Capítulo 76

2110 Words
Capítulo 34 Ela se aproximou, deu um beijinho de nada. Ele perguntou se estava tudo bem, ela disse que sim e que provavelmente não iam mais se encontrar por alguns dias, porque ela ia trabalhar direto. Ele ficou achando ela diferente, menos empolgada até no toque. Não fez sentido algum, mas ele concluiu que ela estava só passando m*l. Se despediram, ele foi embora. Ela já mandou mensagem falando que estava indo dormir. Ele respondeu e disse que, se ela ficasse muito m*l, era pra ligar, que se quisesse ele ia lá ou levar ela no hospital. No decorrer da semana, eles conversaram algumas vezes. Os horários não batiam muito bem, mas mesmo atrasados um respondia o outro. Ela ficou estranha com todos a semana toda. Começou a conversar mais com a Bibi, com a Joyce, com o Miyuki, e até com o Daniel. Ela deu a oportunidade que ele pediu de deixar ele se aproximar, mesmo que distante. Ela estava dando todo o dinheiro do restaurante para a Lisa pagar as contas. Ela ganhava R$ 100,00 no dia, entrando logo após sair do mercado. Elas estavam querendo quitar o carro. A Lisa só aceitou porque precisava e porque era uma forma da Kaori pensar em tudo pra ser mais responsável também. Na sexta-feira, bem cedo, o Rui mandou uma mensagem pra ela: “Bom dia, hoje é sexta-feira, bora dar uma volta depois que você sair do restaurante?” Ela disse que ia depender do horário que fechasse lá. Ele falou pra ela levar uma troca de roupa bem bonita. Ela perguntou o que era bonito pra ele. Ele respondeu: “Algo difícil de tirar. Tenho uma surpresa pra você, mas você nem é curiosa, né? Vai ficar de boa o dia todo até chegar a grande hora.” Ela deu risada e falou que ia acabar esquecendo até de dar uma resposta pra ele. Ela levou uma calça jeans e um body verde militar de alcinha. Quando o restaurante estava fechando, a Ivone comentou com a Lisa que tinham perguntado se já tinham fechado. A Kaori deu risada e falou: — Quem será essa pessoa curiosa? Quando a Lisa soube que os dois tinham combinado de sair, ela liberou a Kaori e ficou fechando o caixa ela mesma. A Kaori foi correndo tomar banho e se trocar. Deixou o celular de canto e não viu várias mensagens do Daniel chegando. Ele queria muito ver ela e ela, no dia anterior, tinha dito que ia pensar. Ela se vestiu, colocou tênis, passou maquiagem, colocou até relógio, brinco e anel. Se arrumou toda achando que ia a alguma festa. Saiu por dentro do restaurante, passou na cozinha se despedindo de todo mundo, parou pra falar com a Lisa e disse que ia avisar caso fosse chegar tarde. Ela saiu na calçada e já viu o Rui esperando. Sorriu, foi até ele, deu um abraço e um beijo na boca. Enquanto ela colocava o capacete, o Daniel saiu com o carro cantando pneu, chamou a atenção de todos ali fora. O Rui viu e perguntou o que aquele cara estava fazendo lá. Ela disse que não fazia ideia. Ele perguntou se aquilo era frequente, se o Daniel estava enchendo o saco dela. Ela disse que nem tinha visto mais ele e perguntou por que do interrogatório. O Rui disse que era só curiosidade e preocupação. Ele levou ela para o bairro deles. Ela perguntou qual era a surpresa. Ele disse que iam fazer uma coisa nova e que ela não parecia estar vestida a caráter. Ela disse que podia ficar de uniforme se ele achasse melhor. Eles foram para a casa de festas que costumavam alugar. Ela perguntou o que iam fazer lá, sem entender. Estava tudo quieto, não tinha ninguém lá. Ele desceu, abriu o portão pra guardar a moto. Ela falou: — Rui, é sério, por que você me trouxe aqui? A gente podia ter ido no motel, que é bem mais reservado e adequado. Ele guardou a moto e falou: — Quem disse que eu quero fazer algo com você, doida? Você nem espera nada e já vai colocando defeito! Ela disse que não era defeito, que foi só uma observação. Ele tirou a mochila dela e falou sério que ela devia se