Capítulo 173

926 Words
Capítulo 131 Ela respondeu sonolenta: — Eu amo a forma que tudo flui naturalmente entre nós, adoro seu beijo, seu cheiro, me sinto segura quando deito daquele jeito com você, às vezes não tô me sentindo bem e aí tudo para, é só nós dois, no nosso mundinho. Ele respondeu fazendo carinho, quase dormindo: — Eu gosto de como você fica pequena quando deita em cima de mim. Gosto de tudo com você amor! Te amo princesa. No dia seguinte ele levantou, tomou banho, todos estavam dormindo ainda. Os dois foram pra casa dela bem cedo. Quando ela saiu do banho, Lisa estava levantando reclamando de fome, deu bom dia e perguntou se ela tinha dormido lá. Ela respondeu: — Bom dia mãe. Não, acabei de chegar, dormi no Rui. Quer que eu vá na padaria? Ela disse que não ia recusar. Kaori foi para o quarto se trocar, falou para Rui que iam na padaria pra agradar a grávida da casa. Ele respondeu: — Você sempre quer agradar todo mundo né?! Fico feliz de ver você de boa com a sua mãe. Ela disse que antes do acidente não era muito assim, que ter convivido com várias pessoas prestativas e legais mudou a forma dela ver as coisas. Comentou que tinha um pouco de inveja de quem tinha família unida como a dele. Ele respondeu surpreso que aquela família também era dela, mesmo antes de ficarem juntos. Ela anotou tudo o que Lisa queria. Hugo logo levantou, conversaram rapidinho e os dois foram na padaria. A moto estava na casa dele, passaram lá para pegar. Ele comentou que o Maicon estava querendo trocar o carro dele na moto da Daia. Ela perguntou se os valores compensavam. Ele respondeu rindo: — Depende, ele queria trocar comigo também, mas não compensa, porque ele não tem o dinheiro pra me voltar a diferença e carro gasta mais que moto. O carro dele vale uns 10 no máximo! Ela perguntou quanto valia a moto dele. Ele respondeu que quatro vezes o carro do Maicon mais ou menos. Ela falou surpresa: — 40 mil?! Ele disse que por ter financiado até mais, fora o dinheiro do seguro. Ela não fazia ideia e disse que ele era corajoso. Ele respondeu rindo: — Corajoso não, apaixonado! Demorei muito pra conquistar essa moto, só eu sei o quanto foi difícil. Nem consigo acreditar que tá acabando, até o meio do ano já quitei! Ela disse que não podia julgar muito, porque quando gostava de algo, mesmo que caro, não pensava duas vezes antes de comprar. Foram na padaria. Ele comprou algumas coisas, pagou o que ela pegou pra si mesma. Quando estavam na calçada ele disse que precisavam ir na farmácia. Ela respondeu: — Pra quê? Tá com dor de cabeça de novo? Ele respondeu rindo, cheio de graça: — Não vou comprar remédio. Minha mãe tá indo trabalhar daqui a pouco, meu irmão tá na casa da Tati, a gente tem um tempo pra aproveitar a casa até você ir trabalhar! Ela respondeu que achava uma ótima ideia. Na farmácia foi até constrangedor comprar vários pacotes de camisinha. Ela falou quando saíram que os dias estavam contados pra poder parar de usar. Ele respondeu debochado: — Por quê? Eu gosto tanto! Ela lembrou ele de que ia colocar o DIU em breve. Ele fez algumas perguntas, questionou se era mesmo tão bom. Ela respondeu: — Parece ser, não podemos abusar da sorte né, na única vez que rolou sem proteção já deu tudo errado. E olha que estourou, a gente nem ia se arriscar daquela forma! Ele disse que realmente não podiam correr o risco daquilo se repetir, que não era a hora. Ela respondeu irônica: — Pra quem nem quer ter filho nunca vai ser hora né Rui. Quando eu colocar ainda vamos usar um tempo, esperar o retorno no médico, fazer tudo certo! Ele disse que eles nunca nem tinham sentado pra conversar sobre filhos, que m*l tinham começado a namorar. Ele se sentiu atacado de certa forma. Ela respondeu: — Eu sei que a gente acabou de voltar, ninguém melhor do que eu sabe disso, mesmo que no inconsciente esperei muito pra isso acontecer. Foram pra casa dela só entregar as coisas. Lisa pediu pra ela ficar um pouco pra conversar sobre algumas coisas importantes. Sentaram os quatro na mesa pra comer. Lisa começou a falar que o dono da casa tinha avisado que ia colocar a casa à venda. Ele não tinha pedido pra saírem ainda, só estava adiantando a novidade pra elas terem tempo de procurar outro lugar. Kaori respondeu: — Era só o que me faltava, nossa justo agora?! Meu pai e a Joyce fizeram uma proposta pra eu cuidar do Victor, de segunda a sexta-feira das 8:00 às 17:00. Eles não vão pagar muito, mas eu ia conseguir me organizar melhor, voltar a estudar. Eu ia até perguntar o que você achava, mas agora posso esquecer, preciso ganhar mais pra me manter! Lisa disse que ela tinha a opção de ir morar com ela, mas que com certeza não ia querer ir pra longe de Rui. Ele entrou na conversa falando que ia ajudar ela financeiramente. Ela já disse que não, porque sabia que as coisas já estavam difíceis o bastante pra ele. Hugo perguntou por quê. Ela respondeu encarando Rui: — Ele quer trancar a faculdade de novo, falem pra ele que isso não é uma boa ideia! Já tá acabando, tenho certeza que daqui um ano você vai se arrepender se fizer isso.
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