Cheguei ao Brasil conhecer minha noiva

1117 Words
"Lara" Vou arrumar um jeito de descobrir, e se isso for verdade é só eu perder minha virgindade que estarei livre dele. Nossa como será que isso acontece, se sangra é porque deve doer, mas para me livrar desse casamento eu farei, lógico se eu tiver certeza que isso vai me livrar dele. Voltei para casa e dei uma boa olhada no segurança, ele pode ser um homem em potencial, mesmo nem me olhando na cara, todos tem tanto medo de meu pai e do Don Antônio que quase fogem de mim. Entrei em casa e minha mãe está na cozinha, um dos lugares prediletos dela, ela diz que um homem é conquistado todos os dias através do seu estômago e depois na cama. _ Oi mãe, o que a senhora está fazendo de gostoso. _ Filha que bom que você veio, vou te ensinar fazer esse prato tenho certeza que Don Antônio vai adorar quando vocês saborearem juntos. Eu nunca vou cozinhar para o cretino do Don, mas por enquanto vou deixar minha mãe achar que estou muito interessada em aprender. _ Olha, seu pai adora feijoada, quando chegamos no Brasil foi o primeiro prato que fiz para ele comer. _ Mãe, a senhora era virgem quando meu pai te roubou? _ Já te disse para não falar assim, eu amo seu pai. _ Mas ele não te sequestrou? _ Sim, mas logo me apaixonei por ele e fiquei porque quis. _ Mas a senhora não respondeu, a senhora era virgem. _ Não filha, eu tinha namorado alguns caras aqui no Brasil. Eu tinha me separado fazia pouco tempo e fui viajar para a Itália para esquecer e curar meu coração partido, quando sem querer trombei no seu pai na praça São Pedro e selei meu destino, seu pai me seguiu e me sequestrou, me levou para uma casa particular e ficou comigo durante um mês até eu entender que não tinha como fugir dele. Perguntei para minha mãe, só para ter certeza. _ Então não precisa ser virgem para se casar com alguém da máfia. _ Só o Capo tem que casar com uma mulher pura. Eu abri um sorriso _ Quer dizer que se eu já tiver sido de outro homem ele não vai me querer como esposa? Minha mãe parou o que estava fazendo e veio até mim, me pegou pelos ombros e disse me olhando nos olhos. _ Filha, se isso acontecer todos estaremos mortos, porque uma das condições de morarmos no Brasil foi manter você pura para este casamento. Meu pai vinha vindo falar alguma coisa para minha mãe e escutou uma parte da conversa. _ Lara Beatrice Morabite se você me envergonhar vou ser obrigado a te matar. _ Me mata logo pai, assim não vou ter que me casar com um homem que nem conheço. _ Já te falei que não vou discutir isso com você, dei minha palavra faz muito tempo e vou cumprir. Vejo ele indo em direção a sala e vou atrás. _ O senhor está me condenando sem direito a defesa, eu não quero me casar desse jeito, se ele for um homem que agride as mulheres o senhor vai ficar com remorso quando me ver toda machucada. _ Filha nós homens da máfia respeitamos nossas esposas, não existe a possibilidade dele te agredir. _ O senhor é tão nojento quanto ele, sequestrou minha mãe, obrigou ela ficar com o senhor e vem me dizer que vocês respeitam suas esposas. Meu pai é um homem agressivo e reativo, de um tempo para cá parou de me corrigir com surras porque diz que não pode me marcar, mas eu irritei ele tanto que virou com tudo e me deu um tapa no rosto. _ Cale se e me respeite, não sou um amiguinho seu sou seu pai e você vai me respeitar e obedecer, entendeu. Saí correndo da sala e chorando, voltei para o único lugar que me sinto bem, junto com meus beija-flores. “Antônio” Chegamos na casa do senhor Rocco Morabite e escutamos uma discussão acalorada entre ele e a filha, meu amigo faz um movimento para entrar e parar a discussão eu seguro o braço dele e balancei a cabeça negando, ficamos ali ouvindo minha noiva enfrentando o pai dela, como eu imaginei ela não quer se casar comigo. Não ouvi o começo da briga mas ela manda ele mata lá, fora jogar na cara dele que sequestrou a mãe dela, ela tem muita coragem, ouvimos o tapa e a porta batendo com força. Entramos na sala e o senhor Rocco muda de cor quando me reconhece. _ Don Antônio, desculpa o senhor ter presenciado uma cena dessa, minha filha normalmente é muito dócil mas está meio inconformada com esse casamento. _ Está tudo bem, vim conhecê-la, mas acho que vai ter que ser mais tarde, o senhor sabe para onde ela foi? _ Não se preocupe, ela não tem permissão para sair da propriedade, deve estar no jardim se acalmando, vou perguntar para o segurança dela. Vejo Rocco ligar no celular de alguém. _ Marcos onde está minha filha. _ Ela está mais calma, só que destruiu o canteiro de rosas amarelas. Vi Rocco indo em direção a porta, resolvi usar minha autoridade para proteger minha noiva. _ Rocco, onde você vai? _ Vou corrigir aquela menina ingrata, ela destruiu meu canteiro de rosas amarelas, eu plantei todas com minhas próprias mãos para a mãe dela. _ Pare não vou permitir que minha noiva seja agredida por causa de um punhado de rosas. Rocco volta para mim, e sem pensar vem na minha direção. _ Aqui em minha casa quem manda sou eu, e da educação da minha filha cuido eu. Meu amigo tenta parar o pai dele porque sabe que se eu perder a paciência a coisa pode ficar feia, eu ergui a mão e parei ele, virei para Rocco e com minha voz de comando. _ Rocco se você esqueceu vou te lembrar, sou Antônio Maori, seu Capo e espero que se lembre o que isso significa. Vi Rocco recuar e abaixar a cabeça, sei que é difícil para ele me atender tenho menos da metade da idade dele, mas sou a p***a do Capo e ninguém vai passar por cima da minha autoridade. _ Desculpa, Don Antônio, me excedi, não vai acontecer de novo. Estiquei minha mão esperando ele beijar, veio e deu um beijo. _Agora vamos conversar, como pessoas civilizadas. _O que o senhor quer fazer? Quer que eu chame Lara para o senhor conhecer? Eu fiquei pensando por um momento, e faz tempo que não brinco de jardineiro, vou conhecer minha noiva de um jeito diferente.
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