Capítulo 66

1854 Words
Capítulo 24 Ele respondeu, parando e subindo, se aproximando: — Não precisa se desculpar, só relaxa um pouco. Posso te beijar? Ela balançou a cabeça que sim. Ele deu um beijo lento, demorado, foi super paciente nas preliminares até ver que ela estava mais solta. No sexo oral, ela chegou ao orgasmo; experiente, ele percebeu e parou de fazer. Ela perguntou, sem jeito, se ele queria que ela fizesse o mesmo. Ele disse que não precisava. Ela pegou a camisinha, pediu pra ele ficar por cima. Quando ele colocou a camisinha, ela falou: — Não posso tomar anticoncepcional, senão a minha cabeça explode. Ele sorriu e respondeu, irônico: — Você é muito sexy. Imaginar sua cabeça explodindo me deixa louco, e eu adoro usar camisinha, sabia?! Eles começaram a rir. Ela disse que ia ficar quietinha, porque era melhor. Se deitou, ele ficou em cima; atencioso, foi cauteloso ao começar. Ela fechou os olhos, respirou fundo, logo sorriu e falou, acariciando o rosto dele, que era pra ele beijar. Ela fez questão de só fazer posições em que fosse possível beijar, ter olho no olho. Quando estavam em contato visual, abraçados, sentados de frente um para o outro, ela falou rindo: — Se eu estiver muito fria, você ajuda eu me esquentar? Ele sorriu e respondeu, passando a mão no cabelo dela: — Você tá ótima. Posso ficar o resto do dia fazendo isso com você. Mas acho que devíamos ir pra minha casa, minha mãe não é brava e já a sua não vai gostar de me ver aqui. Ainda mais assim! Ela falou: — Não puxa meu cabelo, por favor. Dói muito só de pentear. Ele continuou acariciando e falou: — Eu já sei disso, calma. Você acha que eu sou um homem pré-histórico, né? Eles estavam um dentro do outro, abraçados, parados, trocando carinho. Ela perguntou se ele estava falando sério. Ele perguntou sobre o quê. Ela falou que era sobre ir pra casa dele aproveitar mais o tempo juntos. Ele disse que sim, se ela quisesse, que lá podiam ficar de bobeira ou se curtindo, como desse vontade. Ela respondeu rindo: — A gente nem acabou e você já tá querendo de novo? Ele disse que não estava, que só queria aproveitar o dia com ela. Ela falou, debochando, se afastando: — Ahhh, então não quer mais?! Vamos trocar, eu quero por nós dois, tudo bem, me chama de atirada se quiser. Começaram a rir. Ele ajudou. Ela quis ir por cima. Se beijaram mais um pouco. Logo, ela fez ele acabar rápido, mesmo ele pedindo pra ela ir devagar. Ela deu um beijo e falou rindo, deitando na cama: — Vou tomar banho e depois vamos pra sua casa. Lá é você que manda, hein! Ele falou rindo, surpreso com o deboche dela: — Olhaaaa que eu sou vingativo, hein! Foi completamente diferente dessa vez, e ambos gostaram muito. Depois foram pra casa dele. Só o Maicon estava lá, jogando videogame na sala. Ela foi para o quarto, enquanto o Rui foi tomar banho. Ela ficou mexendo no celular, respondeu a todos que tinham falado com ela. O Enzo começou a conversar com ela, falando que estava na cidade e que queria vê-la. Ela perguntou quando ele ia embora. Rui saiu do banheiro de toalha, foi para o quarto, se aproximou para dar um beijo e foi vestir a roupa. Eles estavam falando do Bernardo. Rui chamou Kaori para ir secar o cabelo no fundo do quintal. Ele disse para ela sentar na cadeira de salão, pegou o secador e secou o cabelo dela apenas batendo o ar, com o maior cuidado por causa da sensibilidade após o acidente. Ela abriu a conversa com Enzo, ele disse que iria embora à noite, no domingo mesmo, falou que só queria dar um abraço e conversar um pouco. Como Rui estava atrás dela, viu um pouco da conversa e reconheceu o nome do contato. Ele sabia da história dos dois porque ela contou. Kaori ficou pensativa e não respondeu Enzo. Quando Rui terminou de secar o cabelo dela, ela falou: — Meu amigo tá na cidade, ele vai embora hoje e queria me ver. Ele já estava bravo, tentando disfarçar, respondeu que era para ela ir. Ela perguntou se ele não ia ficar bravo, porque tinham combinado de ficar juntos. Ele disse que não, de boa, que ia aproveitar para ir ver o Be. Ela o abraçou, disse que depois conversavam e saiu praticamente correndo. Ele não gostou, mas tentou não demonstrar. Se sentiu usado de novo e com ciúmes. Enzo passou para buscá-la. Eles se abraçaram como sempre, ela se jogou nos braços dele. Foram dar uma volta, ela contou tudo o que estava acontecendo com Daniel e Cíntia. Ele deu detalhes dos últimos meses em que os dois ficaram juntos, disse que, se ela estava com o cara, era há pouco tempo e que ele mesmo não sabia porque ela não contou. Ele contou o que estava acontecendo com ele: a mulher dele deu um surto de ciúmes e pediu um tempo. Ele riu contando, dizendo que não ia ficar batendo palma pra maluco, que não tinha nada com a menina, era apenas uma colega de trabalho. Os dois começaram a rir e ele disse que, se fosse para provocar ciúmes de verdade, devia ser ela e nenhuma outra mulher. Eles estavam indo para uma sorveteria, caminhando lado a lado. Ela respondeu: — Ai, Enzo, para vai… a gente sempre deu mais certo como amigos. Eu sou boa