A terça-feira começou estranhamente calma. Depois da discussão dentro do carro na noite anterior, Naila esperava qualquer coisa — um olhar mais duro, uma chamada para a sala de Adrian, uma tensão ainda mais sufocante dentro da Castellari Global. Mas nada aconteceu. E talvez fosse exatamente isso que a estava deixando inquieta. O silêncio. Porque Adrian Castellari não parecia o tipo de homem que simplesmente deixava algo passar. Muito menos aquilo. Ela ainda conseguia lembrar-se perfeitamente da expressão dele quando saiu do carro. O olhar pesado. A mandíbula travada. O silêncio quase agressivo que ficou preso dentro daquele Mercedes preto. “Você não manda em mim.” A frase ainda ecoava na mente dela. E, apesar da raiva que sentiu naquele momento… Uma pequena parte sua sabia que aq

