Khait Arbane aproximou-se dos monitores onde recebia relatórios curtos e rápidos sobre a situação das muralhas. Um soldado digitava rapidamente enquanto outro repassava ordens pelo comunicador, girando o mapa onde pontos vermelhos surgiam. — Um grupo mediano se aproxima do terceiro muro. São soldados armados, mas não parecem ter notado as armadilhas. — relatou o soldado, quando o mapa foi atualizado. — Toque o alarme — ordenou Khait. O alarme soou como um único corte: estridente, mecânico, impossível de ignorar. Haeron cobriu os ouvidos, incomodado, tirando qualquer resquício de formalidade da reunião que tinha até então. Lá fora, a fronteira ardia em outro tipo de som. O vento carregava estilhaços de pólvora, estalos de metal e os urros abafados de quem corria ferido. A neve, que até

