Capítulo 74

917 Words
Capítulo 32 Ela disse que sim. Ele tinha que ir pra casa se arrumar pra ir trabalhar. Ela acompanhou ele até a porta, se despediram com um abraço. Ela disse que ia ficar esperando uma mensagem à noite. Ele respondeu: — E eu vou esperar um convite. Ela foi se arrumar pra ir trabalhar também. Começou a mexer no celular e recebeu uma mensagem da Joyce, falando que o Juliano tinha se sentido m*l com a pressão alta e que tinham ido para o hospital, mas que estava tudo bem. Ela disse que ele estava sentindo falta da Kaori lá, onde os dois estavam, e chamou ela pra ir ficar uns dias lá. A Kaori disse que ia tentar, mas que era difícil por causa do trabalho. O Daniel ainda estava mandando muitas mensagens, ela respondia algumas. Na segunda-feira, ele perguntou se podia buscar ela no trabalho. Ela disse que não, porque ia pra outro trabalho e à noite ia pra casa com a Lisa, só que naquele dia ela não ia para o restaurante. Ela decidiu ir pra casa do Juliano, foi caminhando, ouvindo música nos fones de ouvido. Era de tarde, a casa estava vazia, a Joyce e o Juliano estavam no trabalho. A Kaori foi pra lá, entrou e deitou na sala pra assistir televisão. Assim que ela chegou, alguém bateu na porta. Ela levantou pra abrir, era o Daniel. Ele estava com um embrulho médio nas mãos, barba por fazer e um olhar triste. Ela falou, surpresa: — O que você quer? Como você subiu? Ele respondeu, sem jeito: — Desculpa vir sem avisar, você deixou liberado pra eu entrar. A gente sempre ficava aqui à tarde, eu estava sem ter o que fazer, resolvi ficar aqui na frente do prédio e te vi chegando. Ela já deixou a porta entreaberta, com medo, e saiu pro corredor. Ela falou: — Meu pai tá chegando, fala rápido o que você quer! Ele respondeu, entregando o embrulho nas mãos dela: — Comprei pra você, eu sei que você gosta e achei a sua cara. Não vou tomar seu tempo nem fazer nada com você, fica tranquila. Eu só queria te ver. Também me desculpar por ter sido rude com você aquela noite. Ela disse que estava tudo bem, agradeceu enquanto abria. Era um fone de ouvido bem caro. Ele começou a falar: — Eu só queria que você se lembrasse de mim, pra sentir raiva, brigar comigo, sentir qualquer coisa. Eu sinto tanto a sua falta e me arrependo muito por não ter valorizado você. Você era a minha amiga, Kaori, eu preciso de você. Ela respondeu, séria: — Eu era sua amante, um passatempo. Você teve meses pra se decidir. Olha tudo o que aconteceu, Daniel. Se você não tivesse terminado comigo no dia do meu aniversário, com certeza nada disso teria acontecido. Eu levanto todos os dias sem saber quem eu sou e agora você acha que tem algum direito de piorar tudo isso pra mim, porque a sua vida está r**m? Eu vivo com medo da Cíntia, as pessoas estão falando m*l de mim por sua culpa. Me diz pra quê eu vou insistir nisso? Ele se lamentou, disse que podiam recomeçar juntos, longe de todos. Fez questão de relembrar que eles estavam planejando ir morar juntos. Ela só balançava a cabeça, dizendo que não. Ele começou a chorar, disse que não queria ficar bebendo, que não queria deixar tudo pra trás. Pediu pra ela só dar a chance dele mostrar tudo a ela. Ela pediu pra ele ir embora. Ele disse que ia, porque não queria afastar ela, só queria mostrar as boas intenções. Ela respondeu: — Você terminou comigo. Eu podia estar morta agora. Acabou! Mesmo se eu me lembrasse de você, eu não ia querer mais isso. Não dá! Ele perguntou se ela podia ao menos conhecer ele melhor, dar a oportunidade dele mostrar como era a amizade deles. Ela disse que ia pensar. Ele foi super educado e foi embora. Ela ficou a tarde toda na casa do Juliano, fez uma torta pra ele de surpresa. A Joyce chegou antes do Juliano, abraçou a Kaori e disse que estava ansiosa pra chegar e ver ela lá. Ela foi tomar banho. A Kaori estava na cozinha, tirando a torta do forno. A Joyce foi pra junto dela, de top e shorts de pijama, com a barriga exposta. A Kaori falou, surpresa: — Nossa, está cada vez maior. Vocês já escolheram o nome? Eu não lembro, só lembro das opções, desculpa! A Joyce se aproximou, pegou a mão da Kaori, colocou do lado da barriga e falou: — Sim, já escolhemos. Você tinha gostado de Felipe Haru. Tá sentindo? Pode pressionar um pouco mais, não dói. A Kaori ficou apalpando e sentiu o irmão caçula mexendo. Ela sorriu e falou: — Será que ele vai gostar de mim? A Joyce respondeu, surpresa: — É lógico que vai. Seu irmão te adora, ele só está sem tempo. A Kaori concordou, ficou quieta. A Joyce perguntou se estava tudo bem, disse que estava sentindo ela triste. Ela respondeu: — Tá sim, tô cansada, trabalhando muito. A Joyce tentou tirar algo da Kaori, mas não conseguiu. Ela falou, sentada no balcão: — Vamos ligar pro seu pai e perguntar quanto tempo ele vai demorar? Eu tô babando nessa torta aí. A Kaori disse que ela podia comer. Ela mesma serviu. A Joyce se sentou ao lado e ficou olhando ela comer com gosto.
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