Bomba narrando As palavras da minha sogra foram mais reais e mais fortes que dois tapas na cara. Se fosse por mim, eu já tinha corrido no cartório pra assumir a criança, não só porque é meu filho, tem meu sangue, mas porque, se fosse qualquer outra dona que tivesse morrido e deixado o bebê nos braços da Antonela, como aconteceu, eu abraçaria essa ideia numa boa. Curto pra carälho essa ideia de ser pai, de ter uma criança em casa. Desde que começamos a receber as fotos, tanto impressas quanto no celular, eu tento medir as palavras quando falo com ela. Não gosto de ver ela triste, pô, é minha mulher, um pedaço de mim. Foi como uma facada no peito ouvir ela falar naquele primeiro instante, quando trouxe a criança pra casa. É difícil não sentir a dor dela; as palavras e o choro dela entram

