Capítulo 181

1800 Words
Capítulo 139 Os dois foram embora pra casa dela. O amigo dele ligou quando estavam entrando, queria saber se os dois iam no passeio. Ele disse que sim, que era pra ele mandar mensagem com a hora e o ponto de encontro. Ela perguntou se era longe. Ele disse que uma hora mais ou menos. Ela ficou ansiosa, seria o primeiro passeio longo dos dois de moto. Já começou a escolher roupa, ver o que ia levar. Iam ir e voltar no mesmo dia. Ele perguntou se ela não queria ir na casa dele. Queria ver umas anotações sobre as contas. Com preguiça, ela disse que depois iam. Deu um caderno e uma caneta pra ele. Começaram a falar de dinheiro. Ele disse que o Hugo ofereceu emprestado pra ele quitar a moto. Ele tinha uma parte guardada, nem ia precisar pegar muito. O problema era a parcela da faculdade nos dois próximos meses e os gastos extras com o Be. Ela disse que tinha dinheiro guardado, não muito, mas que ia dar para a Bibi pagar médico pra Maria. Ele disse que nem podia aceitar. Até riu quando ela falou a quantidade, era muito pouco. Ela respondeu: — Isso aí, vai rindo. Quando a minha poupança tiver cheia vou comer muito lanche e deixar você olhando. Eu só não tenho mais por causa da Bibi e do que passamos. Ele respondeu: — Eu não duvido de você. Quitando a moto consigo colocar tudo em ordem. Parece que ganhando mais me sobra menos. Ela comentou que futuramente podiam guardar um valor baixo juntos todo mês, pra viajarem em datas especiais. Ele achou uma ótima ideia. Ela disse que teria o salário todo pra ela se fosse morar com os pais. Ele respondeu pra ela ir e aproveitar enquanto podia. Começaram a falar de planos futuros, comprar casa, carro, estudar. Ela falou irônica: — Quando eu estiver na faculdade você vai me ajudar né? Eu te espero chegar super tarde todos os dias. Imagina eu estudando, o porre que vou ficar dormindo tarde e acordando cedo... Sexo só de fim de semana! Ele disse que podiam começar, que era domingo ainda. Ela fez algumas exigências, pediu pra tomar banho junto, massagem com direito a músicas românticas e até velas aromáticas afrodisíacas. Na hora do banho quase aconteceu sem proteção, foi por muito pouco. Ele que se segurou no último momento. Se dependesse dela tinha acontecido. Tiveram uma noite romântica e apaixonada. Na segunda-feira, feriado, acordaram muito cedo. Foram encontrar o pessoal de moto no posto de gasolina. Lisa mandou bom dia como de costume. Kaori respondeu, mandou foto das motos e falou que ia fazer um passeio. Ela perguntou se estava tudo bem, disse que estava passando m*l, enjoada. Kaori disse que estava tudo ótimo e que avisava quando chegasse no local. Tinham alguns casais e a maioria era solteira. As meninas falaram oi para os dois. Já estavam saindo, ninguém nem ficou conversando muito. Correu tudo bem no trajeto. Quando chegaram perto foram a um posto para algumas meninas colocarem biquíni por baixo da roupa. Kaori já estava de biquíni, entrou por último só pra usar o banheiro. Quando chegou, ficaram quietas e ela ouviu uma falando: — Não sei, mas nem ligo. Pra mim essa daí não fede nem cheira, é muito burrinha. Ela teve a sensação de que estavam falando dela. A irmã do amigo do Rui se aproximou de Kaori, sorriu e perguntou se ela ia se trocar. Ela disse que já estava vestida por baixo e falou que elas não precisavam parar de conversar por causa dela. A menina respondeu sem jeito: — Não era nada. Vem tirar uma foto com a gente aqui. O banheiro ficou vago. Ela agradeceu e balançou a cabeça que não. Quando entrou ouviu que estavam cochichando e trocando sinais provavelmente. Ela saiu séria, foi lavar as mãos. Uma delas falou encarando ela pelo espelho: — Só sei que de onde sai uma mulher chorando nenhuma outra sai sorrindo. Vivendo e aprendendo. Eu só vim nesse passeio porque meu marido não parava de me encher o saco. Pra iludir homem fala qualquer coisa, promete casar, pede filho, jura amor quando tá virando os zóinho. Ela falou e logo saiu. Uma delas concordou e saiu logo atrás. Ficaram duas no banheiro. A menina falou que pra quem perdoava chifre por dinheiro, a fulana lá tava se achando demais. Kaori foi saindo quieta. Sabia que estavam dando indireta pra ela e ficou chateada. Tentou disfarçar, se aproximou do Rui. Ele a beijou e perguntou se ela queria comer alguma coisa. Ela disse que não. Ficaram abraçados até todo mundo estar pronto. Quando chegaram na cachoeira, a menina que puxou assunto no banheiro se aproximou dos dois. Ela era amiga do Rui há anos e o irmão dela estava mais perto também. O pessoal começou a tirar a roupa e foi entrando na água. As meninas ficaram de maiô e biquíni. Kaori ficou de shorts e com a parte de cima. Rui perguntou porque ela não ia tirar tudo também como as outras. Ela respondeu: — Elas já não gostam de mim, vão começar a procurar defeito e falar do meu corpo pras amigas delas. Eles estavam de canto guardando as coisas na mochila. Ele perguntou se tinham tratado ela m*l ou dito alguma coisa. Ela disse