"Serkan e Fuat combinam, brincar com as garotas".

1279 Words
A conversa segue descontraída, mas Serkan toma cuidado para não cair em contradição, já que pretende deixar em Bodrum todo envolvimento que tiver com Nadire. - Onde vocês moram? - Istambul. - Istambul? Eu e minha irmã também moramos em Istambul. Onde? Serkan pensa e diz rapidamente. - Mais pro Centro. Nadire sorri com a coincidência. - Nós também moramos mais próximas ao Centro. Quer dizer, não tão próximas assim. Serkan observa Nadire e a simplicidade e espontaneidade com que fala. Não precisa ser um exper no assunto, para perceber que ela vinha de uma família humilde. Nadire não tinha a postura soberba das mulheres com que ele e seu primo estavam acostumados a conviver. Seu olhar era doce, sua voz meiga, o sorriso... Há que sorriso! Serkan ficaria a noite toda, a ouvindo falar. Cada palavra que ela dizia, era levada pelo vento suave da noite, pois seus olhos não saiam dos seus lábios. Havia algo de especial naquela mulher, seu aroma podia sentir de longe, ao inebriar seus sentidos. A paz que emanava dela, era algo inédito em sua vida agitada. Fuat também foi envolvido pela magia dessa noite, escutando todas as palavras que Arzu dizia, sem pestanejar. Palavras essas, que se tivessem sido ditas por outras bocas, seriam insignificantes. Mas ao escutá-las pela Arzu, parecia música suave. -  Eu amo ver séries. Fuat sorri, pois também aprecie esse robe. - Eu também adoro. Estou acompanhando uma muito boa. - Qual? Eu terminei Cobra Kai. - Eu também assisti todo. Agora estou assistindo aquela que fala que os Zumbis dominam o mundo dos vivos e os sobreviventes unem forças para manter viva a raça humana. Muito bom. - Evet! (Sim!) The Walking Dead . Também estou assistindo. Nessa série um oficial de polícia, desperta de um coma e descobre que o mundo foi completamente invadido por zumbis. - Onde você mora? Vamos marcar pra assistir essa série juntos. - Moro perto do Centro de Istambul. - Eu também moro. Arzu sorri e Fuat admira-a. - Aonde veremos? Na sua casa ou na minha? Se for na sua, só poderei ir se Nadire for junto. Fuat sorri, pois com aquela idade, ainda ter que andar colada com sua irmã, era demais para seu entendimento libertino. - Está bem. Quando voltarmos para Istambul, marcaremos os quatro para assistirmos juntos. Arzu sorri e Fuat chama o garçom. - O que você bebe? Um drink, uma vodka. - Eu não bebo. Pode ser um refrigerante. - Dois refrigerantes, por favor. - Obrigada. - Você é linda, sabia? Arzu fica um pouco envergonhada. Serkan e Nadire também conversam animadamente. - Vou pedir uma bebida para nós. - Eu não tenho hábito de beber Serkan. Serkan a olha mais uma vez surpreso. - Pedirei dois drinques com pouquíssimo álcool. Serkan fala por uns instantes com o garçom e Nadire observa sua postura. - Esse homem parece um príncipe e só pode ter saído dos livros de contos de fada. Pensou ela. - Sabe o que eu acho estranho Nadire? - Não. O quê? - Morarmos os quatro em Istambul e só nos encontrarmos hoje aqui nesse hotel. - O destino tem dessas coisas. - Vocês já passearam de barco? - Não. Até faríamos isso senão tivesse ficado fora do nosso orçamento. E vocês foram? Serkan a olha e obtém a certeza, de que elas vêm de uma família humilde, não pertencendo à mesma classe social dele e Fuat. - Ainda não. Estamos pretendendo ir amanhã. Economizamos bastante, nesses últimos anos para estarmos aqui hoje.  