Capítulo 21

1239 Words
Kaori falou que estava um pouco decepcionada com ele. A verdade é que os dois estavam cada vez mais envolvidos, gostando um do outro, e a química o t***o, era imenso, estavam sempre se provocando, se testando, jogando um com o outro de um jeito gostoso. Daniel a colocou deitada só de calcinha e sutiã, começou a beijar suas pernas devagar, subindo aos poucos, percorrendo a coxa dela e lambendo até a virilha. Então parou, olhou sério pra ela e falou enquanto puxava sua calcinha. — Sinto sua falta, você é muito importante pra mim, Kaori. Cada momento com você é único, quando estou com você todo o resto lá fora deixa de existir. Ele começou a chupá-la e Kaori, completamente entregue, respondeu com a respiração falha: — Você é incrível, não para. Daniel estava cheio de fogo e ela também. Kaori ainda estava naquela euforia de quem tinha perdido a virgi.ndade há pouco tempo, tudo ainda parecia intenso demais, e Daniel acompanhava aquilo sem ficar atrás. Eles gostavam de trocar posições, da intensidade, da pressa e da calma no momento certo. Era uma loucura. Kaori amava o toque dele, por menor que fosse. Quando terminaram, Daniel disse que tinha uma surpresa. Levou Kaori até o banheiro e mostrou o chuveiro novo que antes não existia ali. — Como a gente não tem uma data exata... feliz bastante tempo de muita coisa gostosa. — Ele disse afetuoso a beijando no pescoço. Kaori começou a rir e entrou no banho. Falou surpresa. — Você tá muito inspirado. Ele entrou com ela e respondeu: — A culpa é sua. Você me deu um gelo a semana toda. Os dois ficaram abraçados debaixo da água. Kaori explicou que não tinha feito nada de propósito, que a semana tinha sido corrida demais. Daniel falou que estava apaixonado, que ela tinha feito a semana dele ser horrível. Kaori respondeu que era recíproco, que também tinha sido difícil ficar longe. Ficaram juntos até tarde, trocando carinho e conversando sobre tudo. Daniel mexia no celular quando Kaori viu uma mensagem de um amigo dele falando sobre presente de casamento. Pela conversa, percebeu que o amigo seria padrinho e aquilo parecia próximo demais. Ela perguntou: — Falta quanto tempo pro casamento? Daniel respondeu chateado: — Dois meses... um pouco menos. Kaori o beijou e ficou quieta, deitada abraçada nele. Daniel então começou a falar que depois do casamento tudo seria diferente. Ela respondeu debochando, dizendo que ele sempre falava aquilo e nunca aguentava, que não adiantava ficar prometendo se ele mesmo sabia que não iam terminar. Mas Daniel insistiu. Disse que dessa vez era pra valer, que queria aproveitar muito aquele tempo, porque depois de casado não continuaria com aquilo. Aquilo incomodou ela profundamente, mas ela não demonstrou. Naquele instante colocou na cabeça que faria Daniel se apaixonar de verdade por ela antes daquele casamento acontecer. Ele vivia reclamando da noiva. A família dela era sempre um problema entre eles. E Kaori sabia disso. Ela fazia muitas coisas que a outra não fazia. Dava atenção total ao que ele falava, como se tudo fosse realmente muito importante. Tentava ser espontânea, e na verdade foi a personalidade dela que o atraiu desde o começo. Durante o curso, ela o devorava com os olhos, e Daniel sempre percebia. Kaori o elogiava, mas o mais importante era que ela não deixava ele mandar em tudo. Fazia Daniel aceitar seus termos, suas vontades. Sabia esnobá-lo no momento certo, controlando o ego dele. Curtiu aquela noite, foi carinhosa como sempre. No sábado foi direto trabalhar e Daniel a levou. Trabalhou o dia todo e mandou várias