Elisa Narrando Sei que preciso me abrir com ele, só não sei quando começar. De frente para aquela beleza de lugar, meus pensamentos vão lá em São Paulo e voltam ao mesmo tempo, me lembrando de quem eu sou filha e de quem ele é filho, e o que minha família fez com a dele. Já tentei de várias formas achar que não é a mesma pessoa, mas tenho certeza que é. O jeito que o Herrera me olhou, como se soubesse de tudo, e o medo dele jogar a merda no ventilador ali na frente de geral. E eu nem poder me explicar. O cheiro dele chega primeiro do que ele, como sempre. Elisa:— Desculpa —falo envolvendo meu braço por cima do dele —aquela indecisão o dia inteiro, tô aqui pensando que era melhor eu ter falado para você que queria ficar em casa. Tinha evitado esse constrangimento e você ficar desse je

