Capítulo 30
Ele perguntou se ela ia contar o que aconteceu com o braço. Ela disse que sim, mas não ali. Ele deu um beijo no rosto dela, cheirou o pescoço. Ela perguntou como foi a noite dele. Ele respondeu que quase não dormiu. A moça que ele estava dançando na noite anterior saiu de pijama pra fora bem nessa hora, perguntou onde estava o carregador. Ele se afastou da Kaori e falou onde estava. Na cabeça dela, aquilo já foi demonstração de que estava rolando algo entre os dois.
Ele foi pra dentro. Ela ficou sentada. Logo a Daia foi sentar junto, perguntou se ela estava melhor. Começaram a conversar um pouco. Ele estava arrumando algumas coisas, conversando com outras pessoas, e ela, séria, evitando olhar pra ele. A Daia foi preparar algumas coisas pro almoço e levou a Kaori pra ajudar.
O sol já estava esquentando e o pessoal queria entrar na piscina. Os meninos foram primeiro, fazendo bagunça. A ficante do Maicon entrou pra se trocar e saiu de biquíni e shorts. A Ivone estava na cozinha ajudando, falando que ia se torrar toda no sol o dia todo. A Daia também estava animada.
Quando a Kaori disse que não ia entrar, elas ficaram surpresas. Ela disse que tinha receio, um pouco de medo da água, e que estava naqueles dias. O Rui entrou, parou na cozinha, começou a conversar com a Ivone sobre o almoço. Ele perguntou se a Kaori ia entrar. Ela disse que não. Ele ficou na cozinha um pouco, pegou ela distraída e colocou de cabeça pra baixo nos ombros dele. Ela começou a falar brava pra ele parar e colocar ela no chão. Ele respondeu indo em direção à piscina:
— Suas mãos são tão pequenas que seus tapas fazem cócegas. Aé, vai fazer o quê? Você sabe nadar?
Ela ficou muito brava e, ao invés de pedir pra ele não fazer, falou:
— Vai, faz isso e nunca mais você vai precisar olhar na minha cara, idiot4!
Ele soltou ela no chão e falou que ela devia confiar mais nele, porque ele nunca iria forçar ela a fazer qualquer coisa que não quisesse. Ela respondeu brava e chateada que não gostava daquele tipo de brincadeira. Ele prendeu ela com um abraço e começou a falar que não podiam brigar. Ela disse que não queria papo com ele. Ele respondeu:
— Te trouxe aqui pra dançar, você tá me devendo isso faz tempo, não é?
Ela disse que não. Ele respondeu:
— Eu poderia pedir um beijo pra te soltar, mas como sei que você não gosta disso… dança comigo, princesa?
Ela disse que não queria e pediu pra ele soltar ela. Ele soltou e falou brincando que o jogo ia virar e ela ia se arrepender por desprezar as boas intenções dele daquele jeito. Ela sorriu e respondeu:
— Tadinho, até parece que tem sentimentos. Depois a gente dança.
Ele foi andando atrás, irritando ela. Foram pra perto da cozinha, junto da Lisa e do tio dele. Na primeira oportunidade, ele foi abraçar, pegar na Kaori, ficou mais próximo, conversando, servindo ela o tempo todo, mas sem beijo na boca. Algumas vezes ele beijou o rosto e ela deixou, sem corresponder muito bem, se fazendo de difícil.
O Bernardo chegou com a mãe dele. As duas conversaram bastante. A Lidiane era super da paz e não incomodava em nada, nem tinha ciúmes do Rui. Já aquela moça que havia dormido lá estava de biquíni, lindíssima, com um corpão bonito à mostra, brincando com o Maicon e o Rui. Ela era prima deles, solteira e cheia de graça.
Quando o Bernardo chegou, o Rui entrou na piscina pra brincar com ele. Começaram a subir nas costas dos meninos, brincando na piscina, e a Kaori ficou de olho, incomodada, com dor de cotovelo. Ela estava séria. A Lisa perguntou se ela estava com ciúmes. Ela respondeu:
— Ciúmes do quê, mãe? A gente não tem nada.
A Lisa respondeu rindo:
— Tá bom então. Mas veja bem, eles são primos. Você pode ficar de cara feia deixando ele sem entender o motivo, ou pode ser gentil com ele, assim como ele está sendo com você desde que chegamos. Mostra pra ela que você se garante. Não seja boba.
A Lisa nem imaginava o tanto de coisas que estava acontecendo. A Kaori respondeu irônica:
— Até parece que vou fazer papel de trouxa desesperada por causa de alguém como ele.
A Ivone se aproximou das duas. A Lisa falou debochando:
— Não é, Ivone, que quem desdenha quer comprar?!
A Ivone concordou e chamou elas pra tirar comida. A Lidiane estava saindo pra comprar bebidas com o namorado. Pediu pra Ivone dar comida pro Be. A Lisa tirou comida pra ela e foi sentar com o novo pretendente. A Kaori falou pra Ivone:
— Você tá ocupada, né? Quer que eu faça o prato do Be?
A Ivone disse que seria muita gentileza dela e foi falando quanto era pra pôr. A Kaori deixou o prato na mesa e foi na piscina chamar ele. Abaixou e falou:
— Be, gatinho, coloquei comida pra você. Sua mãe pediu pra você almoçar agora pra poder brincar a tarde toda na água.
Ele disse que ia sair porque depois iam jogar bola, fazer várias coisas muito legais. Ele foi saindo e ela ajudou, pegou a toalha dele que estava ali perto. O Rui estava perto e falou:
— E eu? Não mereço um prato também?
A Daia respondeu:
— Você não. Mas eu sou gestante, eu sou preferencial.
A Kaori riu e perguntou pra Daia o que ela queria. Ela disse que só macarrão, bastante. Enquanto a Kaori foi pegar, ela saiu da piscina, sentou com o Bernardo numa mesa perto da piscina. A Kaori serviu, levou refrigerante pros dois, porque não queriam que o pessoal da piscina molhasse a área de azulejos. O Rui continuou na piscina.
A Kaori fez um prato pra ele com a ajuda da Ivone e levou pra mesa. Sentou e falou:
— Rui, vem comer!
Ele respondeu surpreso:
— Não acredito que você fez um prato pra mim.