mensagens provocantes para Daniel, deixando ele ansioso para a noite que teriam. Quando saiu, foi pra casa e mentiu que dormiria na casa de Bibi. Até foi até lá de carona com o pai para não levantar suspeitas. Mais tarde saiu com Daniel para um show de rock em outra cidade. A ideia tinha sido dela. Daniel foi de boné, morrendo de medo de encontrar alguém conhecido. Mesmo assim, aquela acabou sendo uma noite muito especial para os dois. Ele bebeu um pouco, se sentiu livre. Ficaram como um casal de verdade, beijando, abraçados, curtindo o show sem pressa, sem tanto medo. Depois tra.nsaram no estacionamento dentro do carro, e tudo parecia intenso demais, verdadeiro. Aquele fim de semana foi realmente incrível. Dormiram no motel, transaram pelo quarto todo, e ficaram lá até a hora do almoço no domingo. Depois Kaori foi para a casa da mãe, porque tinham combinado de almoçar juntas. Como Daniel sempre a deixava um pouco longe, ela só percebeu que a mãe não estava em casa quando ele já tinha ido embora. Ligou pra ela, mas não foi atendida. Achou que dava e pulou o muro, imaginando que a mãe só tinha saído e logo voltaria. Mas logo recebeu um áudio dizendo que ela tinha ido trabalhar de última hora. Kaori ficou super irritada. Pulou o muro de volta, mas de dentro pra fora era mais alto. Acabou caindo feio. Estava sentada no chão, analisando os machucados quando um rapaz de moto parou na mesma hora para ajudá-la. Ele estava passando na rua e chegou mais rápido do que ela conseguiu se levantar. Ele desceu da moto, abaixou na frente dela e falou ainda de capacete: — Quer que eu chame uma ambulância? Bombeiros? Quebrou a unha, princesa? Kaori olhou pra ele, ficou surpresa ao reconhecer e levantou sozinha. Falou irritada com dor. — Só pode ser brincadeira uma coisa dessas. Você não tem o que fazer não, palhaço? O rapaz tirou o capacete e respondeu rindo: — Se sou um palhaço, pelo menos posso te fazer rir, né não? Era Rui. Ela respondeu ríspida: — Nãooo! Rui perguntou se ela tinha se machucado e pegou na mão dela. Kaori reclamou de dor e viu que tinha ralado bastante, machucado o dedo. Falou séria. — Vai, pode ir embora. Não foi nada. Você sabe que aqui é a casa da minha mãe, né? Rui respondeu que sabia, que inclusive tinha ajudado ela na mudança e contou que morava naquela mesma rua. Depois perguntou se ela queria ajuda. Kaori respondeu: — Já disse que não. Você é sempre insistente assim com tudo? Ele se afastou e respondeu: — Não, nem sempre. Então sua mãe foi trabalhar, né? Você não deve ter as chaves, se tivesse não estava pulando muro. — E você sabe que aqui não passa ônibus, né? Eu poderia falar também que não é seguro andar sozinha por aí, mas com esse seu humor ninguém vai ter coragem nem de olhar pra você. Kaori ficou mexendo no celular tentando pedir um Uber, mas a bateria estava acabando porque tinha esquecido o carregador em casa. Rui subiu na moto e falou naquele mesmo tom debochado: — Aiii... sua mão tá bem zoada. Se eu fosse você ia pro hospital... ou pra manicure. Sei lá. Kaori olhou furiosa, falou. — Você sabe que é super desagradável com esses comentários, né? Ele ligou a moto e respondeu: — Só se for pra você. É sensível demais. Kaori respirou fundo e falou: — Me empresta seu celular. Tô sem bateria, o meu desligou. Rui arqueou a sobrancelha e respondeu, debochado: — O quê? Vai me passar seu número? Kaori bufou, já sem paciência pra ouvir tanta provocação. Virou as costas e saiu andando, sem nem saber direito pra que lado ia naquele bairro horrível.
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