12

1407 Words
A semana começou com um milagre. Ainda que pequeno, ainda que frágil… era um milagre. Minha mãe sobreviveu à cirurgia. Eu ainda conseguia ouvir o som das máquinas, sentir o cheiro estéril do hospital e lembrar do momento em que o médico saiu da sala de operações. O coração parecia que ia sair pela boca. Minhas mãos estavam geladas, meu corpo inteiro tremia. — A cirurgia foi um sucesso — ele disse. Naquele instante… eu desabei. Não de tristeza. Mas de alívio. De um alívio tão profundo que doía. Eu chorei como nunca tinha chorado antes. Chorei como uma filha que quase perdeu tudo… e ganhou mais uma chance. Mais uma chance de tê-la. Mais uma chance de vê-la sorrir. Mais uma chance de dizer “mãe” e ouvir “minha filha” de volta. E tudo aquilo… teve um preço. Um preço que eu ainda não tinha pago. Mas sabia que iria pagar. --- Os dias seguintes foram estranhamente calmos. Calmos demais. Minha mãe começou a recuperar lentamente. Ainda fraca, ainda dependente de cuidados, mas viva. E isso era tudo que importava. Eu usei o dinheiro. Cada centavo. Comprei medicamentos que antes eram impossíveis. Comprei alimentos saudáveis. Troquei o velho colchão por um melhor. Organizei a casa para que ela tivesse conforto. Pela primeira vez em muito tempo… Nós não estávamos sobrevivendo. Estávamos… vivendo. Mesmo que por um fio. Mesmo que sustentado por algo que eu tentava não lembrar. Eu evitava pensar. E talvez esse fosse o problema. --- Os dias passaram. Segunda-feira… nada. Terça-feira… silêncio. Quarta… quinta… sexta… Nenhuma chamada. Nenhuma mensagem. Nenhum sinal de Adrian Castellari. E isso começou a plantar algo perigoso dentro de mim. Esperança. “Talvez ele tenha desistido…” “Talvez tenha sido só um impulso…” “Talvez… ele tenha se arrependido…” Eu me agarrava a esses pensamentos como alguém se agarra a uma tábua no meio do oceano. Porque a alternativa… Era encarar o que estava por vir. --- No trabalho, tudo parecia normal. Adrian passava por mim como se eu fosse invisível. Como sempre fazia com todos. Profissional. Frio. Intocável. Nenhum olhar prolongado. Nenhuma palavra fora do contexto. Nada. E isso me confundia ainda mais. Será que… eu tinha imaginado tudo? Será que aquela noite no carro tinha sido apenas um delírio causado pelo desespero? Mas não. Eu sabia que não. Meu corpo lembrava. Minha mente lembrava. Meu orgulho ferido lembrava. --- Sábado chegou. E com ele… A realidade. Eu estava em casa, organizando os medicamentos da minha mãe, quando meu telefone tocou. Um número desconhecido. Mas eu sabia. Antes mesmo de atender… eu sabia. Minhas mãos começaram a suar. Meu coração acelerou. Atendi. — Naila. A voz dele. Fria. Calma. Controlada. Como se estivesse falando sobre negócios. — Estou à sua espera. — Ele disse, direto. — O endereço será enviado. Não se atrase. A chamada terminou. Sem espaço para resposta. Sem espaço para recusa. Sem espaço para nada. Meu corpo ficou imóvel. Minha mente… vazia. Era hoje. --- O carro chegou no horário exato. O mesmo motorista. O mesmo silêncio. O mesmo destino desconhecido. Desta vez, eu não lutei. Não questionei. Não gritei. Eu apenas… entrei. --- O lugar era luxuoso. Privado. Isolado. Um tipo de cobertura que parecia existir fora do mundo real. Vista para toda a cidade. Luzes baixas. Silêncio absoluto. Quando entrei, ele já estava lá. Adrian. Impecável como sempre. Como se nada daquilo tivesse peso. Como se não fosse destruir alguém. — Você veio. — Ele disse, simplesmente. Eu não respondi. Porque não havia o que dizer, era praticamente uma obrigação estar ali Ele se aproximou devagar. Sem pressa. Como alguém que sabia exatamente o que estava prestes a acontecer. — Sua mãe está bem. — ele disse. Aquilo me atingiu. — A cirurgia correu bem. O tratamento também. Você fez uma boa escolha. Boa escolha. Aquelas palavras me cortaram por dentro. Mas eu permaneci em silêncio. — Eu cumpri minha parte — continuou ele. — Agora… você cumpre a sua. Simples assim. Um contrato. Uma troca. Uma vida por uma noite. --- O silêncio que se seguiu foi pesado. Eu sentia meu coração batendo