A manhã começou com o som insistente do alarme ecoando pelo quarto pela terceira vez. Sophie virou de lado, enfiando o rosto no travesseiro e murmurando algo ininteligível. Theodore, ainda meio adormecido, tateou o criado-mudo à procura do celular, mas acabou derrubando o relógio de pulso no chão. — Inferno...— resmungou, com a voz rouca e sonolenta. Sophie soltou um riso abafado. — Bem humorado logo cedo. — Cala a boca— Ele virou-se pra ela, os olhos semicerrados, o cabelo bagunçado de um jeito que ela achava perigosamente charmoso. — Que horas são? — Oito e quarenta. — Os dois se encararam por um segundo, o pânico vindo quase em sincronia. — Oito e quarenta?! — disseram ao mesmo tempo, e Sophie pulou da cama de um jeito tão rápido que até Theodore se assustou. — Temos uma apres