como amiga, pra namorar eu não presto, não! Ele disse que ela era mais safada que ele, porque não se apegava. Ficaram juntos por horas. Falaram muito da Bibi, ele disse que as duas tinham gênio forte e que por isso viviam se batendo, que talvez ela estivesse achando Bibi diferente demais porque não se lembrava do quanto ela mesma mudou. Disse que Kaori era até mais má que Bibi. Ela contou a história da Rafaela e como se sentiu m*l vendo Bibi super amiga da Rafa. Ele contou a história de uma briga em que Bibi defendeu Kaori, mesmo estando brigadas. Ela questionou por que ninguém estava contando a verdade desde o começo. Ele disse que ficaram com receio de deixá-la m*l, confusa. Ela disse que não era certo, porque precisava deles para saber a verdade. Ele se desculpou e concordou. Perguntou se ela ia procurar Daniel. Ela disse que estava com medo dele, que não queria nem ver nem conversar. Ele disse que só Daniel podia contar tudo e talvez ajudá-la a entender melhor o que aconteceu. Há muitos dias ela não via Juliano e, na intenção de evitar Lisa, foi para a casa do pai. Levou tudo para dormir lá e ir direto para o trabalho no dia seguinte. Já passava das 21h quando chegou. Ele estava deitado com Joyce. Ela mandou mensagem avisando que estava entrando. Ele respondeu que fazia tempo que ela não aparecia lá. Ela mandou mensagem para a mãe avisando que ia ficar lá. Lisa disse que tudo bem e perguntou o que ela tinha feito o dia todo. Kaori respondeu que saiu para conversar com Enzo e só. Lisa disse que iria buscá-la no trabalho na segunda-feira porque ela tinha médico à tarde. Ela perguntou se podia chamar Juliano. Lisa disse que sim, se ela quisesse, mas que não havia necessidade. Eles levantaram para recebê-la, já estavam deitados. Kaori se surpreendeu com o tamanho da barriga de Joyce, o bebê já mexia bastante. Joyce deitou no sofá e chamou Kaori para ver. Juliano foi para a cozinha. Joyce falou baixinho: — Tá tudo bem com você, sumida? Faz dias que a gente não se vê, na verdade desde o chá você se afastou… a gente sente muito sua falta aqui, sabia? Kaori respondeu sentada na beirada do sofá, alisando a barriga: — Tô cansada, Ju. Tô trabalhando muito, não sobra tempo pra nada. Hoje tirei um dia de folga, dormi bastante. Ela disse que Juliano sabia do perfil fake e que não quis falar porque Lisa já tinha contado da briga das duas. Joyce falou que depois conversavam sem Juliano por perto. Ficaram assistindo um pouco juntos. Quando Juliano foi dormir, Joyce contou tudo o que sabia sobre Daniel: que viu ele saindo de lá um dia e que no hospital trocaram contato porque ele queria notícias dela. Disse que não fazia ideia de que ele era comprometido, que não fez nada por m*l. Kaori contou que ele estava atrás dela e que estava com medo, evitando. Salvou o número dele para tentar conversar. Joyce estava morando com Juliano e eles estavam montando o quarto do bebê no antigo quarto de Kaori. Ela explicou que precisaram ficar ali por causa dos gastos, que antes a intenção era ir para uma casa maior. Kaori disse que não tinha problema, que ficaria com Lisa até conseguir morar sozinha. Só quase meia-noite ela pegou o celular para mandar mensagem para Rui, avisando que ia dormir na casa do pai e que tinha adorado estar com ele. Ele já estava dormindo e não respondeu. No dia seguinte, ela mandou bom dia e ele não respondeu. Na hora do almoço, ele mandou: “Boa tarde, boa semana pra vc também.” Ela respondeu: “Tudo bem?” Ele respondeu: “Tudo. E vc? Vou voltar a trabalhar, tá corrido aqui, vou fazer hora a semana toda até tarde.” Ela disse que tudo bem, se despediu e não mandou mais nada. No trabalho ficaram fazendo fofoca dela o dia todo. À tarde ela foi ao médico com Lisa. Na volta, Lisa perguntou se ela queria ir a algum lugar com ela. Kaori disse que não. Foram para casa sem conversar. Quando chegaram, Lisa foi para a cozinha e Kaori foi atrás, perguntando se não iam conversar. Lisa respondeu, chateada: — Não sei se quero conversar com você, filha. Já não sei mais o que faço pra ser uma boa mãe. Nada nunca tá bom. Não posso te repreender sobre o que é certo ou errado, você não respeita, sabe, Kaori. Eu sou sua mãe, não sou amiga. O que acontece entre seu pai e eu não é da sua conta. Eu me sinto esgotada… é difícil levantar da cama sabendo o que me aguarda todos os dias. Eu tinha uma vida perfeita e vi tudo desaparecer. Minha própria filha zomba de mim e joga na minha cara que eu amo um homem que me abandonou por alguém melhor. Você acha que eu escolhi isso? Você só tem 20 anos, não sabe nada da vida ainda. Na sua idade eu já tinha dois filhos. Você tomou um susto da vida, ganhou uma nova oportunidade, e eu me pergunto se isso vai servir de lição. Você é nova, bonita, tem a vida inteira pela frente… pra que foi ficar com alguém que não te queria de verdade? Como posso ser a favor disso? Tá todo mundo falando m*l de você. Agora pode não se lembrar, mas antes, pelo que sei e vejo, foram meses vivendo assim. Tá aí as consequências.
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