forte. Minhas mãos tremiam. Minha respiração falhava. Mas eu estava ali. E sabia por quê. Fechei os olhos por um segundo. E pensei na minha mãe. No sorriso dela. Na vida dela. Na chance que ela teve. E então… eu aceitei. Não com palavras. Mas com a minha permanência. Toca a música de The Weekend, o que tornaria o momento sexy, com as luzes escuras que iluminavam uma e outra coisa, para quem visse de longe acharia que é só mais uma noite de prazer de um casal qualquer, sendo que na verdade é alguém que deseja realizar seus desejos sexuais mesmo que tenha que passar por cima da minha dignidade. Ele segurou minha mão, que tremia de nervosismo, medo... _Tente relaxar, prometo que será bom. disse-me, mas não respondi é que se eu fosse responder com toda a certeza ele não gostaria nada da minha resposta. Ele beijou a minha mão e foi depositando beijos pelo meu braço, até chegar ao meu pescoço e quando chegou ele parou por um instante como se estivesse a sentir algo e então disse-me _Cheiras tão bem_ e de seguida beija o meu pescoço, morde, chupa, causando arrepios em mim e uma sensação completamente nova em mim e en_tão suspirei, eu estava sentido prazer? E então ele tocou meus lábios e tentou beijar-me mas eu não corresponde e então parou e olhou para mim _Você leu o contrato querida, terás que corresponder as minhas carícias, aos meus beijos sem reclamar E naquele momento a minha ficha voltou a cair, eu não estava ali por livre e espontânea vontade, ele se aproveitou da minha situação financeira e está me usando, me tratando como um objeto e tirando a minha virgindade que algo eu só faria com alguém que realmente amasse e fosse meu futuro marido. Fechei os olhos e decide não pensar muito, apenas corresponder para que aquilo acabasse logo. Ele voltou a me beijar mas dessa vez eu correspondi e então o beijo foi tornando-se mais intenso, senti sua língua invadir minha boca de forma agressiva e sedenta e eu deixei entrar, sentia seu m****o endurecer bem próximo as minhas partes íntimas , ele parou o beijo e despiu-me deixando me apenas de langerie vermelha, que ele mesmo comprou sentou-se na cama enquanto eu permanecia de pé envergonhada . _Sempre ti imaginei assim_ ele sorria vitorioso, chamo-me com o dedo e eu aproximei , tocou as minhas coxas e deu um selinho no tecido da minha calcinha Me colocou deitada e retirou a calcinha com seus dentes e depois passou os lábios sob aquela área . Ele estava chupando minhas partes íntimas? Aquilo era novo, estranho e extremamente bom, foi inevitável soltei gemidos involuntários enquanto ele me chupava com muito gosto, eu estava gostando de ser chupada? Sim, eu estava , quando ele terminou voltou para a minha boca e me beijou depois de ter chupado a minha b****a , retirou o sutiã e abocanhou um dos meus s***s enquanto passava a mão no outro e aquilo era simplesmente muito bom E então voltou a me beijar, sequer percebi em que momento ele ficou nu , so sei que vi seu pênis, nunca tinha visto um mas eu podia afirmar que aquele era bem grande e grosso, devagar ele penetrou senti uma dor incomoda, depois ele tirou e penetrou novamente e dessa vez eu senti prazer e gemi, gemi de forma descontrolada e ele me seguia como se estivéssemos na mesma melodia Ele me levou até ao banheiro me ajudando a se lavar mas denovo me penetrou enquanto beijava-me só que dessa vez com mais força e eu estava gostando Mas quando aquilo acabou lembrei que não foi … sobre escolha. Foi sobre sobrevivência. Sobre sacrifício. Ele se aproximou. Adrian estava de pé, ajustando o relógio, como se tivesse acabado uma reunião. — Você foi… exatamente como imaginei. — disse ele. Eu não respondi. Não olhei para ele. Nada. Porque naquele momento… Eu já não era a mesma. --- Quando saí daquele lugar… A cidade parecia diferente. Ou talvez… fosse eu. Entrei no carro. E pela primeira vez… Não senti medo. Nem raiva. Nem vergonha. Só… silêncio. Um silêncio profundo. Porque eu sabia. Naquele momento. Que algo tinha sido deixado para trás. E nunca mais seria recuperado.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD