Capítulo 21

1666 Words
Depois do estresse da manhã e um rotina puxada no posto final chego em casa com a Júlia que mais parece uma espoleta,essa criança parece que nao se cansa,graças a Deus o baile que iria ter hoje será amanhã, Atos teve que cancelar mas não disse o motivo,menos m*l só assim poderei descansar um pouco mais,preparo um lanche rápido pra ela e começo a fazer a janta,hoje farei um purê de batata,carne moída,bife acebolado com molho madeira por que segundo Atos carne moída não é carne mas o que eu posso fazer se a filha dele adora,arroz,feijão com calabresa e bacon,e de sobremesa uma torta de limão, começo pela sobremesa e parto pra janta. - Mamãe, mamãe aquela moça do outro dia está lá na sala. - tento me lembrar quem poderia ser e logo vem a Bruna na minha mente,revirou os olhos mas não vou na sala,ela não é minha visita. - Olá boa tarde. - ela me olha com cara de nojo,e eu sorrio pra mim mesmo tentando achar a minha paciência. - Oi Bruna se você veio atrás do Atos ele não está. - falo enquanto faço o meu purê. - Uma pena,ele marcou comigo para irmos juntos ao baile,e agora me deu esse bolo,mas já que estamos aqui a sós podemos nos conhecer melhor. - olho pra ela com a sobrancelha levantada. - O que você quer de fato com essa conversa mole,por que se você não reparou eu estou muito ocupada. - ela ri debochada. - Eu não nasci para isso,só de me imaginar ficar fedendo a tempero me dar pavor. - ela faz cara de nojo e eu reviro os olhos. - Mas enfim não precisamos mentir um para a outra,eu não gosto de você e você tb não gosta de mas pra mim tanto faz. - balanço a cabeça em afirmação. - Pergunta logo o que você quer e se não for esperar o Atos pode ir embora. - falo apontando pra porta. - É verdade que a criança lá na sala é filha do Atos? - encaro ela por alguns segundos. - A minha jujubinha é sim filha dele,não sei por que está surpresa,a garota é a cara dele e você estava aqui quando a bomba explodiu.- ela me olha como se fosse me matar. - Eu não vou deixar você enfiar as suas garras nele,eu o quero pra mim e vou conseguir,a sua filha pode ser uma pedra no meu caminho mas eu dou um jeito rapidinho nela e em você,eu vou te dar um aviso,fiquei longe dele por que ele é meu. - ela fala entre os dentes. - Meu amor ele é todinho seu,não tenho a mínima vontade de cravar as minhas garras nele como você diz por que se eu quisesse ele estaria na aqui ó na palma das minhas mãos e não seria você uma desclassificada que vai me intimidar. - falo olhando dentro dos olhos dela como igual. - Eu vou fazer ele te enxotar desse morro que nem uma vira lata, você não me conhece,e quanto aquela criança o primeiro colégio interno que eu achar fora do Brasil vou coloca - lá e deixar até que complete os 18 anos,você não. - antes que ela fale pego panela que está com a água do cozimento da batata e jogo em cima dela que grita igual uma galinha depenada. - MEUS DEUS SOCORRO ELA VAI ME MATAR, ALGUÉM ME AJUDEEEEE. - os seguranças da casa entram correndo e olham de mim pra Bruna toda molha e gritando historicamente. - Patroa o que aconteceu aqui. - Binho me chama de patroa e eu fico sem ação. - Me ajuda seu i*****l ela queria me matar com água quente. - Bruna fala e eles olham pra mim rindo. - Relaxa que a água não estava tão quente ao ponte de retirar as suas penas,galinha não morre fácil. - falo debochada,nessa hora Júlia aparece na cozinha e fica estalada olhando pra Bruna. - Você e essa sua aberração me pagam. - ela fala com raiva. - Binho leve esse despacho para o posto antes que eu termine de depenar ela de uma vez por todas. - falo e Júlia corre pra mim,pego ela nos braços e me agarro a ela,como um ser humano pode ter coragem de fazer uma maldade pra uma criança,depois de alguns minutos coloco ela no chão que corre pra sala,seco o chão e volto a fazer a janta,uma hora depois ouço a porta e escuto a voz da Nathália. - RAFAAAAA CORRE QUE MEU PRIMO ESTÁ VINDO AÍ CUSPINDO FOGO. - Nathália fala entrando em casa correndo. - O que foi Nathy? - me faço de desentendida. - Deixa de ser sonsa mulher. - ela fala rindo. - A Bruna chegou toda histérica lá no posto dizendo que você queria mata - lá com uma panela de água quente. - Nathy conta rindo. - Mentira que eu eu só queria tirar as penas dela. - falo e rimos. - Não sei como vocês suporta essa mulher,ela é metida,arrogante,nojenta e odeia a minha filha. - Nathália me olha rindo. - Eu também não sou nenhum pouco fã dela,mas meu primo está enrabichado com ela então já viu né? - eu bufo. - Não sou obrigada a....