— Onde você conseguiu essa cicatriz? Oliver pousa o atiçador de brasas em cima dos tijolinhos da lareira e me olha por sobre o ombro, arqueando uma sobrancelha pela repentina pergunta. Faço um suave movimento com os lábios, sem saber explicar a curiosidade. Ele se inclina para a luz, tateando as costas em busca do foco da minha atenção. — Essa? — pergunta, batendo de leve com os dedos em uma ruptura na lateral da parte inferior das costas. O início do seu traseiro nu me distrai por um segundo, mas eu assinto. — Ah, foi uma facada. — Como pode dizer isso com tanta naturalidade? — franzo a sobrancelha. Ele se deita ao meu lado, desembolando com um dos pés uma parte da colcha com desenhos florais que usamos para forrar o chão frio. É claro que teria sido mais fácil usar a espaçosa e convi

