KALEO FRATELLI
34 ANOS DIAS ATUAIS - Boston, Massachusetts, EUA
Acordo estressado pela pouca noite de sono que tive. Não consigo dormir bem faz dias e isso está me estressando pra c*****o!
E eu gostaria de não saber o motivo para a minha completa falta de sono nos últimos dias.
Mas eu sei exatamente porque não consigo fechar a p***a dos meus olhos e dormir por duas horas pelo menos!
Tenho tido pesadelos constantes com a morte da minha mãe.
E a do meu pai que, eu mesmo causei...
Desde que voltamos para a mansão de Boston que isso está acontecendo. Obviamente nem eu tampouco meus irmãos gostamos de viver neste lugar, mas, sair da Itália para tratar dos negócios aqui pessoalmente se fez necessário. Nunca, senti qualquer remorso por acabar com a vida miserável daquele homem. Fiz o que tinha que fazer, ele matou minha mãe, iria matar a todos nós se eu não tivesse acabado com ele antes.
Meus irmãos choraram pela morte de nossa mãe e não derramaram uma única lágrima pelo homem que a matou, todos nós já estávamos fartos dele, há muitos e muitos anos.
Eu já havia tentando defender ela outras vezes, mas, ela sempre implorava para eu não interferir.
Ela queria me proteger da fúria dele. Mesmo quando, ela estava sendo espancada queria nos proteger. Ainda assim fui alvo da fúria daquele, homem, por diversas vezes, nos meus treinos. Apesar de tudo não posso reclamar...
Em uma noite escutei minha mãe, dizer para uma de nossas empregadas de sua confiança que, deixava meu pai espancar ela para que ele não o fizesse conosco. Foi uma noite depois de escutar aquelas palavras que ele a matou.
Pressiono meu polegar no topo do meu nariz, o dia m*l começou a já estou com uma p**a dor de cabeça. Me levanto seguindo para o meu banheiro para fazer minha higiene matinal. Olho meu reflexo no espelho e respiro fundo, estou casando demais.
Visto minhas roupas habituais de quando estou em casa, hoje felizmente não tenho assuntos a serem resolvidos fora. Uma façanha que, consegui para mim mesmo. Preciso ficar em casa ou vou acabar fazendo besteira, pelo cansaço extremo.
Convenhamos que matar pessoas só por estar muito irritado e cansado não é bom para os negócios. Já tenho fama de sádico, pelas minhas torturas, não posso me dar ao luxo de ser considerado, louco também.
Desço as escadas e me sento a mesa com meus irmãos, verifico meu celular e há três mensagens de Draco. Cinco de Ruby e duas de Amanda. Bloqueio a tela do celular. Ignorando as duas mulheres.
— Bom dia zangado — Alan diz.
— Vá se f***r Alan — rosno.
— Eu já disse que você precisa descansar, fratello— Belinda cantarola.
— O que acha que estou fazendo?
— Te conheço, daqui a pouco você estará trabalhando em alguma coisa.
— Ele precisa de sexo...— meu irmão sorri.
Nós três dizemos que só possuímos duas coisas em comum. A lealdade um do outro e o amor que, não nos permitiu matar um ao outro em todos esses anos. Mas, o que não admito para eles é que as vezes vejo um pouco de mim em Alan, assim como vejo em Belinda.
Mesmo ele adorando se divertir e manter a fama de libertino, Alan é centrado e muito bom com computadores e contratos. É quem resolve qualquer burocracia nos meus negócios.
Belinda, por outro lado se interessa por assuntos da máfia que, Alan jamais perguntou. Gosta de armas, sabe atirar e se defender sozinha melhor do que muitos dos meus soldados, não é atoa que ela sempre nocauteia alguém quando é importunada. A caçula é a mais estressada de nós três. E por ser dura na queda é a responsável por recrutar novos soldados.
— Cala a boca, Alan, que nojo!— a caçula faz careta.
