Capítulo 100

1383 Words
Capítulo 58 Alguns dias depois, Kaori saiu com a Maria. Foram a um barzinho que tinha pagode ao vivo perto da casa delas. Dinheiro quase não tinham e nem estavam saindo mais, o seguro da Maria tinha acabado e estavam economizando no último. Compraram uma cerveja pra cada. A Maria, mais esperta, logo arrumou um cara pra pagar bebida pra ela. A Kaori estava cansada e ia trabalhar no sábado pra fazer hora extra. Decidiu ir pra casa mais cedo, foi caminhando sozinha. Quando estava chegando, recebeu uma mensagem do William, o colega de trabalho. Ele respondeu o status dela falando que estava naquele mesmo barzinho. Ela disse que tinha acabado de ir embora. Ele falou que era uma pena. Ela respondeu: — Não cheguei em casa ainda. Se eu não fosse trabalhar amanhã, eu voltava aí pra gente conversar?! Ele perguntou se a casa dela era longe. Ela disse que não. Ele não respondeu nada. Então ela mandou: — Você não vai querer sair daí pra vir bater papo aqui, né? Ou vai? 😂😂 Ele respondeu: — Acho que vou! 😅 Ela passou o endereço e entrou pra esperar no quintal. Quando ele chegou, ela abriu o portão, chamou pra entrar. Ele perguntou se não tinha problema por estar tarde. Ela disse que morava com duas amigas e que era de boa. Foram pra sala. Ela perguntou se ele sempre saía, pra onde gostava de ir. Começaram a conversar vendo um filme. Ela falou como quem não queria nada: — Tô com vontade de fazer uma coisa, mas não sei se é legal. Ele sorriu tímido, falou pra ela dizer, que depois ele falava se era ou não. Ela deu um selinho nele e esperou ele fazer algo. Antes do menino pensar em corresponder, ela o beijou de forma intensa, desembestada. Ele fez o mesmo, foi segurando ela pela cintura, puxando pra mais perto. Ele era meio no canto dele. Quando ela parou de beijar, ele ficou sem pegar nela, não fez carinho, não teve mão boba. Ela achou que ele não tinha gostado. O beijo não foi dos melhores, realmente. Começaram a falar de trabalho. Ele demorou pra abraçar ela. Quando o filme estava na metade, teve mais um beijo. Ele perguntou se ela não estava com sono e se queria que ele fosse embora, já que ela ia trabalhar no dia seguinte. Ela respondeu: — Eu tô com sono sim… desculpa fazer você vir aqui ficar tão pouco tempo. Atrapalhei sua noite, né? Ele disse que não. Ela falou que queria conversar mais com ele outro dia. Ele respondeu: — Posso te levar pra sair amanhã? Ela disse que sim. Foi acompanhar ele até o portão. Se beijaram novamente. O beijo começou a encaixar melhor. Ele tinha uma pegada leve, comportada. Foi difícil parar, estava ficando bom, mas ele mesmo disse que ela precisava dormir. Se despediram com um abraço e um selinho. Ele foi embora caminhando, não morava muito longe dali. No dia seguinte, ele mandou bom dia, pediu o número dela. Na hora do almoço conversaram, marcaram o horário do encontro. Quando ela chegou em casa, estava cansada demais e decidiu desmarcar. Tinha que lavar roupa, que era função da Bibi, e ela não tinha feito. A Maria tinha saído e ficado fora o dia todo. A casa estava suja e a Bibi deitada havia horas. Incomodada com tudo, Kaori começou a limpar. Mandou uma mensagem para o William falando que tinha acontecido um imprevisto e que não ia conseguir ir. Um dos motivos dela desistir foi a falta de dinheiro. Ela não gostava de sair sem ter pra pagar a parte dela. Ele não tinha falado onde iam também. Ele disse que tudo bem, que podiam marcar outro dia. Ela pediu desculpas, disse que também ia dormir cedo. Ele perguntou se ela não queria dar uma volta perto de casa mesmo, tomar uma cerveja no barzinho, conversar um pouco. Ela disse que podiam ver filme na casa dela. Ele aceitou, foi pra lá depois das 21:00. A Maria já tinha chegado e ido dormir. Depois de terminar a faxina, Kaori tomou banho, colocou shorts e blusinha, ficou impaciente esperando. Quando ele chegou, ela foi no portão atender. Recebeu