Isabel de Lastidar e Sore, rainha do extremo norte, sofreu um grave acidente quando retornava a seu reino, após uma semana na companhia de seus familiares e amigos do centro-sul, logo as notícias se espalham, temeroso, pois, apesar de ter executado a ordem de sua ama, o cocheiro fica muito m*l, e pior fica antes da comitiva partir, quando a própria Larrana o agradece por executar tão bem o seu trabalho, dando-lhe um pequeno saco com moedas de ouro, coisa, que acabou de vez com o homem, sabia o quanto ela era mentirosa e astuta, por isso, fingiu esta alegre com tamanha desgraça.
A chuva ficava cada vez mais forte, a cada passo que a comitiva aproximava-se de Sore, os tradicionais Eucaliptos que separavam a região eram cenário de uma cena de terror! A rainha Aydee se abraçava seu esposo, seu medo não era a chuva e sim, a situação de sua filha.
Em Sore, deitada em sua cama, os sacerdotes de Hórus, revezavam Em oração a vida da rainha, ervas medicinais, ou seja o chá das mesmas, eram lhe ingeridos em sua boca, o povo clamava, Cora, que outrora reinou com mãos de ferro, estava junto ao seu filho fazendo orações para que sua amada fosse retirada do mundo dos mortos, em seu quarto, muito machucada, a jovem rainha, filha de Anuke, está em outro plano de vida, a mulher caminha entre um lindo jardim, onde encontra a própria deusa, e suas gazelas, o lindo rio e a esplêndida cachoeira de Lastidar, era o lugar mais que perfeito nesse paraíso. Logo a deusa Anuke, lhe fala: _ Isabel, minha menina, não é hora de você ficar aqui, seu povo roga por teu retorno, o próprio Hórus veio a mim, minha criança! Osiris se n**a a leva-te por conta do clamor das pessoas, ainda tens muito que viver…
_Minha deusa, aqui é tão calmo, errei muito em minha vida, o que me fez perder minha criança, eu não poderei viver com essa dor…
_Tua mãe, clama-me por ti!
_Minha mãe Está morta!
_Acredite, sua mãe está bem viva! Vou te deixar relaxar, enquanto os sacerdotes e curandeiros, fazem o tratado do seu corpo, aviso-te, não morrerás agora, pois, o clamor por ti é enorme…
A comitiva de Lastidar chega ao castelo de Sore, logo o rei Weovi, vai ao encontro dos familiares da Esposa, a rainha Aydee parecia que estava perdendo um filho, o rei estava numa Situação crítica, agora o senhor Yuri, pai da jovem era o mais calmo de todos, nem parecia que uma filha partia, ele repara junto com sua mãe.
Já Dacchan, estava péssimo, e sua alma quebrantada, Larrana parecia está feliz, ele sabia que aquela cobra podia ter algo haver, visto que ficou comprovado, que houve sabotagem, só não sabia quem era o responsável, pois os dois cocheiros morreram no local.
A rainha Aydee, é levada ao quarto da rainha, lá ela cai de joelhos, sobre sua filha, que amor essa mulher tinha a filha de uma camareira com um simples pecuarista, Cora, achava estranho, já Larrana, parecia feliz ao ver a outra debilitada, a rainha Aydee pede as outras duas que saiam, ela precisava de um instante com sua afilhada, Larrana vai para o jardim, Cora vai para o templo, então a rainha Aydee, inicia a sua oração:_ O poderosa Anuke, que um dia me castigastes, por conta de uma simples gazela, rogo-te, que traga minha menina do mundo dos mortos, porque, o castigo que recai sobre nós, é terrível, vemos ela no casamento forçado, longe de nós, separamos ela do seu verdadeiro amor, mesmo sem querer, meu neto já se foi, deixe-a para nós!
As lágrimas castigava a rainha, pelo que soube esse período vegetativo já durava três dias, de repente, as mãos da jovem mexem, a rainha corre e chama os sacerdotes, que comprovam, que a rainha mexeu aos pés e mãos, a força do Amor materno, é aquele, que cura a alma, retira do vale e traz a vida!