Capítulo 37
Ela disse que com certeza estava muito a fim. Ele falou que ia pegar ela na casa dela à noite para ir a um lugar especial. Pediu para ela ficar bem bonita. Ela perguntou se tinha que colocar algo diferente, uma roupa especial difícil de tirar. Ele disse que nada difícil de tirar, porque já ia passar o dia todo pensando nas coisas que podiam fazer juntos.
Ela disse que ficaria curiosa, falou que estava com saudades de “ser dele” por inteira. Ele disse que estava com saudades do corpo, do beijo, do cheiro e do perfume dela. Ela já ficou mais tranquila, achando que iam se entender, mas dessa vez ele foi muito mais maquiavélico que ela. Desde a noite anterior, ele pensou em tudo.
À tarde, ela foi para o restaurante. Deu risada o dia todo, animada, toda feliz da vida. A Lisa liberou ela mais cedo de novo e disse que estava orgulhosa de ver ela tão dedicada daquela forma. Ela respondeu surpresa:
— Mãe, eu sempre trabalhei, não é? Fico sem entender por que hoje parece mais importante uma coisa que eu já fazia.
A Lisa disse que atualmente as condições delas eram outras, que antes o dinheiro da Kaori ia todo só pra ela e que, assim que possível, ela ia voltar a estudar. A Kaori disse que queria um cursinho pré-vestibular.
À noite, depois do restaurante, ela foi pra casa se arrumar. Colocou uma lingerie preta muito sexy, com cinta-liga, meias e fio dental, um conjunto de cropped de mangas longas e saia preta justa e curta. Quando estava quase pronta, mandou mensagem perguntando se iam de moto. Ele disse que de carro.
Ela colocou salto alto, fez uma maquiagem forte e bonita, com delineador gatinho. Quando ele chegou, ela saiu rápido. Ele desceu do carro, deu um beijo nela e perguntou se ela estava com fome. Ela disse que só se fosse dele. Ele abriu a porta pra ela, elogiou, falando que estava realmente uma princesa. Ela disse que já havia dito várias vezes que não gostava de ser chamada daquela forma.
Ele falou da moto, disse que o pneu ia ficar caro e que estava com raiva e sem vontade de arrumar. Ela disse que estava ali pra ouvir até as reclamações dele. Perguntou por que ele andava tão nervoso ultimamente. Ele disse que depois falava, que não queria estragar a noite deles.
Ele estava diferente, um pouco distante, calado e pensativo. Passou em uma adega, ela ficou no carro esperando. Ele saiu com duas cervejas diferentes, perguntando qual ela preferia. Ela escolheu. Ele comprou meia dúzia pra ela e outras pra ele. Depois passou em uma pizzaria. Enquanto esperavam o pedido para levar, ela já foi bebendo, e os dois estavam trocando beijos e carícias. Tudo estava indo muito bem, mas ia ficar muito melhor.
Ele a levou para um motel muito bom. Disse que só iam sair de lá cedo no dia seguinte. Ela estava animada, disse que eles mereciam aquilo porque foram direto pra casa um do outro, pulando etapas. Já entrando na suíte, ele pegou ela no colo e falou que estavam pulando mesmo muitas etapas, que tinha um pedido especial pra fazer.
Ela ficou curiosa, perguntou o que era, cheia de graça. Ele não quis dizer, alegou não ter bebido o suficiente ainda. Ela levou ele pra cama, colocou ele sentado e falou:
— Então vai bebendo enquanto eu coloco uma música.
O quarto estava impecável, decorado como se fosse uma noite de núpcias. Ela colocou algumas músicas internacionais conectando o celular dela. Ele começou a beber, encarando ela a cada passo, como se cada movimento fosse extremamente atrativo.
Ela começou a fazer um striptease ao som de ZAYN – Pillowtalk, se esfregando no pole dance. Começou tirando o cropped, jogando o cabelo para o lado de forma sensual. Jogou a roupa em cima dele, se aproximou e pediu pra ele dar um gole da cerveja dele pra ela na boca. Ela derrubou um pouco nos s3ios e falou:
— Agora você vai limpar. Lambe tudo, agora!
Ele colocou as mãos na cintura dela para lamber onde caiu a cerveja. Ela falou rindo, debochada:
— Tira as suas mãos de mim, não encosta. Lambe isso agora!
Ele foi lambendo, chupando os se1os, o pescoço, a barriga. Ela se afastou, pegou a garrafinha dela e bebeu quase tudo em um gole só. Se afastou dele e voltou a dançar bem devagar ao som de Lana Del Rey – Cola.
Foi tirando a saia, os sapatos, e engatinhou até ele, parando nos pés dele como uma gatinha manhosa pedindo carinho. Ele estava adorando, completamente admirado.
Ela pediu um beijo ainda de joelhos, no chão, entre as pernas dele. Ele beijou e falou que queria fazer o pedido, mas que ela não precisava fazer se não quisesse. Ela respondeu que, se fosse gostoso, com certeza faria.
Ele pediu pra ela chupar, disse que ficava imaginando aquela boquinha linda fazendo ele g0zar dentro dela. Ela respondeu abrindo a calça dele, enquanto ele mexia no cabelo dela:
— Eu farei com muito gosto. Você vem me dando muito prazer, é hora de eu retribuir!