ele com um selinho e um abraço. Foram sentar na sala. Começaram a conversar. Ele falou um pouco da família, morava com o pai e o irmão mais velho. Ela sentou bem perto, colocou as pernas no colo dele. Enquanto o filme passava, ela olhava as mãos dele, o sorriso bobo a cada cena i****a do filme. Ela nem gostava de assistir, usou o filme como pretexto pra ver ele sem precisar sair. Ela estava até entediada ali, pensando na vida, distraída. Ele fez um comentário sobre o filme, ela não soube responder. Ele falou: — Se você não tiver gostando, a gente pode ver outra coisa. Ela disse que estava gostando. Ele respondeu sem jeito: — Você não me disse nada sobre você ainda… todo mundo te acha misteriosa, sabe?! Ela sorriu, deu um selinho e respondeu: — Prefiro ficar ouvindo você. Não tenho nada de interessante pra te contar sobre mim. A minha vida é um tédio! Ele perguntou por que um tédio. Ela respondeu: — Não acontece nada de legal há muito tempo. Eu vivo pra trabalhar e gosto de ficar sozinha. Nas horas vagas eu durmo e como muito! Ele disse que gostava de sair, passear nas horas vagas, se reunir com os amigos. Ela perguntou se ele gostava de curtição, balada. Ele disse que às vezes. Perguntou se ela já tinha namorado e há quanto tempo estava solteira. Ela respondeu: — Nunca namorei sério. E você? Ele disse que também não, que só tinha tido alguns rolos, nada sério. Ele tinha 23 anos, um corpo sarado e uma tranquilidade que até dava tédio. O filme acabou e nem rolou beijo. Ela perguntou se ele queria ver outro ou qualquer outra coisa. Ele respondeu: — Pode ser… que tipo você gosta? Você curte séries? Ela disse que gostava de tudo um pouco. Ele notou que não devia ser verdade pelo desinteresse dela em escolher. Colocou outro filme e perguntou se ela não queria sair um pouco, tomar sorvete, caminhar. Ela aceitou e disse que não ia levar o celular. Quando saíram do portão, ele perguntou se podia segurar na mão dela, se ela queria. Ela respondeu surpresa: — Pode, claro! Como você prefere? Testaram duas maneiras diferentes e escolheram a mais confortável. Caminharam até uma lanchonete. Ele comprou dois sorvetes e uma água, pagou sozinho. Ele contava histórias da família, fez perguntas sobre ela. Perguntou se ela queria ficar sentada ali ou ir embora. Ela disse que preferia voltar pra casa. Enquanto caminhavam, se beijaram uma vez. Ela achou que ele não estava muito a fim e preferiu recuar. Chegando na frente da casa, ele perguntou se não estava tarde. Ela respondeu sem jeito: — Não… amanhã eu posso acordar tarde. Você já quer ir? Ele disse que ia levantar cedo, tinha um compromisso. Super desanimada, ela foi se despedir, deu um abraço. Ele tomou a iniciativa de beijar, encostou no muro e a puxou contra ele enquanto beijava. Ela perguntou se ele tinha mesmo que ir. Ele entrou pra ficar mais um pouco. Ficaram na sala trocando beijos e carícias, mas nada muito assanhado. Quando ficou mais tarde, ele disse que precisava ir. Ela perguntou se podiam se ver no dia seguinte. Ele pensou antes de responder. Ela falou que não queria parecer grudenta, só que tinha gostado de ficar com ele. Ele disse que também gostou, mas que ia estar ocupado o dia todo. Se despediram, ele foi embora. Ela ficou pensando que não ia dar em nada. No dia seguinte, conversaram um pouco por mensagem. Kaori estava sem conversar com as meninas, ficou no quarto o dia todo. A Maria fez almoço, chamou ela pra comer, tentou conversar pra saber por que ela estava chateada. Kaori reclamou da Bibi, disse que não estava aguentando mais aquele comportamento, que tinha medo das consequências de uma gravidez tão m*l cuidada. Elas decidiram juntas tentar fazer a Bibi começar a comprar as coisas pro bebê. Tentaram conversar por dias, marcar médico. Bibi ignorou tudo completamente. Disse que estava indo ao médico uma vez por mês.
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