— Não posso descansar quando minha cabeça está a prêmio e não tenho tempo para sexo.
A segunda é mentira eu sempre arrumo tempo para f***r alguém. Só não quis t*****r e é por isso que Ruby não sai do meu pé.
— Sua cabeça sempre está a prêmio Kaleo — Belinda revira os olhos.
— Antes a minha do que a de algum de vocês dois. — meu tom de voz sai ríspido.
Ela respira fundo calando a boca, finalmente. Odeio ser grosseiro com minha irmã, mas, hoje estou no meu limite.
— O que acham de sairmos no próximo fim de semana? — Alan sugere.
— Absolutamente, não — discordo.
— Acho ótimo, fratello. — Belinda diz no mesmo instante que eu.
— Vocês não...
— Por favor, Kaleo como nos velhos tempos — implora.
Sei que tenho sido muito ausente, mas, minha vida está um caos, ainda não consegui descobrir quem é o desgraçado que anda atrapalhando meus negócios e não vou conseguir descansar enquanto não colocar minhas mãos no filho da p**a. Contudo, Olho para eles.
Estão parecendo uma dupla de cachorrinhos que fazem de tudo para conseguir o que querem, inclusive aquela cara de abandonado. Reviro meus olhos cedendo.
— Tudo bem, mas, não prometo ficar até o final da noite como vocês gostam — digo sério.
— Só de você ir já é incrível — Belinda sorri.
Quando já me sinto satisfeito me levanto dando um beijo na cabeça de minha irmã e um tapa no ombro de meu irmão que, resmunga.
Encontro Draco, meu braço direito conversando com uma das empregadas e pela sua postura não deve estar sendo uma conversa agradável. Me pergunto se esse homem algum dia já foi gentil com alguém. Aceno com a cabeça, um gesto para que ele me siga.
— Bom dia, chefe. — diz.
— O que tem para mim? — pergunto entrando no meu escritório.
Draco entra e fecha a porta logo em seguida. Nenhum assunto que seja a portas fechadas é uma boa forma de começar o dia. Respiro fundo me servindo uma dose dupla de whisky.
— Fala. — me acomodo na poltrona.
— Hernandez está morto — informa.
— Quando? — pergunto afundando na cadeira.
— Faz poucas horas Sr. Fratelli.
Balanço minha cabeça dando um gole na bebida.
— A morte dele não afetará meus negócios.
— Estão dizendo que foi a Angel — rosna.
Draco está há anos atrás dela e sempre que algum corpo aparece com as mesmas características de que foi assassinado por ela, o homem fica cego de raiva.
— Como eles podem ter tanta certeza? — ergo uma sombrancelha — Pensei que ela não deixasse rastros.
— A desgraçada não deixa, mas, o projétil coletado nos corpos de Hernandez e de seus seguranças foi reconhecido por mim. São uma marca exclusivamente dela. — ele pega seu celular me mostrando fotos dos corpos em seguida da cápsula de bala — Esses são exclusivos, russos.
Fico em silêncio pensando no que fazer.
— Acha que ela é russa então? — pergunto olhando para ele.
— É uma possibilidade.
Respiro fundo.
— Preciso da sua ajuda para encontra-la, chefe.— me encara — Há anos busco vingar a morte do meu irmão.
— Ela não deixa rastros, como você mesmo disse. — termino de beber — Essas cápsulas não provam nada, ela pode comprar com um russo e ser americana.
— Se o senhor me permitir posso iniciar a busca por conta própria.
— Não deixaria você sozinho nisso, seu irmão era tudo o que você tinha.
— Ele era um garoto excelente. E ela o matou a sangue frio. — me encara — O que faria no meu lugar?
— Sabe a resposta.
— Sim senhor — a raiva está presente em suas palavras.
— Faça o que precisa, tome cuidado e me mantenha informado.
Ele balança a cabeça e se afasta. Draco é o homem de minha maior confiança, meu braço direito, por mais que essa sede de vingança , o deixe cego não posso culpa-lo.