Capítulo 171

894 Words
Capítulo 129 O Juliano falou que ficou surpreso, porque a Lisa dizia que não queria mais filhos de jeito nenhum, que ele até quis ter mais um e ela negou. Joyce falou rindo: — Aí querido, certa ela. Você queria deixar uma mulher daquela trancada em casa com três filhos? Eu nem quero mais nenhum, já fechei a fábrica! Victor estava fazendo bagunça, chorando com sono, irritado, e Kaori tentando conter ele. Joyce perguntou se Rui preferia uma menina ou mais um menino. Ele respondeu rindo que preferia nenhum, que um só já estava bom demais. Kaori não gostou do jeito que ele falou. Juliano começou a falar que, com tantos bebês por perto, Kaori nem precisava pensar em ter um. Usou a birra do Victor como um exemplo do quanto filhos davam trabalho. Ela respondeu irônica: — E você tinha dois, quis ter o terceiro ainda né pai?! Imagina se não dessem, quantos você e minha mãe iriam ter! Ele respondeu sem notar que ela estava chateada: — Acho que estou velho demais, seu irmão consegue o que quer e nem tem dois anos, como vai ser quando ele tiver 20 como você?! Hoje é tudo diferente, as crianças estão muito precoces. Joyce concordou, pegou Victor e foi tentar fazer ele dormir. Juliano ficou conversando com Rui sobre trabalho, perguntou se Kaori tinha decidido o que queria estudar, cobrou ela sobre os cursos que havia parado de fazer. Ela disse que não estava com vontade de fazer nada no momento. Rui comentou que ela ia fazer a prova do Enem. Juliano respondeu surpreso: — Olha só que coisa boa filha, você vai fazer algum cursinho? Falta pouco tempo, está estudando já? Ela falou que não para ambas as perguntas. Disse que estava sem tempo por causa do trabalho. Ele respondeu: — Eu ia deixar pra Joyce falar, mas estou ansioso, vou logo adiantando o assunto. Como a Joy está decidida a voltar a trabalhar, vamos precisar de alguém para cuidar do seu irmão até ele ter idade pra se virar melhor, falar, temos medo dele ficar com alguém de fora e não queremos optar pela escolinha também. Você é da nossa confiança, gosta de crianças, pensamos em te fazer uma proposta! Você não é registrada no restaurante e a escala é muito complicada, os turnos longos não é?! Joyce entrou na cozinha e falou: — Ahhhh Juliano, eu ia falar com ela, por que você não me esperou?! Surpresa, Kaori falou: — Não sei se é uma boa ideia, se vocês vão pagar podiam arrumar alguém que já trabalhe com isso. Joyce respondeu: — Seu pai te falou do valor? Não vamos poder registrar você porque sai muito mais caro, mas você pode pagar seu INSS por fora, vamos ser mais flexíveis com horários, vai ser de segunda a sexta-feira. Juliano completou: — Você vai poder estudar aqui e vai deixar seu pai muito feliz. Joyce pediu pra ele não jogar baixo, disse pra Kaori pensar e ver o que seria melhor. Ela respondeu curiosa: — De quanto estamos falando? Joyce respondeu: — 1200. Sei que não é muito, com certeza você ganha mais lá no restaurante, eu não consigo pagar mais por enquanto porque tô voltando a trabalhar agora, seu pai vai dar metade, estamos tentando dividir as coisas por aqui. Se você não quiser tá tudo bem, só pensamos em você primeiro por ser da família, mas pensa direitinho e depois dá uma resposta pra gente tá?! Ela respondeu irônica: — Nossa, 1200 eu ganhava na fábrica, aí tinham os descontos em cima ainda, tinha que levar marmita, vocês vão me alimentar ou vou precisar de marmita também? Joyce disse que ia ter uma geladeira cheia das coisas que ela gostava pra se acabar de comer, passeios em família, almoço, jantar, tudo incluso. Kaori respondeu rindo: — Falou de comida eu fico realmente interessada! E você o que acha, Rui? Ele disse que achava ótimo, porque ela ia conseguir estudar, fazer as coisas dela. Ela disse que ia pensar melhor. Se dependesse dos dois, iam querer ela morando lá até, mas ela não queria perder a liberdade de morar sozinha. Mas, sem a Lisa ajudando, o aluguel ia ficar muito pesado pra ela. Até então, Lisa estava ajudando todo mês financeiramente. A noite foi super agradável. Juliano gostou de Rui, comentou que dava pra ver muito de um homem vendo como ele tratava a família, os filhos. Elogiou Rui mais de uma vez até. Durante todo o tempo, Kaori se manteve distante de Rui. Não trocaram carinho ou beijo, só alguns olhares. Já era mais de meia-noite quando foram embora. Chegando no bairro deles, ele perguntou se ela ia dormir com ele. Ela disse que sim, na casa dela. Ele respondeu: — Vamos ficar em casa, não deve ter ninguém lá, é melhor. Um pouco contrariada, ela aceitou, mas disse que precisava ir na casa dela antes pegar as coisas. Os dois foram lá primeiro. Ele entrou com ela e ficou sentado na cama quieto. Não ficaram conversando porque Lisa já estava dormindo. Ela tomou banho, pegou o pijama. Quando estavam saindo, já no quintal, ele falou: — Não sei se tem camisinha em casa ainda. Se você quiser já aproveita pra pegar! Ela respondeu irônica: — E se eu não quiser? Ele falou sério, frustrado: — É só não pegar.
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