Ao chegar no castelo de Lastidar, Isabel relata aos Reis, que ela não sabe mais são seus pais, todos os abusos sofridos desde o primeiro dia do casamento...
Logo Aydee e Micael se olham, o que aquele monstro acha que está fazendo com a filha deles. Isabel era uma princesa verdadeira, embora eles fossem proibidos de relatar isso, sofriam em seus corações o futuro que eles projetaram pra sua menina ser totalmente contrário ao que eles queriam, quando permitiram o casamento dela com o senhor do norte, imaginavam que ele seria um bom marido, mas suas atitudes eram injustificáveis diante da violência que sua preciosa menina estava sofrendo.
Quanto mais dinheiro tem uma pessoa, será que isso lhe garante o direito de pisar e maltratar a sua esposa.
Logo é anunciada a chegada de Weovi, o rei Micael vai ao seu encontro.
_Como vai soberano do centro? Pergunta o recém chegado.
_Decepcionado!
_ Imagino que isso tem haver com minha esposa...
_ Com certeza que sim! O que lhe dá direito de a agredir e denegrir sua esposa diante da corte do norte!
_Minha vida conjugal é um problema meu! Sei que ela está aqui e vi buscá-la...
_ Pra que? Pra humilhar a menina como se ela fosse um objeto seu, sem sentimentos...
_Ela é minha esposa senhor Micael, e a levarei daqui mesmo que tenha que matar a quem se opuser a tal situação!
_Ela lhe foi entregue como esposa, mas ela é filha de Lastidar e aqui nenhuma mulher é tratada como tapete de marido.
A guarda real de Lastidar estava alerta. Os cavalheiros de Sore estavam sedentos pra batalhar.
Isabel ouviu os gritos exaltados vindo do salão real do castelo, já banhada e arrumada, abraçou a rainha Aydee e falou:_Tenho que ir com esse tirano, fugi, fui infantil, mas a vida de vocês é mais importante que qualquer situação que passe.
_Isabel fique aqui! Ordenou a rainha.
_Não ficaria bem, sabendo que esse monstro feriu meu estimado rei Micael, ou qualquer cidadão daqui. Dizendo isso a mulher foi ao encontro do seu marido.
Com os ânimos exaltados, e espadas levantadas a menor palavra seria um estopim para o conflito entre as duas nações estourar, apesar de possuir um grande exército, eram incomparaveis ao do norte, que eram verdadeiros assassinos. Não, ela não podia deixar tal absurdo acontecer. Logo estava entre os dois Reis, com uma calma que não possuía, baixando as escadas.
_Obrigada, meu rei, por estender a mão para essa miserável serva de Lastidar, mas, um conflito é desnecessário, voltarei com o meu marido para Sore, já estou bem melhor. Assim, ela abraça Micael e olha para Weovi e diz:_Não quero conflito, vamos retornar para o nosso reino.
_Vamos sim, dona Isabel, vamos sim!
_Isabel, filha, por favor! Chorava Aydee.
_Não se preocupe minha rainha, ficarei bem, sou uma mulher casada e devo cumprir meus deveres.
Dizendo isso, ela seguiu para sua vida, repleta de infelicidade, infidelidades e tormento. Estava consciente o qual obsessivo aquele homem era. Montada no cavalo junto a ele podia sentir quanto ódio ele estava sentindo.
Micael e Aydee choram abraçados, o que parecia um casamento vantajoso para a filha deles, se tornou a prisão de todos.
Ao chegar no castelo de Sore, Isabel, é levada diretamente para o quarto, proibida de falar com qualquer nobre ou cidadão.
_Você me humilhou senhora...
_Você me humilha diariamente...
_Cale-se! Que parte você não entende que eu não recuo, conquisto.
Dizendo isso, ele lhe bateu no rosto. Você me rejeita como homem? E outro tapa, segue.
A mulher já não chora, odiava aquilo tudo! Mas permanecia em silêncio. Ele continuava o espancamento.
_Eu não sou nada pra você minha querida, eu lhe dei meu nome, meu castelo, minha vida, lhe coroei rainha da maior nação! Mas, você, prefere está no meio do povo, você é uma ingrata, egoísta, eu queria te odiar, queria te matar, queria nunca ter encontrado vom você!
Ela continua em silêncio, enquanto, ele falava e lhe agredia fisicamente! Do lado de fora, Cora e as damas de honra, lamentavam a atitude de Weovi, que cego de ódio e ciúme, continuava a humilhar sua rainha.
_Tem outro em sua mente?! Fala sua vagabunda. Ele não ia tolerar que ela amasse outro. Então, cego de ciúme, começa a apertar a garganta dela.
A mulher já não queria viver, estava pronta para se entregar ao deus Anubis, quanto o próprio marido percebeu que se excedeu.
Ele a solta, que cai, seu nariz sangrava, seu corpo tinha inúmeros hematomas, ainda assim manteve a compostura e falou:_Ainda que eu amasse de que proveito teria, se eu não tenho vida! Você me deu uma coroa, e meia dúzia de concubinas. Mate-me, eu não quero nas viver esse pesadelo.
Dizendo isso, ela correu e pegou um punhal, e ameaçou cortar os pulsos.
Assim, ele facilmente tomou o objeto cortante, e abraçou-a.
_Largue-me, deixe que Anubis me leve! Ela gritava tristemente.
_Você jamais morrerá assim minha querida. Você é minha esposa, 3 será até o dia que eu quiser!
_Eu vou te odiar até meu último suspiro! Gritando essas palavras, a mulher desmaia.
Com a raiva que estava sentindo, ele sai e a deixa caída. Proibindo a entrada de qualquer pessoa em seus aposentos. Cora tenta argumentar, mas o olhar do frio de seu filho a desencoraja.
Isabel sonha, com a deusa Anuke, em seu sonho, ela ver uma mulher matando uma gazela, e se alimentando dela, então a deusa fsla:_Vida por vida, sangue por sangue, Isabel você está viva! Logo, ela acorda, e levanta-se, ao se olhar no espelho, logo ver as marcas de mais espaçamento sofrido. Chora. Teria que ser forte. Não podia ser egoísta, não podia pensar só em si, tinha outras vidas, outras histórias, ela precisava ser mais forte.
Logo, em seguida a porta do quarto se abre e Weovi, a pega pelos braços, e a leva para a masmorra.
_Ficará aqui minha querida, até dá valor ao que tem!
_Não me importo, desde que não fique vendo sua cara!
_Você vai ser domada querida!
Dizendo isso, ele a deixou lá, não se ouviu lágrimas ou lamento. Is ratos e baratas se batiam e ela, quieta sabia que aquilo era apenas uma fase. Antes morresse, mas iria passar...