Capítulo 45: O casamento de Juliana

1033 Words
Juliana é retirada da masmorra, a mulher estava fraca e abatida, logo ela é levada a um dos quartos do castelo, banhada, alimentada e arrumada, em poucos minutos, o rei Weovi aparece no quarto. _Juliana, estou te liberando das funções junto a minha rainha, não quero você próxima a Isabel, essa história de gravidez, me fez perceber que Se eu tiver que ter um filho, será com a minha esposa, em breve você será esposa do Sir Paulo, os sacerdotes estão organizando, a cerimônia religiosa e em breve você viverá no campo com seu marido. _Isso é um castigo? Por conta da gravidez? Você está me dispensando de uma forma injusta, tirando-me da corte, isso não se faz! _Espero que seja feliz Juliana, não sou santo, mas te desejo felicidades! Dizendo isso, saiu. Deixando uma mulher desesperada, a corte, está no meio do luxo e da nobreza era o que ela mas gostava. Ao entrar nos aposentos da rainha, não encontra sua esposa, contrariado, vai atrás dela, a mulher encontra-se conversando com Marlus, ele sabia dos sentimentos entre eles, por isso a conversa era muito reservada. Quando viram Weovi, mudaram de assunto, não seria interessante, ele descobri o grande amor que sua esposa possuía por outro homem. _Meu cunhado, cadê minha irmã, estava aqui agora a pouco, sentiu vontade de comer algo e entrou, sabe como é as grávidas. _Sei, preciso conversar com a minha esposa, você se importa se eu atrapalhar um pouco a conversa de vocês. _De forma alguma, direi a Judith, assim que ela retornar, que sua amada cunhada foi levada por seu honrado marido. Weovi ri junto a Marlus, Isabel estava seria. Dentro do quarto do rei, Isabel espera pacientemente o marido falar. Na realidade, ele estava tentando digerir o ciúme quando viu sua mulher falando com o cunhado, estava tentando ser um novo homem, pois, estava ciente que o amor entre eles, pelo menos, pra ela não existia. Assim, como ela já havia pedido o fim do relacionamento, mesmo sabendo das consequências, ela preferia o campo, a esta com ele, a esta na nobreza, não a deixaria partir, teria que conquista-la mudando seus hábitos, uma mulher gosta de ser cativada e era isso que estava disposto a fazer depois do acidente que ela sofreu, assim respira e olha pra bela mulher que ela se tornou, ele teria que conquistar seu coração, era frustrante ter tido tantas mulheres e a que ele havia escolhido pra casar, não nutria sentimentos por ele, e ver seu sorriso, ou mesmo seu olhar em outra direção lhe causava sem sombras de dúvidas um ciúme doentio. Recomposto fala suavemente:_ Juliana casará com Sir Paulo e não voltará a corte pra ser sua camareira, já coloquei outra em seu lugar, que está sendo treinada para te acompanhar com as outras damas. _Por que isso Weovi? Eu gosto muito da Juliana, quando você a tomou durante meu período fora e após o acidente, não se preocupou com nada, e ainda assim agora a despreza a tal ponto de modo a tirar uma jovem criada na corte, para o campo! _Decisão tomada, minha rainha... _Sempre é do seu jeito, você conquista, e depois joga fora, despreza, maltrata... _Tá se referindo a você? Porque se for jamais te deixarei! Isabel você é a escolha que eu fiz, mesmo você sendo obrigada a me aceitar, eu não me importo com seus sentimentos, eu me importo apenas com as escolhas que eu faço! _Que segredo né! Realmente você compra, invade e obriga. Ainda fala em amor? Você só ama a si próprio, como você diz as suas escolhas, eu não te escolhi, e pouco me importa as tuas escolhas, se vivo num reino estrangeiro, com um tirano, que não tem compostura ou dignidade, é por obrigação e só por obrigação, mas não pense que afastado a mulher que você assediou, e quase engravida, me fará te ver com outros olhos, jamais eu o verei com amor! As palavras dela foram um choque, quando menos se espera, o auto controle que ele tentava adquirir, pra fazer o relacionamento volta a paz anterior do acidente é quebrado com um tapa dado no rosto dela, que cai na cama, chorando muito, será que passaria os seus dias nesse tormento. Bastante nervoso, olha pra mulher que mais uma vez o agredia verbalmente, entretanto, ele rebatia com a força _Ao contrário de você, eu quero e vou fazer esse casamento da certo, sua vida tá na minha mão, você aprenderá a me amar... _Tira a minha vida, porque você já tirou tudo de mim! _Eu te fiz rainha do maior reino dessa península, eu te dei um nome, eu te fiz nobre, quando você tava tirando o leite de vacas, colhendo ovos, criando órfãos, eu te fiz rainha, sua ingrata! Te dei prestígio! Que muitas mulheres queriam! Ele a tira da cama, apertando-lhe os ombros, ela podia sentir seu hálito raivoso! Ainda assim, o olhou nos olhos e falou:_Tudo que você me deu eu não precisava ou preciso, eu era feliz! E hoje só apenas uma inválida, eu te odeio, Weovi Falcão de Sore! Eu nunca vou te amar! Ele viu dentro dos olhos dela, que ela já tinha amado, que ela tinha um amor, e isso foi mais duro de suportar, fingindo uma frieza que não existia, a joga na cama, sai e a deixa trancada. Entra na sala do trono e sozinho, imagina quem lhe havia tomado o amor de sua vida! Trancou-se, só queria chorar, e chorou copiosamente, vou descobrir, vou matar! Seus pensamentos eram obscuros. Dois dias depois, no templo de Horus, o casamento de Juliana era realizado, a jovem estava linda, Sir Paulo tinha o dobro, de sua idade, era um cavalheiro, que já havia flertado com ela no passado, a festa foi linda. A rainha Isabel tocou sua harpa, seu lindo vestido vermelho, com flores banhadas em ouro, a coroa de Sore que pra uns era status, pra ela era simplesmente uma tortura. Ainda sem falar vom Weovi, agradecia a noiva a amizade e o cuidado com ela, Duran o tempo que foi sua camareira, o baile iniciou-se, e logo depois todos estavam dançando, bebendo e comendo o matrimônio.
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