— Eu acho que se concordarmos em sermos honestos uns com os outros, vamos evitar dores de cabeça desnecessárias — avisa Jonathan, ocupando um assento no sofá que circula a mesinha do estabelecimento em que paramos. Um restaurante que, aparentemente, funciona por vinte e quatro horas. Boston está adormecida em um silêncio sepulcral, do tipo que acontece no fim da madrugada e até o início do alvorecer, mas este talvez seja um dos poucos lugares que preze por clientes noturnos. — Sentem-se. É desconcertante ser escoltada para dentro de algum lugar por um homem armado, mas eu não acho que seja uma boa ideia contestar sobre isso, então eu tomo um lugar defronte a mesinha com forro quadriculado e me afundo no sofá excessivamente macio de um couro vermelho desgastado. Sem parecer muito empolgad