desculpar. Ela respondeu afrontosa: — Não fiz nada pra precisar me desculpar. Ele jogou ela nas costas e falou, indo em direção à piscina: — Ahhh, não vai se desculpar? Tem certeza? Ela começou a rir, falando que ele não era louco. Chegando mais perto da piscina, ela começou a pedir por favor pra ele soltar ela. Ele colocou ela no chão e falou, indo em direção à cozinha: — Você tá com sorte hoje. Vou te dar uns minutinhos pra tirar sua roupa sozinha! Ela disse que não ia tirar nada. Ele acendeu as luzes da piscina, voltou com duas cervejas, pediu um beijo. Ela deu e perguntou por que ali e se ia chegar mais alguém. Ele disse que queria nadar com ela pra descobrir se ela gostava de água e se virava sereia. Ela disse, rindo, que era só uma simples p*****a mesmo. Eles estavam de pé, um em frente ao outro. Ele sorriu e pediu pra ela ir olhar a mesa que ele preparou em dez minutos. Na mesa tinha amendoim, salgadinhos, chocolate e doces que ela gostava. Ela estava bebendo a cerveja, olhou tudo e falou, debochando: — Tá ótimo, mas acho que em cinco minutos você já tinha feito tudo gostoso. Vem aqui me ajudar a tirar tudo isso?! Ele sorriu, entendeu o trocadilho, se aproximou por trás beijando o pescoço dela, segurando pela cintura. Ela estava bebendo, esticou o braço e falou: — O relógio. Ele foi beijando o braço dela e tirou carinhosamente. Ela falou: — Os anéis. Ele tirou um de cada vez, beijando as mãos dela. Ela se virou de frente, deu a cerveja pra ele. Enquanto ele bebia, ela foi acariciando as costas dele por baixo da camiseta, beijando o pescoço dele. Falou que era a vez dele. Se beijaram, ele tirou a camiseta. Em seguida, tirou o tênis dos dois. Ele foi passando a mão nela, puxando pela cintura, apertando tudo enquanto se beijavam. Ela estava gostando dos amassos, mas ele só estava verificando os bolsos dela. Ele abriu a própria calça, tentou abrir a dela, tentou puxar o body, que não saiu porque não era uma blusinha. Ele falou entre os beijos, tirando a calça dele: — Você levou a sério isso de colocar algo difícil de tirar. Ela riu, tirando a calça, disse que não sabia ainda se queria tirar o resto. Ele respondeu, pegando ela no colo: — Então vai com roupa mesmo, eu tentei. Ele foi rápido, jogou ela na piscina e pulou em seguida pra pegar. Ela ficou brava falando da roupa, mas começou a rir nos braços dele. Falou que aquilo podia traumatizar ela. Ele respondeu, rindo: — Não comigo. Tô aqui pra cuidar de você. Se for preciso, eu te afogo mais vezes pra tirar qualquer trauma. Ela respondeu, se aproximando pra beijar: — Você é um palhaço, sabia? Ele disse que irritar ela era mais excit4nte do que tr4nsar. Ela respondeu: — Aééé? Então não vou fazer mais nada com você, e olha que eu tava com muita vontade. Ele respondeu, rindo: — A coisa nova que eu queria fazer com você não era nadar, mas era na piscina mesmo. Só pra gente saber se você gosta… Ela respondeu com um beijo. Logo saiu da água pra pegar a cerveja. Ficou de calcinha e sutiã, voltou pra água, ficou bem próxima, abraçada. Ele foi sentar na parte rasa, com ela no colo. Estavam bebendo, conversando, beijando. Ele começou a tentar algo, dando investidas mais ousadas. Ela chamou ele pra ir ficar na cadeira da beirada da piscina. Foi pegar outra cerveja, voltou bebendo. Ele sentou e ela sentou no colo dele, de frente. Os dois estavam se pegando, excit4dos. Ele levantou pra pegar a cam1sinha e viu o celular dela tocando em cima da mesa. Era o Daniel. O Rui falou que estavam ligando pra ela. Ela disse que era pra deixar lá, tirou o sutiã rindo, perguntou se ele ia demorar. Ele respondeu, voltando pra perto dela: — Mas eu nem falei quem é ainda. Ela disse que, pela cara dele, já imaginava. Pediu pra ele não cortar o clima dos dois. Voltaram pras preliminares. Ela estava mais ansiosa que ele. Foi tentando colocar a cam1sinha. Ele ajudou, pediu