que não, mas que não era boba. Ele pediu pra ela ignorar e foi abrindo o shorts dela. Logo ele pulou na água e ela sentou sozinha em umas pedras. Ele chamou ela, falando que nem tinham cobras lá, não muitas. Fez a brincadeira por causa de um vídeo que tinha na internet de uma cobra caindo da cachoeira em cima de uma moça. Kaori entrou. Logo fizeram um comentário sobre ter sim uma cobra na água. Duas delas ficaram dando risadinha. O marido da moça que falou gritou que a cobra era ela mesma, que a mãe dela era uma sucuri e ela uma filhote ainda. Ele era muito da zoeira, falou brincando. Todos acharam graça, menos a esposa dele. Era de manhã ainda. Duas meninas ficaram mais próximas da Kaori. Na hora do almoço foram a um restaurante que tinha bem perto. Todos almoçaram juntos. Quando estavam saindo os homens ficaram para trás. As meninas perguntaram há quanto tempo os dois estavam juntos e elogiaram eles como casal. Kaori disse que tinham começado a namorar em janeiro. Aquela que estava provocando respondeu rindo: — Janeiro? Ataaa... e eu sou virgem. Séria, já de saco cheio, Kaori perguntou qual era o interesse dela em saber. Ela disse que nada, que ficou curiosa vendo os pombinhos. Kaori respondeu alterada: — Curiosa com o quê? Tá tão incomodada comigo né? Vai, fala aí. Tá curiosa? Bora matar sua curiosidade! Elas já ficaram todas tensas. A amiga do Rui meio que entrou no meio, pedindo pra outra parar. Ela respondeu: — Isso, fica defendendo. Todo mundo aqui sabe o que rolou. O que ele fez com a Renata foi papel de moleque. Você é a próxima, é só esperar. Quero ver ele chegar te pedindo um filho, jurando amor eterno como fez com ela. Só que você é mais burra, acha que vai ser diferente. Ele tá entretido porque é novinha, cheia de fogo. Não querer ficar com ela tudo bem, beleza, mas além de trair, largar ela sozinha com o B.O. de uma gravidez. Belo papel de homem. A menina gritou pra ela calar a boca em defesa dos dois. Disse que a Renata era bem louca, que estava inventando história querendo biscoito. Kaori sorriu e falou irônica: — Tá, e você foi lençol ou o quê pra eles? Tá com dó? Leva pra você! Os homens se aproximaram. A menina começou a falar pra Kaori não dar moral. Rui perguntou o que estava acontecendo sem entender. Kaori respondeu séria: — Vamos embora. Agora! Ela disse que ia se trocar no banheiro. Foi sozinha e se manteve sem chorar, só ficou muito séria. A amiga do Rui contou tudo pra ele. Na hora ele até falou uns desaforos pra moça. O marido dela brigou com ela na frente de todo mundo. Os amigos mais próximos do Rui falaram que iam embora com eles, que nem tinha mais clima pra ficar lá. Ele disse que não precisava, que Kaori só ia ficar irritada, mas que iam se entender porque ela sabia como a Renata era. Em dez minutos os dois estavam trocados pra ir. Ela saiu do banheiro muda. Ele tentou conversar. Ela só disse que queria ir embora logo. Foram sem conversar nada. No meio do caminho começou a chover. Ele perguntou se ela queria parar. Encostou em um restaurante de beira de estrada. Ele tirou o capacete já tentando conversar. Ela falou encarando ele nos olhos: — Você estava mentindo esse tempo todo? Como você pode fazer isso comigo? Ele disse que não mentiu, que não deu importância para as coisas que a Renata estava inventando. Garantiu que era mentira dela. Ela falou quase chorando: — Qual parte? Ele disse que ela nunca nem esteve grávida. Ela respondeu: — Você estava com ela depois do casamento ainda? Quando foi a última vez? Ele disse que em dezembro, que cedeu por causa da insistência. Foi só uma recaída à toa. Ela falou chorando: — Então pra ela você até pedia um filho e comigo se recusa a fazer qualquer coisa sem camisinha. Enche a boca pra falar pra todo mundo que não quer filhos, mas pra ela até pedia. Ela tratava m*l o seu filho e você aturava, passava pano. Agora vem dizer que não foi nada, que ela é louca. Se ela tá mentindo que tá grávida é porque vocês ficaram recentemente. Se não, ela já teria uma barriga bem grande pra exibir. Assim não dá. Você não parou com as mentiras. Fiquei igual i****a vendo aquelas meninas rindo de mim, jogando piada. Por que você não me contou? Ele pediu perdão. Disse que já soube logo que era mentira e que quis evitar aquelas comparações, porque nenhum relacionamento era igual ao outro. Ele se aproximou para abraçar ela, super chateado, quase chorando. Ela falou muito nervosa: — Não chega perto. Me dá um tempo, por favor. Ele disse que já era passado e que nunca ia deixar ninguém ficar falando nada pra ela por causa da Renata. Pediu pra não brigarem por causa dela. Ela respondeu: — Ninguém aqui tá brigando. Você só me decepcionou de novo e eu acreditei que seria sincero. Vamos embora! Foram na chuva mesmo e ela estava mais forte conforme iam andando. Cerca de 15 ou 20 minutos depois, o pneu da moto escorregou no óleo que tinha na pista, fazendo ele perder o controle e levando os dois ao chão.
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