Capítulo 55

1719 Words
Capítulo 13 Ele estava dizendo que ajudou cuidar dela, e que ela chorou muito igual a uma criançinha, a Lisa respondeu rindo: — Que bom que você cuidou do meu neném, Be, você já é um moço não é mesmo?! Ele disse que não muito, que tinha medo de dormir sozinho, a Kaori foi despertando ouvindo os dois, a Lisa falou: — Oi filha, o que aconteceu? Por que você não me ligou? Ela respondeu sentando, começou calçar o tênis: — Aí mãe, uma crise de enxaqueca. Eu esqueci minhas chaves na casa do meu pai, não foi nada demais. Por sorte o Rui me ajudou! Elas foram saindo, a Ivone estava na sala com o Rui, a Lisa agradeceu, disse que estava devendo uma para ele. Ele respondeu: — Não foi nada, ela tava muito m*l mesmo, fiquei até com medo. E aí, tá melhor, Kaori? Eles estavam de pé indo para o quintal, ela balançou a cabeça que sim, se aproximou, encostou a cabeça nele, ele a abraçou e ela respondeu: — Sim, muito obrigada. Desculpa por ter dado trabalho pra você! Perto dele ela ficava pequena. Ele disse que talvez tivesse dado um espetinho de gato vencido pra ela. Ela sorriu e respondeu: — Isso faz muito sentido! Se despediram, elas foram embora. A Lisa perguntou se tinha acontecido algo em especial pra desencadear aquele m*l-estar todo. A Kaori disse que não. A Lisa ficou dando atenção pra ela, vigiando ela no banho, fez comida, forçou ela comer mesmo contrariada, viu ela tomando os remédios um por um. As duas foram dormir na mesma cama. A Lisa tinha muito medo dela ter algum m*l súbito, uma convulsão talvez. Antes de dormir, a Kaori perguntou se a mãe se sentia incomodada de alguma forma com a Joyce, o bebê, e a nova vida do Juliano. Ela respondeu surpresa: — Não. Por que disso agora? Falaram alguma coisa de mim pra você? Ela disse que não era nada, só curiosidade à toa. No dia seguinte a Lisa, já cedo, estava falando um monte para o Juliano. Eles discutiram, ela estava no quintal gritando que precisava trabalhar em paz, que não estava pedindo nada além da obrigação dele. Quando ela desligou e entrou, já encontrou a Kaori sentada na sala. Ela perguntou o que estava acontecendo, e a Lisa disse que não queria deixar ela sozinha o dia todo. Ela respondeu: — Por quê? Eu sempre fico mesmo. Eu tô bem. Não quero ir pra casa do meu pai, prefiro ficar aqui. Ela disse que não queria saber, que não ia deixar ela sozinha. O Juliano começou a ligar, queria ir buscá-la. Ela disse que não queria ir, já ficou irritada, brigou com ele, reclamou de um para o outro, disse que ia ficar lá e que só sairia à força, carregada. A Lisa não teve opção, foi se arrumar pra ir trabalhar. A Kaori disse: — Eu vou chamar alguém pra vir aqui. A Bibi, o Rui, a Daia… A Lisa respondeu: — Você acha que eu não te conheço, não é? Tá bom, se quer ficar, fique. Mas por favor me atende se eu ligar e não mente pra mim, Kaori. Se sentir algo, qualquer coisa, me fala! Estamos combinadas? Ela resmungou que nem era pra tanto, que ia ficar lá muito bem como todos os outros dias. Enquanto a Lisa terminava de se arrumar, a Ivone chegou entrando. Começaram a falar de levar roupa pra sair direto do trabalho, a Lisa disse que não ia, que estava desanimada. A Ivone começou a falar que ela tinha que superar indo conhecer gente nova. A Kaori entrou na conversa, perguntou do Carlos. As duas se olharam como se estivessem escondendo algo. A Lisa disse: — A gente terminou. E eu não quero falar dele. A Kaori já estava suspeitando na verdade. Ela ficou sozinha em casa. Depois do almoço o Rui mandou mensagem perguntando se ela estava melhor. Ela disse que sim, que o negócio era não aceitar comida da mão dele. Ele disse: — Não vou mais dar nada vencido… pelo menos por alguns dias. Ele convidou ela pra ir ver ele jogar à tarde. A Daia e o Bernardo iam também. Ela aceitou, marcaram pra buscar ela às 14h. Ela comeu um omelete com pão pra poder tomar os remédios certinho, tomou banho, se arrumou, vestiu um shorts jeans, uma blusa ciganinha larga e tênis. Foram de carro buscar ela, a Daia com o Bernardo. Os meninos tinham ido de moto. Elas começaram conversar. Chegou no assunto de dirigir, a Daia disse que o carro era do Maicon, a moto maior do Rui, e as outras duas uma dela e uma do noivo. O Bernardo, ouvindo tudo, começou a falar: — A Lidi minha mãe, tem um amigo bem legal que leva eu passear! Você é amiga do meu pai igual ele é amigo dela? As duas começaram a rir. A Daia falou: — E aí, Kaori, tira nossa dúvida? Ela disse que eram amigos, só amigos. Quando chegaram no campo, a Daia levou o Bernardo pela mão. Disse que era bom ter uma companhia feminina. Falou: — O Maicon é muito galinha e