“Antônio”
Ainda bem que ninguém viu o Capo sendo derrubado por uma mulher, ela quase quebrou meu dedo, que mulher!!!, vai ser uma dama da máfia perfeita, inteligente, hábil e muito gostosa essa parte vai me dar dor de cabeça mas vou adorar descobrir como ela vai se comportar na cama.
Voltei ao trabalho mas senti o olhar dela em mim quase o tempo todo, resolvi apimentar as coisas, peguei minha garrafa de água e virei em minha cabeça.
Quando olhei para ela, virou rápido para eu não perceber que estava me observando.
“Lara”
Nossa hoje eu não vou conseguir ler, ainda sinto o calor do corpo dele na minha mão, cada vez que ele se mexe, vejo os músculos se movendo juntos e agora ele está se jogando água na cabeça, a água escorreu pelo peito dele e vai molhando a calça, fazendo suas coxas ficarem em evidência, que devem ter os músculos tão fortes como o resto do corpo, nossa quase que ele me pegou babando no corpo dele, leia seu livro Lara, e para de olhar a tentação em forma de homem que está aqui no seu jardim.
Fui para dentro de casa e meu pai me perguntou
_ Tudo bem filha?
Como ele não costuma ficar me perguntando se estou bem, eu demorei um pouco para responder.
_ Tudo normal na minha vida chata, estudo, faço aula e tudo dedicado a um homem que não conheço e nem sei se quero conhecer.
Meu pai está comendo uma maçã engasga com o pedaço e começa a tossir, olhando para os lados como se ele já não tivesse me ouvido falar assim do meu noivo.
_ Não fale assim, alguém pode te escutar e interpretar errado.
_ Quem vai me ouvir, só se for os empregados, e eles não vão falar nada, todos tem medo do senhor.
Subi para meu quarto e meu pensamento vai lá no jardineiro, estiquei minha mão como se ele estivesse aqui na minha frente e toquei de novo aqueles músculos, será que todo homem é firme como ele é?
Balancei a cabeça tentando clarear a mente, fui tomar meu banho.
Tomei banho e comi, um lanche que minha mãe tinha deixado no quarto e fui dormir.
**Levei as mãos e toquei aqueles músculos, senti minha respiração mudar, ele levantou a mão e tocou meu rosto, foi se aproximando como se fosse me beijar, senti minha calcinha úmida, fechei os olhos esperando o toque dos lábios dele nos meus, aí ouvi um som e acordei ainda sentindo minha parte de baixo quente como se esperasse alguma coisa......
Nossa, meu primeiro sonho erótico, como será beijar um homem? Será que se eu pedir Tony me ensina? Depois das minhas aulas, se o segurança não estiver comigo vou pedir a ele, o que pode acontecer? O não eu já tenho.
“Antônio”
Estou parecendo um adolescente com sua primeira namorada, não consigo tirar minha ragazza do pensamento, pena que ela não sabe que eu sou o noivo dela, mas é tão linda, parece que nem viu a minha cicatriz, me sinto completo cada vez que ela me olha.
Acho que olhei no relógio umas 1000 vezes esperando dar o horário dela vir ao jardim, preciso me acalmar para não assusta lá.
Me distraí por um momento com as rosas, dei um pulo quando ouvi ela falar logo atrás de mim.
_ Oi, Tony.
“Lara”
A aula hoje parece que nunca acaba, como pôr a mesa, talheres, copos, guardanapos, arranjo de flores.
Eu estou distraída pus o garfo no lugar da faca, minha professora de etiqueta me deu uma reguada na mão, me atraindo a atenção.
_ Nossa, D. Solange não precisa me agredir.
_ Você não presta atenção no que eu ensino, o dia que você for dar um jantar e trocar os talheres e seu marido te repreender na frente de todos, essa reguada que te dei não vai ser nada.
_ Desculpa, estou distraída, mas vou fazer de novo.
Ela me fez fazer o arranjo da mesa cinco vezes, cada vez com uma guarnição diferente, mesa para café da manhã, almoço, chá da tarde, jantar com convidados, jantar romântico.
