Capítulo 132

1054 Words
Capítulo 90 Ele ligou assim que ela respondeu, perguntou se estava tudo bem. Ela respondeu desanimada: — Oi, aham… e você? Ele falou que a voz dela não parecia de quem estava bem, perguntou se ela estava brava porque não estava respondendo ele direito. Ela disse que estava pegando as coisas pra ir embora e que estava cansada. Ele perguntou se ela tinha se decidido sobre ir pra casa dele. Ela respondeu: — Não vou conseguir ir. Eu tô saindo aqui e vou tentar pegar o ônibus, preciso desligar, não posso ir pra lá falando no celular, é perigoso. Quer falar algo importante? Você já vai dormir, né?! Ele respondeu, chateado: — Não, nada demais. Tô deitado, quase dormindo mesmo, só queria conversar com você um pouco. Ela disse que ia desligar, deu boa noite. Se despediram sem muita melação. Ele falou que ia dormir. Ela demorou um pouco pra sair. A Ivone estava se trocando, perguntou se ela não ia mesmo. Ela disse que não, porque nem tinha levado roupa. Ficou chateada depois da ligação. Se despediu do pessoal e foi saindo pelos fundos. Quando ela chegou na calçada, viu a Tati abraçada com o Maicon, encostada no carro, e o Rui junto. Ela se aproximou, falou oi só para o casal, cumprimentou a Tati com beijo no rosto e não olhou para o Rui, mesmo estando bem perto. A Tati falou, animada: — Você vai com a gente? Diz que sim! A Kaori respondeu: — Não vou, tô cansada e nem trouxe roupa. Vou perder o ônibus. Vamos fazer algo amanhã, só nós duas?! A Tati disse que sim, se afastou do Maicon, falando que ia acompanhar ela até o ponto de ônibus. Foram caminhando juntas. Ela perguntou se estava tudo bem. A Kaori respondeu, chateada: — Não, tudo na mesma, uma grande merda. Acho que ele tem alguém, tenho certeza! Ele disse que quer conversar pessoalmente de qualquer jeito esse fim de semana. Não quero ir, tô com medo. A Tati respondeu, surpresa: — Medo do quê? O que ele disse que te fez pensar que tem outra? O ônibus estava chegando. A Kaori respondeu: — Amanhã a gente conversa melhor. Me liga quando você acordar e a gente se encontra?! Você me conta suas novidades, sua carinha tá melhor. Elas se abraçaram para se despedir. A Tati falou: — Fica bem, tá?! Ele não merece isso! Com os olhos cheios de lágrimas, a Kaori sorriu e respondeu: — Eles nunca merecem! Ela limpou as lágrimas, subiu no ônibus e foi embora. Ficou olhando o visto por último do William e ele entrou online, mesmo falando que ia dormir. A Tati mandou mensagem perguntando se ela queria ir no centro com ela de manhã. Ela disse que queria, mas que estava tentando ir trabalhar mais cedo pra conseguir sair 19h, 20h, pra conseguir ir ver o William. Elas marcaram de se verem de manhã. A Kaori falou, chorando por áudio: — Com certeza ele quer terminar de vez, me disse que ia dormir e entrou online. Desculpa ficar te falando as mesmas coisas… é que eu não tenho com quem conversar. A Bibi tá cansada já disso tudo! Ela tá de cabeça cheia com os problemas dela. A Tati foi gentil com ela, disse que iriam conversar melhor quando se encontrassem. No dia seguinte, a Kaori conseguiu ir trabalhar cedo pra sair bem antes do horário de sempre. Ela desmarcou com a Tati. O William mandou bom dia, ela respondeu sem puxar muito assunto. Depois, ela saiu do trabalho no meio da tarde, foi pra casa se arrumar e foi pra cidade dele de surpresa, sem avisar nada. Ficou pensando em pegar ele fazendo coisa errada. Chegando na casa dele, ele não estava lá. O irmão dele deixou ela entrar, falou que ele estava lá perto, na casa de um amigo. Ela mandou uma mensagem: “Onde você tá? Tô na sua casa!” Ele disse que tinha ido correr e que já ia pra lá. Chegou em 10 minutos, ficou surpreso com ela lá. Falou oi, disse que ia tomar banho. Ele estava muito suado por estar correndo. Não teve beijo nem abraço. Ela estava sentada na cama, séria, ainda usando a aliança. Ele também estava usando, foi a primeira coisa que ela reparou. Ele foi para o banheiro e deixou o celular enrolado nos fones de ouvido em cima da cômoda. Ela correu espiar na porta, ouviu ele entrando no banho e foi pegar o celular para mexer. Eles não tinham o hábito de ficar fuçando, mas ela estava muito desconfiada. No w******p dele não tinha nada errado, aparentemente. Nas redes sociais também não. Quando ela estava olhando todas as ligações, chegou notificação de mensagem no celular dela e no dele ao mesmo tempo. Ela puxou a barra de notificações e viu a Lisa falando que não ia pra casa, perguntando se estava tudo bem. Ele havia clonado o w******p dela e estava vendo tudo. Ela abriu, viu tudo, ficou perplexa, indignada. Ele entrou no quarto, enrolado na toalha, se aproximou para beijar. Ela mostrou o celular e falou, muito séria: — O que é isso, William? Ele se assustou, mas falou atacando: — Seu w******p. Você tem alguma coisa pra esconder? Tá com medo do quê? Ela respondeu, irônica: — Muito bem dito: MEU w******p. Por que tá conectado no seu celular, William? Eu quero uma explicação! Ele perguntou por que o Rui estava pedindo desculpas por mensagem no outro dia. Ela disse que não era certo aquilo, perguntou por que ele estava invadindo a privacidade dela daquele jeito. Ele começou a falar que não confiava nela, porque ela tinha mentido e muito. Perguntou como ela teve coragem de levar ele na casa do Rui, fazendo ele de i****a, com todos sabendo de tudo o que aconteceu entre os dois e só ele lá, sem nem imaginar, sendo i****a. Ela respondeu: — O passado é passado, caramba! Eu nunca falei que era virgem, nunca fiz nada errado enquanto estava com você. Se você queria saber qualquer coisa, viesse perguntar pra mim. Esses últimos dias foram um verdadeiro inferno. Você não faz ideia de como eu me senti, do quanto tô triste, chorando por você. Por que fez isso comigo? Eu nunca te dei motivo pra desconfiar de mim.
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