Finalmente sábado! Eu só queria dormir e acordar tarde. A casa ainda estava uma bagunça mas dormir umas duas horas amais já era maravilhoso.
Meu alarme toca 10hrs me alevantei e vou direto pro banheiro tomar um banho relaxante e fazer minhas higienes, lavo meu cabelo e só tiro o excesso de água, deixando ele úmido.
- Bom dia mãe. - grito descendo as escadas.
- Bom diia minha menina, vamos tomar café e termina de arrumar essa bagunça? - ela fala me servindo café.
- Sim, mas meio dia tenho que sair, recebi uma mensagem e vou precisar encontrar alguém. - bebo o Café em um gole só.
- Ta tudo bem filha?
- Ta sim ! Só uns assuntos pra resolver, mas antes das 13 horas tô de volta, não faz almoço que eu vou trazer algo pra você comer, tá?! - dou um beijo na testa dela.
Comecei a arrumar a sala e fui tirar o pó das coisas levando pro escritório, Eu não sabia que tinha tanta coisa até me mudar, juntei todas as caixas e fui saindo com elas pra por na calçada, quando olho pro lado e vejo meu vizinho saindo do seu carro só de shorts com a blusa no ombro. Ele me olha e começa a andar na minha direção:
- bom dia Mirela, tudo certo? - ele pergunta.
- Tudo Mais o menos né, já que você não me mandou mensagem.
- fica tranquila minha secretária vai estar entrando em contato com você querida. - fiquei tão irritada com esse jeito metido dele e convencido.
- Desculpa esqueci de te perguntar seu nome!
- Prazer Marc ! - ele estende sua mão.
- Prazer só na cama! Satisfação Marc! - pego em sua mão o cumprimentando, mas porque eu tinha falado aquilo? Oque ele vai pensar de mim?!
- Satisfação Mi-re-la. - ele dá um sorriso safado. - vou dar um jantar na minha casa pra vizinhança, está convidada, vai ser hoje, coloca uma roupa bem bonita - ele me olha da cabeça as pés. - E vem tá?!
- Vou pensar, tá? - pisco pra ele e saio rebolando pra minha casa.
Aquele homem mexia comigo, ele era tão bonito e sério, achei sexy e estranho ver ele sem camisa.
Terminando de arrumar algumas roupas no meu closet, acho um vestido justo e elegante que vai um pouco abaixo do joelho, vou usar esse mesmo no almoço.
- Oque acha mãe? - pergunto dando uma voltinha.
- Está linda ! Mas como você vai?
- Vou tirar o carro da garagem!
- certeza?
- Sim ! Ele ficou tanto tempo guardado naquela garagem velha do tio Steve, nunca tive coragem de usar, acho que é o momento.
- Você que sabe minha filha! Boa sorte! - ela me dá um beijo na testa e eu vou direto pra garagem pela porta da cozinha.
Coloco minha bolsinha no chão e respiro fundo. Me mudei pra cá e pedi que meu tio trouxesse o carro e cobrisse pra mim, eu ficava triste só de ver aquele carro cheio de pó, ele estava novinho, pintura impecável, mesmo passando necessidade eu nunca pensei em vender ele, depois do acidente do meu pai eu sentia que ele sempre foi o culpado por eu ter perdido meu pai, mas ninguém imaginava que o freio tinha sido cortado. Eu quase morri naquele dia, mas meu pai me escolheu e me salvou me deixando triste e culpada pro resto da vida.
Abri meu GPS e joguei o endereço que me mandaram no anexo.
A mensagem que eu recebi ontem tinha sido de alguém me pedido pra encontra-lo eu de primeiro não pensei em ir, mas joguei o endereço no Google e vi que era um restaurante, em público ninguém poderia me fazer nada!
Dei a chave pro frentista e fui entrando no restaurante. Uma moça bonita me recebe na porta:
- olá posso ajudar?
- Sim acho que tem alguém me esperando. - falo mostrando a foto do código que estava no anexo que recebi.
- Ah senhorita Mirela! Por favor! Venha comigo. - a mulher fala com uma cara de assustada e me guia as pressas para dentro do salão do restaurante.
Ela sai na frente e depois de atravessar o salão inteiro subimos uma escada e paramos em frente ao um corredor estranho cheio de portas.
- Segunda porta a direita! Só bater !
- Como assim?! Eu vou encontrar quem? - falo vendo a mulher descer as escadas sem me responder.
Eu estava com medo e receosa, achei que teria outras pessoas por perto não esperava uma sala "particular".
Bato na porta e ela faz um barulho abrindo sozinha. Entro e observo o lugar, era um quarto, tinha uma cama de casal uma mesa com comida no meio e umas malas de mão jogadas na cama.
- olá?! - dou um grito meio baixinho esperando aparecer alguém.
- Oi você já chegou?! Esperai. - uma voz grossa vem de trás de uma porta fechada.
Fico encostada na porta esperando.