Para que Nadire não desconfie Serkan finge ser pobre e sorri encantando Serkan ainda mais. - Preciso ir. Já está tarde e esfriou um pouco. - Vamos. Eu te levo até a sua suíte. Num canto da praia Fuat e Arzu se beijam. - Eu disse só esse. Arzu empurra Fuat, se soltando de seus braços. - Espera. Só mais um. Fuat puxa Arzu novamente para si. - Já chega. Alguém poderá nos ver. - Que lábios doces você tem. -Minha irmã me mata, se souber que te beijei, no primeiro dia que te conheci. Fuat cai na gargalhada - Eu não acredito nisso. - Do que você está rindo? - Dessa preocupação toda, com o que sua irmã vai achar. Você não acha que ela deve estar fazendo, o mesmo com Serkan agora? - Nadire? Duvido. Você não conhece a minha irmã. Ela é muito séria pra isso. Eu preciso voltar para o hotel Fuat. Nos afastamos muito. - Vamos, eu te levo. Fuat sorri sorrateiramente e acompanha de volta. Nadire se despede de Serkan na porta do quarto, não dando a ele nenhum indício, de que gostaria de ser beijada. É claro que para um homem experiente como Serkan, isso era uma novidade. Sempre que conhecia uma mulher, o beijo rolava naturalmente e na maioria das vezes, seguido de uma boa transa. Trepar era algo normal, no mundo que Serkan vivia e nunca teve que gastar muita saliva, para levar uma mulher pra cama. Muitas delas, até jogaram indiretas, na intenção de terem algumas horas de prazer em seus braços. Mas agora ali, Serkan estava se sentindo vulnerável diante daquela mulher, que não estava olhando para ele, como objeto de desejo s****l. A noite inteira ela demonstrou interesse apenas no ser humano Serkan. Nadire era uma mulher gentil, educada e teve uma hora, que ele sentiu-se muito m*l, em estar fingindo ser outra pessoa para ela. - O quê fazer? Como tratá-la? - Obrigada por acompanhar. Iyi geceler (Boa noite) - Iyi geceler pra você também Nadire. Nadire sorri e entra fechando a porta do quarto. Ao entrar no seu quarto, Serkan ouve Fuat bater. - Posso entrar? Serkan faz um sinal para que entre. - Acabei de deixar a Arzu lá no quarto e vi a Nadire. Deduzi que você acabou de deixá-la. - Evet. Acabei de entrar aqui. - Ela deve estar contando pra irmã, que eu dei uns beijinhos nela. - Não te falei que elas eram humildes? - Evet. Elas são pobres. - Teve uma hora quando eu conversava com a Nadire, que eu senti pena dela. Acredita que elas não têm dinheiro, sequer para darem um passeio de barco? Fuat que antes estava sorrindo, fica sério ao ouvir Serkan dizer isso. - Mesmo? - Mesmo. - Como elas conseguiram dinheiro, para passarem uma semana, aqui em Bodrum cara? - Ganharam de presente essa viagem de alguém certamente. - Algum namorado rico? - Não acredito. Nadire me pareceu muito correta para isso. - Como então? Não consigo imaginar, como duas garotas pobres como elas, teriam condição de pagar a fortuna que esse hotel cobra. - Podem ter juntado durante alguns anos, sei lá. O fato é que elas estão curtindo essa estadia em Bodrum, com tudo pago. Pode ficar certo disso. - Então só dá direito ao quarto, refeições e piscina. - Pra quem nunca teve isso, elas devem estar se sentindo num paraíso. -O que vamos fazer? - Pensei em levá-las conosco, ao passeio de barco amanhã. - Como faremos então, para que não desconfiem que somos ricos? - Se elas são pobres e podem estar aqui, nós também. Falaremos caso perguntem, que juntamos dinheiro. - Vamos nos divertir com elas Serkan. Depois que formos embora de Bodrum, não a veremos mais mesmo. - Evet. Nunca mais a veremos. Pertencemos a mundos diferentes. Mas por que essas palavras, estavam incomodando tanto a Serkan desse jeito? O fato de não vê-la nunca mais, havia soado horrivelmente dentro de Serkan, pois as poucas horas que havia passado ao lado dela, foram o bastante para despertar nele algo estranho, que ele não ainda sabia identificar.
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