o Rui um chato que ninguém aguenta muito tempo. A Kaori respondeu: — Ahhh eu também tô gostando de sair com vocês. Não tenho mais amigos como antes, dá pra perceber, né?! Tipo… eu ando preferindo ficar com gente nova que não me conhecia antes. Ela perguntou por quê. A Kaori respondeu: — Não sei ao certo… acho que me sinto melhor. Ela respondeu: — Porque a gente não vai ficar falando das suas mudanças? Se sente mais segura talvez? A Kaori disse que sim. Que podia ser ela mesma, sem se preocupar com o passado. Quando o jogo estava começando, o Bernardo pediu: — Vai lá comigo falar oi pro meu pai! Ela levou. O Rui levantou pra falar com eles. Ela perguntou: — Vai ter gol hoje ou só falsas promessas? Ele respondeu debochado: — Não sei. O que eu ganho se eu fizer? Ela disse: — Não tenho nada pra te oferecer. Ele respondeu: — Se eu fizer, você fica com nós dois hoje à noite? Pra ver um filme? Ela disse: — Feito. Na minha casa e com direito a bolo e pipoca. Depois que o jogo acabou, o Bernardo não queria ir embora. A Kaori abaixou e disse: — Depois a gente vai fazer bolo lá em casa e ver um filme legal, tá? Ele perguntou sério: — Mas você fez gol ou não, pai? O Rui riu: — Fiz. O Bernardo aceitou ir embora. A Kaori se levantou com ajuda do Rui, que chegou bem perto e disse: — Dá licença, vou amarrar isso aqui pra você. A blusinha tinha um cordão solto. Quando ela se abaixou mais cedo, tudo apareceu. Ela sorriu e disse: — Você tava olhando dentro da minha blusa? Ele riu: — Não sou cego. Ela respondeu: — Muito engraçadinho você. Vai ficar sem bolo! Ele convidou ela pra ir embora de moto. Ela recusou: — Quando eu tirar o gesso você vai ser o primeiro a saber. Combinado?! Ele disse: — Não vou criar falsas esperanças. Foram embora. Ela ficou na casa dela e combinaram dele ir lá mais tarde com o Bernardo. Às 19h ela mandou uma foto dos ingredientes na mesa. Ele respondeu: — Eu já ia te mandar mensagem. Meu parceiro me abandonou pra ir comer pizza. Ela respondeu: — Você não quer vir sem ele??? Ele perguntou: — Não tem problema pra você? Ela respondeu: — Não! Mas se você tiver coisa melhor pra fazer, tudo bem também. Ele disse que já estava indo. Quando ele chegou, ela estava na sala mexendo na Netflix. Ele disse que demorou porque passou no bar comprar refrigerante e algo novo pra ela experimentar. Pediu pra ela fechar os olhos. Colocou um chocolate na mão dela. Ela riu: — m*l posso esperar pra ter essa experiência. Foram pra cozinha. Ele disse que não sabia cozinhar nada. Ela disse: — Eu sei o básico, mas você tem as duas mãos livres então vai fazer tudo. Ele ria, fazia, errava, consertava. Contou do relacionamento com a mãe do Bernardo. Ela engravidou, tentaram morar juntos, não deu certo. A Kaori falou: — Eu também tinha um super amigo… a gente era muito parça. Gosto muito mais de amizade masculina do que feminina! Ele perguntou: — E por que não são mais amigos? Esqueceu dele? Ela respondeu sem jeito: — Mais ou menos… quando você se envolve com um amigo, ou ganha um namoro ou perde a amizade. Ele casou, tem filha. Aí não dá pra continuar sendo tão amigo. Foi bom pra eu aprender. E agora tenho você. Já quase vomitei no seu pé, posso te considerar um pretendente a amigo, né não? Ele concordou. Contou da ex ciumenta. Disse que estava solteiro há anos porque não tinha paciência pra namorar. Reclamou das ficantes. Disse que nunca ficava com ninguém mais de duas vezes. Ela respondeu: — Talvez tenha sido bom zerar os últimos anos. Aposto que foram os piores pra eu aprontar. Ele perguntou: — Não tem curiosidade de saber com quem você ficou? Como foi com cada pessoa? Ela respondeu: — Não muito. Se tivesse sido importante, teriam me procurado. Sempre fui muito apegada até enjoar. Aí seguia em frente sem olhar pra trás. Ele disse: — Eu também não fico atrás de mulher nenhuma. Ela respondeu: — Você deve ter uma lista grande de contatinhos, né? Ele negou. Ela provocou: — Homem nunca sabe quantas pessoas já ficou. Mulher pode ter ido pra cama com centenas, mas vai lembrar de todos. Ele debochou: — Menos você, porque esqueceu. Zerou o contador… ou com 15 anos você já era ligeira? Ela respondeu envergonhada: — Com 15 eu não tinha feito nada ainda. Perdi com 16. Ele perguntou curioso: — E como você sabe, se não lembra? Ela riu: — Para de ser curioso. Ele continuou: — Deixa eu adivinhar… foi com seu melhor amigo? E foi ele que te contou? Ela respondeu indo pra sala: — É isso mesmo. Satisfeito? Matou sua curiosidade? Ele disse que sim. O bolo foi pro forno. Foram assistir filme na sala. Sentaram um em cada sofá.
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