pra ela não fazer o que fez da última vez, acelerando ele. Ela respondeu, rindo, se arrumando em cima dele, que não tinha culpa, que era gulosa mesmo. Ele estava um pouco diferente, parecia bravo, irritado. Disse que ela não estava fazendo sozinha e que ele gostava de aproveitar um pouco mais. Ela parou de se mexer, disse sem jeito: — Tá bom… vamos com calma. Quer trocar a posição? Como você prefere? Ele disse que não precisava, a beijou. O clima já não foi o mesmo. Ela ficou diferente, mais travada, deixando só ele comandar os movimentos. Parou de beijar, deu o pescoço pra ele beijar. Ele falou: — O que foi? Ela respondeu que nada. Ele perguntou, confrontando, se ela já estava brava. Ela falou que não. Ele disse, parado, só fazendo carinho nela: — Então não vamos estragar a nossa noite. Só pedi pra você não ficar acelerando as coisas! Ela falou, chateada: — Tá bom, vou fazer isso. Você sabe que eu não tenho experiência, então vai me falando… como é melhor. Ela o beijou sutilmente. Ele falou, irônico: — Vai… faz do jeito que quiser. Pode me sacanear. Eu tô cada vez gostando mais de estar com você mesmo. Me beija! Ela começou a rir, começou com graça, deixando ele mais exc1tado. Ele disse, segurando ela: — Agora sim! Você é demais, sabia?! Ela parou com a agitação, ficou beijando um pouco, logo fez o que ele pediu. Movimentos mais lentos, combinados com beijos demorados. Os dois g0zaram juntos, em sintonia. Ele falou, debochado: — Tá vendo? Nem doeu! Ela falou, rindo: — É… foi bem gostoso assim. Ele disse que ia tomar banho, chamou ela e entrou. Ela correu pegar o celular e, na distração, não viu que ele estava olhando pela janela do banheiro. Quando ela entrou, ele perguntou por que ela demorou. Ela disse que estava separando uma roupa pra vestir. Ele respondeu: — Você tá saindo com mais alguém? Ela disse que não e foi dar um beijo. Ele se esquivou e falou: — Não vou ficar bravo, a gente nem tem nada. Só quero a verdade, Kaori! Ela não gostou e respondeu, brava: — Já falei que não, Rui. Muito legal você querer arrumar briga depois de tr4nsar. Ele disse que não estava brigando, que só estava conversando. Ela ficou quieta, saiu do banheiro, foi se trocar. Ele foi logo atrás, se vestiu. Foram pegando as coisas e guardando. Ambos ficaram quietos, sérios. Antes de ir embora, ele disse que só tinha feito uma pergunta comum naquelas circunstâncias. Ela disse que não tinha entendido, perguntou quais circunstâncias. Ele respondeu que era só modo de falar, porque ele não se envolvia com duas pessoas ao mesmo tempo, porque não achava legal. Ela respondeu, brava: — Isso não vai dar certo. Você fala que não quer nada comigo sempre e tá me culpando por algo que nem fiz, cobrando exclusividade? Ele já estava tirando a moto. Quando chegaram na casa dela, ele falou que não estava cobrando nada além da verdade, porque estava difícil entender por que sempre tinha algum homem atrás dela, cercando, e ela mentindo na cara dele. Ela respondeu: — Você tá sendo muito bab4ca. Não vai dar certo. Você fala do desapego, mas não sabe praticar. E eu não sou idiot4, tenho certeza que você dormiu com a sua prima no dia do aniversário, porque ela tava te mandando mensagem de madrugada quando você dormiu em casa. Ele não gostou, perguntou se ela tinha mexido no celular dele. Ela disse que não e que, pra quem era inocente, ele estava bem nervoso. Ele respondeu: — Eu não sou otári0. Tem tanta coisa acontecendo e eu te dando oportunidade de chegar e me contar. Se você tem tantos amigos assim, não vai precisar de mais um. Pra mim, já deu. Ela disse que realmente não precisava ser amiga dele, porque ele era muito melhor na cama do que fora dela. Ele ficou muito bravo e foi embora sem falar nada. Ela ficou super irritada, entrou e descarregou toda a raiva do Rui no Daniel.
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