O mecânico

954 Words

A oficina de Keller, normalmente barulhenta e cheia de vida, estava em um silêncio quase absoluto, quebrado apenas pelo som da chuva intensa batendo no telhado. Fátima entrou para deixar o carro e observava a cortina de água que se formava do lado de fora, a saia longa colada nas pernas e a camiseta, antes branca, agora quase transparente, revelando a pele corada por baixo. — Parece que a chuva não vai dar trégua. — ela disse, com a voz quase tímida. — Não mesmo. É uma tempestade de verão, essas costumam vir com tudo. — respondeu Keller, com seu tom sério e direto, sem olhá-la nos olhos. Ele parecia focado em limpar as ferramentas, mas, discretamente, percebia o desconforto dela. Quando a chuva aumentou de intensidade e começou a entrar pela porta da oficina, ele a abaixou com um baque

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