Com isso a aula que era para acabar antes do almoço foi até às duas horas, ninguém se mete, ela foi indicada pelo meu noivo, então só ele pode fazer alguma coisa, mas como ele está na Itália e só pensa nele mesmo eu que me viro tentando não levar tanta reguada na mão.
Saí da aula, passei na cozinha peguei uma cesta de piquenique, fiz alguns lanches, suco de goiaba, doce de pêssego e me preparei para ir ao jardim.
Disfarcei meu tom de voz para parecer natural e perguntei para minha mãe.
_ Mãe cadê minha sombra, eu não vi ele hoje.
_ Filha seu segurança continua doente, mas se você quiser sair eu peço para o meu ir com você.
_ Não…….
Fui tão enfática que minha mãe me encarou.
_ Não mãe, é que estou tão acostumada com ele por perto que parece estranho estar sozinha.
Minha mãe deu um sorriso diferente e disse
_ Tudo bem então, o que você vai fazer agora?
Tentei falar normalmente, mesmo estando quase pondo tudo a perder de tão nervosa.
_ Vou lá no jardim ler meu livro.
Dei um beijo nela e saí apressada para não dar tempo dela perguntar nada.
“Cristina”
Minha filha está curiosa, o que será que Antônio fez? Ela parece bem interessada no jardineiro.
Estou tão distraída que assusto quando meu marido me abraça.
_ O que você está pensando, mulher?
_ Oi amor, estava pensando em nossa filha, ela saiu da aula e foi correndo para o jardim.
Meu marido deu uma risada.
_ Antônio já começou a mexer com a cabeça dela.
_ O problema é que ela não sabe quem ele é, e isso pode dar muito errado.
_ Nada.. quando ela tiver apaixonada por ele, não vai importar se ele é o jardineiro ou seu noivo.
_ Espero que você esteja certo, porque tenho a impressão que ela vai se sentir traída por todos nós.
Beijei meu marido e ficamos ali abraçados por um tempo.
“Lara”
Fui chegando no jardim e Tony está agachado mexendo na terra, eu cheguei bem perto e cumprimentei, ele deu um pulo para trás e levou a mão na cintura, como se fosse pegar uma arma.
_ Nossa Beatrice, você me assustou.
_ Desculpa eu só queria te chamar para tomar lanche comigo, mas deixa pra lá.
Ela quer que eu vá comer com ela, acorda Antônio, responde rápido ela está se afastando.
_ Eu quero, vou me lavar e já te alcanço.
Ela abriu um sorriso que me inundou de calor e concordou com a cabeça.
Peguei meu galão de água, lavei bem minhas mãos, derramei na cabeça para tirar um pouco do suor, enxuguei em uma toalha que trouxe junto penteei meus cabelos com os dedos e trouxe a parte esquerda para a frente escondendo um pouco a cicatriz, meu cabelo longo ajuda a esconder em parte meu defeito.
Ia puxar o macacão mas adoro sentir ela me olhando então deixei as mangas caídas na cintura.
Fui de encontro com minha ragazza, ela estendeu uma toalha xadrez embaixo do pergolado, pôs os lanches, e sucos e um potinho com um doce amarelo, se sentou encostada no banco, vi uma marca vermelha no dorso da mão dela, será que foi o pai dela de novo?
Vim e me sentei bem próximo, senti ela se encolher, ia me afastar ela levou a mão e segurou meu braço.
_ Não se afaste, me desculpe, não me interprete m*l, é que nunca estive tão perto de um homem a não ser meu pai.
Virei para ela e fiquei por alguns momentos olhando aqueles olhos verdes.
_ Então o que vamos comer.
Eu vi ela encarada em meu peito, senti meu amigo reagindo, e a mão que ela pôs em meu braço continuava no mesmo lugar.
Ela percebeu o que estava fazendo balançou a cabeça e disse
_ Eu trouxe alguns lanches e suco de goiaba.
_ Suco de goiaba?
_ Sim é uma fruta típica aqui do Brasil, você nunca tomou?
Achei melhor não mentir.
_ Cheguei da Itália faz pouco tempo, não tive chance de provar muitas coisas.
_ Então vamos começar pela goiaba, vê se você gosta.