A chuva castigava o telhado quando Marcela chegou ao trabalho, o filho dos patrões estava sozinho, seus pais estavam no trabalho e ele um homem jovem de vinte e poucos anos, estava terminando a faculdade. O vestido colado na pele de Marcela mostrava cada curva como se fosse uma segunda pele, revelando até os contornos da lingerie. Os cabelos pingavam pelas costas, e o frio a fazia tremer mas não tanto quanto o olhar de Célio, fixo nela. Ele estava encostado no balcão, com a xícara esquecida na mão. O quadril dela balançava provocante a cada passo, e ele engoliu seco. — Olá bom dia. — Está encharcada… — a voz saiu grave, divertida. — Vai ficar doente desse jeito. Ela riu sem jeito, mas o rubor na face a entregava. — A chuva não perdoa. Me pegou desprevenida. Ele se aproximou, tão pe

