Deisilayne engoliu em seco. Aquele homem não tinha rodeios. — Sim. — Ela respirou fundo, decidindo ser tão direta quanto ele. — Eu nunca consegui. Nunca de verdade. E… eu preciso disso. Preciso sentir o que é. Marcola assentiu lentamente, com um brilho intenso em seu olhar. — E por que acha que eu posso te dar isso? A voz de Deisilayne quase sussurrou as palavras. — Porque a forma como você escreve, a forma como você me vê… você parece entender. Parece não ter medo. Ele estendeu a mão sobre a mesa, com os dedos longos, fortes e calejados. Deisilayne hesitou por um instante, mas logo colocou a sua sobre a dele. O toque foi elétrico, uma corrente de expectativa percorrendo seu braço. — Eu não tenho medo mesmo, Deisi. E sim, eu te entendo. Muito mais do que você imagina. O chopp cheg

