Capítulo 150

975 Words
Capítulo 108 Elas não puderam conversar muito. A Kaori disse que não ia fazer nada com ele, por mais que quisesse muito. Ainda ressaltou que a Lisa não podia saber de nada, de jeito nenhum. O Carlos ligou pra ela várias vezes de noite. Ele tinha dado um jeito e queria ir ver ela. Cedo, ela mandou bom dia, falou que estava em casa à noite. Ele pediu uma chance pra compensar ela pela noite anterior. Ela disse que ia ver se dava. O Rui mandou mensagem à tarde, perguntando se ela queria ir ver um filme na casa dele. Ela respondeu que preferia não ir lá e que talvez fosse sair. Ele respondeu: “Posso ir na sua casa se você quiser” “Queria conversar” “Posso ir te buscar?” Ela perguntou conversar sobre o quê. Ele disse que não estava bem, cabeça cheia. Ela respondeu que mandava mensagem perto da hora de sair pra falar se ia ou não. Ela não levou em conta o que ele disse sobre não estar bem, achando que era desculpa. Também, envergonhada pela noite anterior, preferiu não aceitar o convite. Depois do trabalho, ela foi a um barzinho com uma colega do restaurante que namorava. Ela mandou mensagem pra ele, falando que ia sair com amigos. Ele respondeu: “Blz” Ela perguntou por que ele não estava bem. Ele se ofereceu pra buscar ela depois, pra contar melhor pessoalmente. Ela perguntou se ele não queria ir lá no barzinho. Ele disse que não estava no clima e também ia trabalhar cedo no dia seguinte. Ela ficou dividida, louca pra ir embora com ele. Na dúvida, mandou mensagem para a Bibi, perguntando o que ela achava. Ela respondeu: “Eu não iria, mas você não é eu. Você sempre segue sua intuição de qualquer forma!” Ela decidiu ir embora. Avisou que ia estar em casa dali meia hora, pediu pra ele ir a pé e, assim que entrou, deixou o portão aberto. Ele chegou logo em seguida, foi entrando. Ela ficou parada na porta, esperando. Ele se aproximou, deu um beijinho na boca e um abraço, perguntou se tinha estragado a noite dela. Ela respondeu: — Não, eu não queria muito ir mesmo. Entra! Foram pra sala. Ela sentou perto, colocou as pernas em cima do colo dele. Ele começou a falar de um filme novo. Ela perguntou se era por causa do filme que ele não estava bem. Ele respondeu: — Não, mas eu já pensei sozinho, já resolvi. E você, tudo bem? Ela disse que estava ótima, só morrendo de saudade da Maria. No dia seguinte era folga dela e ela ia ficar com a bebê o dia todo. Ele respondeu: — Você sente vontade de ter filhos, né? Ela disse que sim. Ele perguntou se ela estava tomando remédio anticoncepcional. Ela respondeu: — Não, minha mãe ainda acha que a minha cabeça vai explodir se eu tomar. Ele sorriu e falou: — Você é engraçada. Por isso não rolou nada ontem? Ela balançou a cabeça que não. Ele perguntou por quê então, o que aconteceu, se estava tudo indo bem. Ela respondeu séria: — Você só veio aqui pra terminar o que começou ontem? Ele disse que não, que só queria entender. Ela disse que não estava afim, que nem todas as mulheres eram tão loucas por ele pra não conseguirem dizer não. Ele sorriu com ironia, concordou. Ela falou, pra provocar: — Acho que eu não caio mais nos seus encantos. Eu te disse, não sou mais a mesma. Tá perdendo seu tempo atrás de mim! Ele disse que não ligava, deu um beijo no rosto dela. Eles não estavam se agarrando, só estavam próximos, assistindo. Ele estava calado, não tentou beijar em momento algum. Ela não gostava muito de assistir, logo se deitou no sofá de qualquer jeito. Ele perguntou se ela queria ir deitar na cama. Ela respondeu: — Não sei, você vai ficar? Igual ontem? Ele respondeu: — Igual ontem?! Eu adorei ontem! Ela sorriu, disse que não gostava de dormir sozinha, ficar sozinha, que não queria se aproveitar dele, mas que era difícil estar sempre sem ninguém em casa. Ele disse que podia imaginar, que também não queria ficar sozinho. Foram deitar no quarto. Ela colocou pijama, se trocou na frente dele, mas ele m*l olhou pra ela. Quando deitaram, acabaram ficando, só rolaram beijos. Ele pediu desculpas por ter ficado pedindo pra ver ela, pra chegar na hora e nem ser legal. Ela respondeu, abraçando ele: — Não precisa se desculpar, eu escolhi vir ficar com você, tá tudo certo. Sem frescuras, lembra do nosso acordo? Tô vendo que você tá chateado, quando você quiser me fala o que aconteceu. Ele disse que não respeitou o acordo deles por várias vezes, que tinha muitas coisas que devia ter dito, mas que não disse. Ela respondeu: — Não importa, agora já foi. Nada que você fale vai mudar nosso passado! Eu já aprendi não ficar remoendo nada, me martirizando. Não resolve, a gente só cria angústias de coisas já vividas! Ele disse que não devia ter falado que se arrependia de tudo, porque não era verdade, que ele só se arrependia das escolhas que os afastaram. A Daia havia contado pra ele que a Kaori ficou super chateada com o comentário dele durante uma discussão que tiveram. Ele continuou falando que, na época, não era pra ser, mas que quis aquele filho que perderam, ressaltou que ela não perdeu sozinha. Eles estavam no escuro, abraçados. Ela ficou quieta, ouvindo tudo, fazendo carinho, mexendo no cabelo dele. Ele deu boa noite. Ela respondeu com um beijo e foram dormir. Era impossível não ficar mexida, mas as coisas que ele falava também mostravam muita culpa, arrependimento, trazendo as mágoas de volta, porque quem mais sofreu foi ela.
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