- Atos aparece na porta bravo porém lindo como sempre. - Nos deixe a sós Nathália. - ficamos sérias e Nathália me olha me desejando sorte e eu sorrio de lado. - Já vou avisando que eu não tive culpa,não vou permitir nunca mas que ninguém me insulte,vou revidar quer gostem ou não. - ele passa a mão pelo rosto. - Você queimou a Bruna p***a,o que ela fez de tão grave assim Rafaella me diz. - olho seria pra ele. - Ela chamou a nossa filha de aberração,e disse que a colocaria em um colégio interno. - ele fica sem reação. - Você concorda com isso Atos por que se concordar eu vou embora agora e você nunca mais irá nos ver,já disse várias vezes pode mexer comigo o quanto quiser mais com a minha filha não,você quer se envolver com ela é um direito seu mas se for pra minha filha sofrer eu acabo com a raça dela primeiro,e não me arrependo do que fiz. - ele fica calado ouvindo e eu me viro de costas pra ele ainda encostada no balcão, não consigo mas segurar e acabou chorando, é muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e eu me sinto sobrecarregada,essas brigas com o Atos está acabando comigo,eu gosto tanto dele mas parece que as vezes o universo nos quer ver afastados. - Chora não vem cá. - ele fala dando a volta no balcão e me abraça. - Eu vou falar com a Bruna e proibir ela de subir no meu morro,a Júlia sempre será a minha prioridade é uma promessa,e seja lá quem for que quiser fazer m*l a ela terá que se ver comigo pode ficar tranquila. - ele alisa minhas costas e cheira minha cabeça,o toque dele me causa arrepios de tão bom que é,eu sei que não deveria pensar assim mas é impossível,tudo nesse homem me atrai. - Parece uma coisa,desde que vim pra cá nada está dando certo pra mim,a cada dois passo que eu dou pra frente sou puxada pra traz com três passos,está difícil demais Atos e eu não sei se aguento. - falo chorando e ele não me solta. - Vai ficar tudo bem baixinha, não se preocupe que vai ficar tudo bem. - ele fala e eu apenas concordo com a cabeça,me afasto lentamente e então ele segura meu rosto me fazendo olhar pra ele,ficamos nos encarando e então ele me beija,não resisto por que era tudo o que eu queria e que beijo gostoso,nos separamos e ele beija a ponta do meu nariz. - Eu não devia ter feito isso mas não resisti. - ele fala baixo e isso me excita. - Então estamos quites. - rimos - Sim estamos,está pronta pra conversar com a Júlia. - ele fala mais calmo e e balanço a cabeça em afirmação,me sinto uma boba apaixonada e se eu não tomar cuidado posso me machucar e muito,ele vai pra sala e eu termino de fazer a janta,vou para a sala e me sento ao lado deles no sofá,chamo a atenção da Júlia pra mim e converso tudinho com ela de um jeito que ela entenda,ela fica sem reação mas em seguida se anima. - Eu sabia que ele era meu papai. - ela fala afirmando.- Eu só estava esperando vocês me contar. - ela fala olhando para o Atos e pra mim. - Como você sabia se estamos conversando agora com você. - pergunto curiosa. - Eu sentia lá no fundo e no dia que vocês dois brigaram eu escutei tudo,só não falei nada. - ela fala sorrindo e abraça Atos que está com os olhos marejando. - Eu tenho um papai. - ela fala carinhosamente abraçada a ele que e aperta forte deixando as lágrimas rolarem. - Eu tenho uma filha porraaaa. - bato no braço dele. - O que é isso papai. - ela pergunta curiosa. - É uma coisa muito feia que você não deve repetir. - olho pra Atos o repreendendo com os olhos. - Posso te chamar de papai? - Júlia pergunta e Atos sorri. - Você deve minha princesa,você deve,olha o papai vai te dizer uma coisa,se alguma criança mas específicamente um menino mexer com você na escola me chame tá bom,não chama a mamã,você vai dizer assim" eu vou chamar o meu pai".- ele fala e eu reviro os olhos. - Mas o que é espefi...espe....eperifi.....- ela embola e desiste de falar,rimos e ela fica em cima de Atos,peço pra ele levar ela pra tomar banho e colocar a roupa de dormir,após o jantar ela fala que quer dormir com Atos e ele faz o que ela quer,já vi que terei trabalho com esses dois,ele irá fazer toda a vontade dela.
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