Capítulo 57

1031 Words
Capítulo 15 Ela balançou a cabeça que não, ficou séria, ignorou e pegou a cerveja. Ele falou, encostando ao lado dela: — Não solta ele por nada, mas não deu pra me responder, né? Beleza. Acho que você nem sabe dançar, fala a verdade?! Ela sorriu e respondeu irônica: — Eu sei dançar muito bem, só não quero com você. Ela se afastou, voltou pra mesa, pegou o garçom pela mão e ainda deu uma olhadinha pro Rui. Foi dançar e foi bem, no modo automático, com raiva, mas achando engraçada a afronta. O Rui ficou só observando, até deu um sorrisinho sozinho, vendo ela lá querendo chamar a atenção dele. Foi pra perto da Daia. Depois, a Lisa começou a dançar com o Rui. Eles chegaram perto. Ela pediu pra trocar porque o Rui insistiu. Pegou o menino do restaurante, fazendo a Kaori dançar com o Rui. Estava tocando Barões da Pisadinha. Por coincidência, ele tinha mandado algumas músicas deles pra ela. Ele pegou ela pela cintura, começaram a dançar. Ela evitando olhar pra ele, e ele com um sorriso debochado de quem estava aprontando. Ela se irritou e começou a fazer contato visual com ele. Quando acabou a música e começou outra, ela quis parar. Ele falou no ouvido dela que, de presente, ela devia dançar mais uma com ele. Ela perguntou presente do quê. Ele disse que era aniversário dele. Ela ficou dançando mais um pouco, depois parou e disse que precisava beber. Ele respondeu: — Agora você bebe, então? Ela disse que sim, só um dia. Ele se ofereceu pra pagar uma cerveja pra ela. Foram juntos, de mãos dadas, até o balcão. Ele segurou a cerveja e fez ela de boba, pedindo um beijo em troca. Ela deu dois selinhos e falou séria: — Eu não gosto disso, odeio chantagem. Pode ficar com a cerveja pra você, palhaço! Ela saiu andando, foi pra mesa, começou a pegar fogo pra ir embora. A Daia disse que já estava indo e ofereceu carona. Ela aceitou. Quando saíram, o Rui foi logo atrás. Chegou bem perto da Kaori, por trás, e falou: — Obrigado pelo presente, mas meu aniversário não é hoje. Desculpa, eu só queria dançar com você. Ela respondeu séria, irritada: — Por que você é chato desse jeito? Nunca leva nada a sério, né? Ele disse que às vezes levava. Foram pro carro. Ele pediu pra ir atrás com ela. A Daia foi atrás e chamou atenção dele. No caminho, a Kaori falou cochichando que eles tinham se beijado na festa. A Daia disse que ele estava querendo muito mesmo, mas que ele era meio complicado. Perguntou se ela estava afim. A Kaori disse que ficava meio assim porque ele parecia muito intenso e comentou que estava chateada por não falar com ele há dias. A Daia disse que ele tinha comentado com ela e que ele não tinha feito o que a Kaori estava achando. Ele ficou se sentindo m*l porque ela ficou brava sem motivo. A Kaori disse que estava com dificuldade de controlar os sentimentos e que acabou descontando nele outras coisas que estava sentindo. Chegaram na casa da Kaori, o Rui desceu, a Kaori também, e falou: — Me ajuda a abrir aqui, por favor?! Ele disse que sim, falou que ia andando pra casa. A Daia foi embora. A Kaori abriu o portão, ele ficou segurando a bolsa e os sapatos dela. Ela foi entrando sem falar nada pra ele ir atrás. Ele começou a falar da roupa e dos sapatos dela, elogiando, falando que ela estava diferente. Ela abriu a porta e falou, pegando as coisas da mão dele: — Você não pode ficar mexendo nas minhas coisas, sabe, Rui? Eu não gosto de mentira, não gosto de brincadeira de mau gosto. Aquela hora no bar eu baixei a guarda com você um pouco e você fez brincadeira i****a, querendo beijo em troca da cerveja, sendo que você se ofereceu pra pagar. Ele ficou sério, ouvindo tudo. Se aproximou, encarando ela, colocou a mão no rosto dela e falou: — Tá bom, você tem toda razão. Eu não sei me expressar bem às vezes e sempre sinto que nunca te conheço bem o suficiente pra saber como agir com você. Tipo agora… me chamou aqui pra brigar comigo depois de uma semana me ignorando?! Ela sorriu e respondeu, abraçando ele: — Não, chega de brigar! Ele correspondeu o abraço e falou com graça: — E o que a gente vai ficar fazendo? Ela olhou pra ele, sorriu e falou envergonhada: — Me beija?! Ele deu alguns beijinhos suaves nela, no canto da boca, no rosto, provocando, sendo carinhoso. Ela tomou a iniciativa de dar um beijão. Começaram a ficar na sala, em pé. Foram pro sofá, ela levou ele, sentou no colo dele toda encolhida, com as pernas pro lado. O beijo super encaixou. Ele era intenso e calmo ao mesmo tempo, tinha uma pegada forte, mas comportada, sem muita mão boba. Ele perguntou se a Lisa não ia ficar brava de pegar os dois lá sozinhos. Ela respondeu rindo: — Eu não sei… tenho 15 anos, o que se pode fazer ou não fazer com 15? Ele disse, fazendo carinho, que não queria arrumar problemas pra ela. Ela disse, levantando: — Você é o próprio problema, Rui. Vou tomar banho e já volto. Bebi muito, tô sentindo que vou dormir enquanto chupo sua língua. Ele riu, falou que ia esperar no mesmo lugar. Ela foi no quarto, pegou a troca de roupa, passou por ele, deu mais um beijo e foi tomar banho. Voltou vestida com um baby doll preto e vermelho, foi no quarto passar creme e perfume, voltou pra sala pleníssima e disse que queria dormir com ele, mas só dormir mesmo. Ele riu. Ela falou envergonhada que ainda não estava pronta pra ir adiante com ninguém, que se aquilo fosse um problema pra ele, ela iria entender. Ele levantou e falou, abraçando ela, cheirando o pescoço, dando beijinhos: — Eu não sou esse tipo de cara. Mesmo se você não tivesse me chamado pra entrar, eu já estaria satisfeito com o beijo que você me deu.
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