a testa, seus olhos castanhos ficam ainda mais escuros. — Não vou deixar vocês me passarem a perna outra vez — diz fincando o garfo na mesa — Se saírem sem mim outra vez vão se arrepender! Dito isso, ela se levanta saindo de casa e logo a ouço xingar seus seguranças, dios, Belinda grita demais! O que merda está acontecendo com ela? Será que, ela está de T.P.M? § Depois de alguns minutos Alan entra em meu escritório com seu notebook em mãos, parecendo uma pessoa completamente diferente da que vi a poucos minutos atrás. Ele se aproxima sentando-se na minha frente. — Por onde começamos? — Quero um relatório detalhado de todos os nossos investimentos e negócios. — Ok. Alan lida muito melhor com toda a burocracia do que eu. Meu jeito de resolver as coisas é diferente. Não tenho paciência e muitas pessoas não gostam de negociar diretamente comigo, por essa razão quem fecha a maioria dos contratos é ele. Depois de ser revisado por mim, obviamente. — Conseguiu algum progresso com o desgraçado que está aumentando a recompensa pela sua cabeça? — pergunta ainda concentrado no seu notebook. — Nada ainda. — Essa situação tem que ser resolvida logo, Fratello. — Eu sei, não se preocupe com isso. Meu irmão, ergue seus olhos escuros em minha direção. Nitidamente preocupado, apenas balanço minha cabeça para que continue com o seu trabalho, Alan respira fundo e volta sua atenção para o seu notebook. § Quando, enfim finalizamos já está de noite, me levanto da minha cadeira esticando meu corpo, sentindo a tenção em vários lugares. Preciso mesmo descansar. Alguém bate na porta e logo entra, vejo minha irmã mais nova, sorrindo. — Em quanto tempo vocês ficam prontos? — Nós estamos esgotados, Belinda — Alan reclama. — Ok — suspira dando de ombros — Vou sozinha então. — Não! — Alan e eu dissemos em uníssono. Nós dois sabemos muito bem o que aconteceu quando ela teve a infeliz ideia de sair sozinha. Belinda perde o controle quando bebe e digamos que, é uma experiência traumatizante encontrar sua irmã caçula, em um quarto no meio de um ménage, com seus próprios seguranças. Matar os dois homens foi rápido, contratar outros bons iguais a eles foi uma merda. Alan e Draco ficaram semanas procurando, meu irmão só sabia reclamar e culpar, Belinda o tempo inteiro. Foram semanas infernais. Ela por outro lado não demonstrou estar envergonhada com o que fez tampouco, arrependimento, tirando a lamentação por ter perdido os soldados nas palavras dela "bons de cama". Meu estômago revira e o almoço sobe pela minha garganta ameaçando sair. — Estou esperando por vocês rapazes — anuncia com um sorriso enorme, fechando a porta em seguida. — É claro que ela iria conseguir! — Prometi que sairíamos juntos hoje, Alan. — Mas, eu tenho que dormir! — Durma quando chegar, agora vamos, antes que ela vá sozinha naquela boate — me aproximo dele — Não estou afim de matar mais dois bons seguranças e você com certeza, não está com paciência para contratar mais ninguém por causa dela. — Cazzo, Belinda!
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