O sol m*l tinha nascido quando Estela foi acordada pelo som de vozes no corredor. Ainda sonolenta, levantou da cama de Arturo, vestiu a camiseta dele e foi até a porta do quarto, espiando discretamente pela fresta. E então viu. Uma mulher de cabelos castanho-claros, longos, pele bronzeada, corpo atlético, sorria enquanto entrava no quarto ao lado. Carregava uma mala pequena, com ares de quem estava em casa. E ali, no meio do corredor, Arturo a recebia com um beijo no canto da boca. Fabiana. A namorada. Estela voltou para dentro do quarto sentindo o estômago virar. O quarto ainda cheirava a sexo, a eles dois. A cama estava desfeita, o lençol molhado de suor e desejo. Ela olhou ao redor, como se só então percebesse o quanto estava exposta. O quanto tinha se deixado levar. Sentou-se na