Ele foi tirando a camiseta. Ela tirou os sapatos dele, a calça, e começou a chupar com muita vontade. Ele sabia que não podia puxar o cabelo e, com cuidado, ficou acariciando. Ela levou ele à l0ucura quando, debochando, pediu pra ele fazer aquele gol que havia prometido, só que na boca dela.
Ele ainda perguntou se ela tinha certeza. Ela respondeu:
— G0za na minha boca pra eu sentir o quanto você tá gostando de estar comigo hoje?
Ele sorriu e perguntou como ela sabia que era aquilo que ele queria. Ela disse que não sabia, mas que estava louc4 pra chupar ele há semanas. Estava desinibida, segura de si. Fez ele goz4r na boca dela, engoliu e pediu pra beijar depois.
Ele tirou cada peça de roupa dela, uma de cada vez. Fez sex0 oral nela até ela implorar pra parar porque queria tr4nsar logo. Ainda estavam bebendo. Ela mesma colocou a camisinha e falou pra ele ir por cima porque queria beijar muito.
Após g0zarem juntos, perceberam que a camisinha estourou. Ela correu pro banheiro, tomou banho e saiu falando que era só comprar a pílula do dia seguinte bem cedo. Ele ficou mais tenso que ela, sabendo que ela não tomava anticoncepcional.
Foram para a banheira ficar se curtindo. Ela mesma encheu e convidou ele pra entrar. Ficaram se pegando. Ela falou que podiam experimentar outra coisa, já que o risco já estava ali, sugeriu fazerem sem camisinha pra sentir melhor um ao outro. Ela estava completamente alterada.
Voltaram pra cama. Ela pediu pra ficar por cima, foi devagar, curtindo tudo, sem se proteger. Ele falou enquanto tr4nsavam:
— Você é totalmente diferente do que eu imaginava. Lembra quando nos conhecemos? Você foi grossa comigo, se recusando a dançar… e olha onde estamos.
Ela sorriu e respondeu, dando beijinhos nele:
— Ah, mas você foi ch4to, muito mala insistente. Sorte sua que a minha mãe nos apresentou, eu ia acabar com a sua raça!
Ele perguntou se ela havia mudado de opinião sobre ele. Ela respondeu saindo de cima:
— Claro. Você é o meu palhaço preferido. Eu nunca senti isso com ninguém. Com você, tudo é diferente. Mesmo brigando, quando a gente tá junto parece que nada mais importa. Entro em outra sintonia com você. É brega falar isso na cama, mas eu gosto de quem eu sou com você. Quero assim… vem?!
Eles continuaram. Ele disse que ainda não sabia bem o que pensar dela, que a tese não estava concluída. Ela respondeu que aquilo não devia significar nada pra ele, porque ele devia ter tido centenas iguais a ela. Ele respondeu rindo que nunca esteve com uma mulher tão doida quanto ela.
Ela reclamou que não era justo. Ele respondeu por cima, beijando e olhando nos olhos, que sentia o mesmo que ela, que mesmo brigando, mesmo não combinando, era muito bom estar com ela. Até falou:
— A gente se acostuma… mas não devia!
Chegaram juntos ao org4smo. Ela sorriu e falou:
— Isso foi bem gostoso. Podia ser assim sempre. Você me enchendo de leitinho.
Ele respondeu ofegante:
— É… se você pudesse tomar remédio, né? Amanhã cedo a gente passa na farmácia.
Ela concordou, tomou banho primeiro e dormiu antes dele sair do banheiro. Ele amanheceu acordado, vigiando o sono dela, fazendo carinho e pensando em tudo.
De manhã, ela ainda quis namorar de novo, mas ele não quis. Disse que tinha que levar o carro pro irmão. Na saída, ela deu dinheiro pra ajudar a pagar, disse que fazia questão. Foram mais de trezentos reais, ela deu cem e ele completou.
No caminho, ele perguntou se ela gostou da noite. Ela elogiou tudo: a suíte, o sex0, estava carinhosa até no carro. Ele respondeu sério:
— Você já foi em m0tel antes?
Ela respondeu surpresa:
— Não sei. Por quê?
Ele disse que ela ficou muito à vontade lá. Ela respondeu irônica:
— Fiquei à vontade por estar com você.
Ele respondeu desconfiado:
— Você ficou à vontade demais comigo. Foi incrível, muito bom. Mas, Kaori, eu tenho 32 anos e nunca fiquei com alguém que faz tudo o que você faz sem ter experiência nenhuma, como você diz não ter.
Ela não gostou, respondeu séria:
— Onde você quer chegar, Rui?
Ele perguntou se ela tinha se lembrado de algo. Ela disse que não, chateada. Ele parou em frente à casa dela e falou:
— Então você andou praticando com alguém enquanto fica comigo. Você não é mais a mesma há semanas. Eu não sou idiot4. Tem muita coisa acontecendo. Por que você tá mentindo pra mim? Da primeira e segunda vez foi totalmente diferente.
Ela respondeu com os olhos cheios de lágrimas:
— Por que você tá fazendo isso? O que eu fiz de errado?